01 Economic Development. Desenvolvimento Econômico.

01 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.ECONOMIC DEVELOPMENT. BEYOND GROWTH. WORLD BANK 2018.TEMAS PARA O TRABALHO FINAL.

https://openknowledge.worldbank.org/handle/10986/14865

A obra Beyond Growth de Tatiana Subbotina, publicada pelo Banco Mundial, apresenta de modo sucinto a problemática do desenvolvimento econômico. Não sugere políticas, dentro de sua postura assumidamente liberal e não intervencionista, apenas explicita grandes áreas de pesquisa, relacionadas com o diagnóstico do estado de desenvolvimento de qualquer país do mundo atual: crescimento econômico, desenvolvimento sustentado, crescimento populacional, controle e envelhecimento populacional, saúde, educação, desigualdade social e distribuição de renda, poluição ambiental, etc. Lendo este trabalho descomplicado, como referência inicial, o leitor poderá então ampliar seu entendimento consultando a vasta bibliografia sobre desenvolvimento e crescimento econômico, gerada no século passado, escrita por excelentes especialistas de todo o mundo. O processo de globalização, ou seja, a intensificação do comércio internacional, a criação de blocos econômicos, a dissolução da União Sovietica, a facilitação do movimento de pessoas, produtos e tecnologia, não eliminaram, mas de certo modo vem agravando o subdesenvolvimento e explicitando a miséria de países da Africa, América Latina e sudeste da Ásia, provocando movimentos populacionais indesejáveis dessas áreas para uns poucos países  desenvolvidos do mundo, situados no hemisfério norte, nos quais, neste século,  a desindustrialização, causada pela globalização, o desemprego generalizado, a desigualdade econômica e social, a crise educacional, a intensificação de posturas racistas, discriminação de gênero, intolerância  religiosa, xenofobismo dirigido, dissiminação de drogas, mediocridade política com fossilização ideológica, são fenômenos graves, sem perspectivas de encaminhamento racional no curto prazo, a exigir meditação e medidas políticas concretas, destemidas e arrojadas, nos níveis nacionais e internacionais.

Contents: 01, 02

01 DEFINIÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. ECONOMIC DEVELOPMENT DEFINED

ECONOMIC DEVELOPMENT DEFINED BY THE EDA’S MISSION

The U.S. Economic Development Administration (EDA) of the U.S. Department of Commerce is the lead agency responsible for the Nation’s economic development.

Rationale: Nobel Laureate Robert Lucas notes (1988:13) “we think of growth and development as distinct fields, with growth theory defined as those aspects of economic growth we have some understanding of, and (economic) development defined as those we don't.” Whereas economic growth is a simple increase in aggregate output, Joseph Schumpeter (1942) in the Theory of Economic Development argues that a higher quality growth trajectory can be achieved through innovation and entrepreneurship. Yet we lack an accepted definition of economic development.

Amartya Sen’s (1999) Development as Freedom argues that economic development requires increasing the capabilities of economic agents so that they can realize their full potential to participate in economic and social life. A modern view of economic development requires creating the preconditions or capacities that support creativity, collaborative problem solving and information sharing, and lowering the costs of engaging in innovation. American cities and regional economies are restructuring in light of dramatic global economic integration and increased competition. There is a need to not only lift less prosperous places but to also ensure that the full range of communities can actively achieve their potential. Economic development is essential to creating the conditions for economic growth and ensuring out economic future.

Definition: Economic Development is the expansion of capacities that contribute to the advancement of society through the realization of individual, firm and community potential. Economic Development is measured by a sustained increase in prosperity and quality of life through innovation, lowered transaction costs, and the utilization of capabilities towards the responsible production and diffusion of goods and services. Economic Development requires effective institutions grounded in norms of openness, tolerance for risk, appreciation for diversity, and confidence in the realization of mutual gain for the public and the private sector. Economic Development is essential to creating the conditions for economic growth and ensuring our economic future.

Application: EDA was founded in 1965 with the mandate to address substantial and persistent unemployment and underemployment by making investments in infrastructure to support private sector job creation. EDA has been a vital resource for distressed communities striving to overcome sudden and severe economic dislocations and long-term decline. Now, however, every region across the nation is vulnerable due to international competition and rapid technological change. The cycle of diminished capacity feeds upon itself as a declining tax base reduces the local ability to finance the improvements in infrastructure and resources needed to attract new industry, retain workers and create opportunity. Sustained investment in building capacity that is locally initiated and utilized by the private sector will result in higher quality jobs, greater investments, export growth and ultimately increased prosperity and higher quality of living.

Cf. https://openknowledge.worldbank.org/handle/10986/14865

The Need to Rethink Development Economics Thandika MKANDAWIRE

Draft paper prepared for the discussion at the UNRISD meeting on The Need to Rethink Development Economics, 7-8 September 2001,

Cape Town, South Africa.

 A necessidade de repensar a economia do desenvolvimento (rascunho)

Até a década de 1970, os problemas de bem-estar e desemprego nos países desenvolvidos, e os de pobreza e subdesenvolvimento nos países em desenvolvimento, eram interpretados através das lentes do corpus de conhecimento reconhecido como economia keynesiana e “economia do desenvolvimento” respectivamente. Mas a crise do petróleo, a “estagflação” e o subseqüente endividamento dos países em desenvolvimento testaram seriamente os modelos e as teorias que haviam sustentado suas políticas de bem-estar e desenvolvimento.

Embora houvesse pouco em comum entre o conteúdo analítico real da doutrina keynesiana e o da economia do desenvolvimento, as duas abordagens compartilhavam visões críticas da teoria econômica neoclássica e a aceitação relacionada da intervenção do Estado. Eles também tinham em comum o entendimento de que a economia descrita pelos economistas neoclássicos era um “caso especial”, e havia muitas outras economias que poderiam ser “estilizadas” por modelos inteiramente diferentes porque eram caracterizadas por diferentes características estruturais.

 Além disso, eles compartilhavam a visão de que o Estado poderia desempenhar um papel importante na abordagem desses aspectos estruturais, que muitas vezes resultaram em “falhas de mercado”. Ambos foram induzidos pela necessidade de resolver problemas de política e não foram meramente disciplinas teóricas formais cuja modelagem foi baseada em “economias reais” presas em um equilíbrio particular (desemprego ou subdesenvolvimento) do qual elas tiveram que ser desembaraçadas. Essas posições os abriram para atacar do neoliberalismo.

Talvez não surpreenda que a contra-revolução neoclássica e a ascensão do monetarismo nos países industriais avançados durante o final dos anos 1970 e início dos anos 1980 levaram à rejeição da economia do desenvolvimento no sul. Para os economistas neoliberais, os economistas do desenvolvimento negaram falsamente a universalidade do comportamento econômico racional e, por seu foco nas perversões da teoria econômica padrão, abriram as portas para o dirigismo. Para alguns, todo o empreendimento da economia do desenvolvimento era fútil e o dirigismo associado a ele era responsabilizado pelo fraco desempenho econômico.

Por duas décadas, a partir do início dos anos 70, o status da economia do desenvolvimento nos meios acadêmicos e políticos não era invejável. Os títulos de alguns dos artigos publicados nas décadas de 1970 e 1980 sugerem claramente que nem tudo estava bem com a disciplina: “Louvor à Economia do Desenvolvimento” (Thirwall, AP 1978), “O Nascimento, Vida e Morte da Economia do Desenvolvimento” ( videntes, Dudley, 1979), “A Ascensão e Declínio da Economia do Desenvolvimento” (Hirschmann, Albert O. 1981), “A Miséria da Economia do Desenvolvimento (Lal, Deepak 1983),‘O Estado da teoria do desenvolvimento’(Lewis, Arthur 1984) . A disciplina sitiada da economia do desenvolvimento viu-se expulsa dos departamentos de economia, instituições financeiras de desenvolvimento e periódicos, como o que Albert Hirschman chamou de “monoeconomia” se espalhar.

A "morte" da economia do desenvolvimento não foi meramente uma "mudança de paradigma" acadêmica. Foi dada a sanção oficial pelo governo dos Estados Unidos. O representante dos EUA no Banco Asiático de Desenvolvimento (Newsweek, 13 de maio de 1985) anunciou que os “Estados Unidos rejeitam completamente a idéia de que existe algo como 'economia do desenvolvimento'” (citado em Toye, John 1987: page 73). A economia do desenvolvimento tornou-se, como observa John Toye, “uma coisa Orwelliana” aos olhos da nação mais poderosa. 

A certeza espartana do neoliberalismo ascendente quanto ao que era requerido não deixava espaço para o conhecimento especializado dos problemas do desenvolvimento. O estridência da Sra. Thatcher, “Não há alternativa”, ecoou nas organizações financeiras internacionais por meio de um conjunto padronizado de políticas aplicáveis a todas as economias.


Além da atribuição das causas da crise das décadas de 1970 e 1980, e da ascendência ideológica do neoliberalismo nos principais países e instituições financeiras da OCDE, o fim da economia do desenvolvimento teve muito a ver com a interpretação da experiência de desenvolvimento do período pós-guerra. . 

Até 1997, o desempenho econômico espetacular dos países do Leste Asiático se destacou fortemente contra o fraco desempenho da maioria dos países da América Latina, Ásia e África, e as economias em transição. Como em todos os sucessos, esses sucessos despertaram muitas reivindicações de paternidade. A partir de meados da década de 1970, através de uma série de estudos da OCDE (Little, I., T. Scitovsky e M. Scott 1970), a “contra-revolução” da economia neoclássica alegou que o sucesso era evidência da sabedoria de depender das forças do mercado. 

Em contraste, as “décadas perdidas” de grande parte da África e da América Latina foram atribuídas ao “planejamento do desenvolvimento”, que distorceu os preços e levou a um crescimento mais lento. De fato, as experiências dos estados de desenvolvimento por excelência foram evocadas como evidência contra a economia do desenvolvimento. ( Fim da Citação)

[´E patente o estado caótico em que se encontra a economia mundial, em 2019, mormente depois da implantação e plena gestação do globalismo, ou mundialização dos mercados, que, com certeza, aumentam o produto e a renda do mundo, mas não assegura uniforme desenvolvimento dos países, nem equitativa distribuição dos benefícios do progresso tecnológico. A robotização crescente, inerente aos processos de alta produção para os mercados externos, trouxeram de volta espetáculos horripilantes de bolsões de subdesenvolvimento e miséria, em todas as partes do mundo. A supressão dos estudos e das disciplinas ligadas ao desenvolvimento econômico, foi uma perda colossal para a formação do economista destas últimas décadas. O subdesenvolvimento está aí de volta em formato viral, caracterizado por um fenômeno já bem conhecido de economias no passado, a do excesso populacional de seres humanos impossíveis de inserção nos novos paradigmas econômicos, cujas sobrevivências passam a depender criticamente de políticas  assistencialistas paliativas, até em paises como a Finlândia.]


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