02 Geopolítica do Brasil.Geopolitics of Brazil. Click Δ para acessar subpáginas

GEOPOLÍTICA DO BRASIL. GEOPOLITICS OF BRAZIL. DARCY CARVALHO. SÃO PAULO, SP, BRASIL

Contents; 01, 02, 03, 04

01

O LUGAR DO BRASIL NA GEOPOLÍTICA GLOBAL.  BIBLIOGRAFIA
1  O  CRESCIMENTO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL. José Flávio Sombra Saraiva.  Amado Luiz Cervo  Organizadores.  Intituto Brasileiro de Relações internacionais .    Cf. 01 Downloads de Geopolítica do Brasil.           
2  O LUGAR DO BRASIL NO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL CONTEMPORÂNEO. Prof. Edu Silvestre de Albuquerque. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.   Cf. 01 Downloads de Geopolítica do Brasil.

3  UNDERSTANDING BRAZIL.  A BIBLIOGRAPHY ON BRAZILIAN STUDIES BY FUNAG
A Reader's Guide, Originally published in 2006    Cf. 01 Downloads de Geopolítica do Brasil

"Capistrano de Abreu, the Brazilian Historian, once said that to have an intelligent overview of Brazil one first had to read a series of "conscientious monographs".  An intelligent overview, therefore, however individual it may be, is always the result of a collective effort that seeks to understand the country's unity within the diversity of its political, social, economic and cultural processes, through its various analyses and interpretations. Without any pretensions to define the canon of studies on Brazil, in this book the Alexandre de Gusmão Foundation recommends some of the most important works on the long list of such studies.  This translation of the volume Understanding Brazil: A Reader's Guide, originally published in 2006, has now been recast and broadened.   It provides not only information about the selected works but also biographical notes on their authors, since these biographies are also an essential source for those who wish to understand the history and identity of a country.FUNAG."  End of Quote,
 
4  O QUE SE DEVE LER PARA CONHECER O BRASIL. NELSON WERNECK SODRÉ . Retratos do Brasil Volume 54, Terceira Edição, 412 páginas, São Paulo, Civilização Brasileira, 1967. Primeira Edição INEP, Ministério da Educação e Cultura . Livros Fonte, Brasil, 1960

https://archive.org/details/OQueSeDeveLerParaConhecerOBrasilRetratosDoBrasilVolume54


5  CATÁLOGO BIBLIOGRÁFICO SOBRE OS BRICS.  Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores. Brasil

Catálogo Bibliográfico. Brasil, Rússia, Índia, China e África Do Sul – Brics . 692 páginas. Brasilia, 2011.

Bibliographic Catalogue Brazil, Russia, India, China and South Africa – Brics. Source: Brazilian Foreign Office.

Библиографический каталог Бразилия, Россия, Индия, Китай и Южная Африка.
Источник: Бразильское Министерство иностранных дел.

ग्रन्थसूची सूचीपत्र ब्राजील, रूस, भारत, चीन और दक्षिण अफ्रीका – BRICS. स्रोत: ब्राजील विदेश कार्यालय।

参考文献目巴西,俄斯,印度,中国和南非 - 四国。料来源:巴西外交部

Verwysing lyste van Brasilië, Rusland, Indië, China en Suid-Afrika - BRICS. Bron: Braziliaans Ministerie van Buitelandse Sake

 
A GEOPOLÍTICA BRASILEIRA. – PREDECESSORES E GEOPOLÍTICOS - GEN MEIRA MATOS

Os Predecessores.   Antes mesmo que o pensamento geopolítico adquirisse foros de conhecimento científico, através da teorização das observações relativas à interação homem-meio físico, isto no final do Século XIX, já havia, a respeito do Brasil, prognósticos prospectivos de pensadores esclarecidos, dotados de visão política, que premonizaram para o nosso país um destino de grandeza.

Nascidas da observação, as ciências sociais, entre as quais se inclui a Política e seu ramo a Geopolítica, caracterizam-se por comportarem projeções prospectivas. Não se trata de futurologia, visão advinhatória, mas de aproximação porvindoura baseada em elementos racionais de estatística, de história e de psicologia.

Observa o Embaixador José Oswaldo Meira Penna, no seu livro “Política Externa”, que os autores do Tratado de Tordesilhas (1494) já haviam traçado as grandes servidões da geopolítica brasileira.

Passamos a palavra ao Embaixador Meira Penna:

 “A linha de Tordesilhas, marco inicial, imposição geopolítica sobre a qual se arcará a história colonial do Brasil, determinando a configuração de nossa política externa. Tordesilhas é este o primeiro, em ordem cronológica e em importância histórica, dos alicerces sobre os quais se assentará nossa vida internacional. Representa as relações com a Espanha, isto é os domínios a oeste da linha, os quais irão, mais tarde, constituir as repúblicas nossas vizinhas. Tordesilhas é o problema de fronteiras – problema sempre prioritário em toda ação diplomática e tacitamente colocado ao realizar-se odescobrimento. Logo em seguida quase que imediatamente após a colocação do marco cabralino, anuncia-se o segundo elemento fundamental dessa política: o problema da segurança da orla marítima.”

Destacou o Embaixador Meira Penna, a presença já nos primórdios de Século XVI, dos dois desafios vitais de nossa segurança externa, a proteção das fronteiras terrestres a oeste e a proteção da fronteira marítima a leste. Dois problemas geopolíticos que exigiram da diplomacia colonial portuguesa e da diplomacia imperial e republicana, preocupação constante, negociação permanente e, algumas vezes, luta armada.

A mais antiga visão prospectiva sobre o futuro do Brasil data de 1587, do historiador português Gabriel Soares de Sousa, que no seu livro “In Tratado Descritivo do Brasil – Proemio”, relatando a visita que fez a nossa terra, assim sintetiza as suas impressões: “Está capaz para se edificar nele um grande império, o qual com pouca despesa destes reinos se fará tão soberano que será um dos Estados do Mundo.”

Antes de nossa Independência, em 1821, José Bonifácio produziu um documento precioso emtermos de visão do Estado Brasileiro do futuro. Tal documento, denominado “Lembranças eApontamentos”, era destinado a orientar os deputados da Província de São Paulo, eleitos para representar o Brasil na Corte de Lisboa, encarregada de elaborar a nova Constituição para o Império Português.  

“Lembranças e Apontamentos” revela como preocupação principal a preservação da unidade nacional, quando viesse a se dar a Independência, cuja proximidade era evidente. Mas, ao lado de um programa completo de necessidades administrativas, versando sobre estrutura territorial, educação, saúde, questão indígena, política exterior, defesa do território, os “Apontamentos”, antevendo já, o futuro Estado brasileiro, revelam uma extraordinária visão geopolítica de nossa territoriedade.

Propõe José Bonifácio que os nossos representantes na Corte de Lisboa defendam a tese danecessidade de interiorização da capital do país, pois possuidores de enorme massa continental, não poderemos, no futuro, viver somente nos alimentando nas praias e sugere o local para o novo centro de poder político, assim se expressando, “que poderia, no futuro, ser em latitude pouco mais ou menos de 15º, em sítio sadio, ameno e fértil, e regado por algum rio navegável.” Este local estaria nas proximidades de Paracatu, cerca de 200 quilômetros ao sul da atual Brasília.

As razões que José Bonifácio vê para a mudança da capital para o interior, revelam sua notável visão geopolítica: – invoca a imensidão geográfica e a característica continental-marítima, invoca motivo de defesa, (numa época em que o poder marítimo das potenciais imperialistas constituíam constante perigo às nações fracas), invoca a necessidade de uma administração central que se transforme em pólo de atração das áreas periféricas. Diz textualmente:

– “com a mudança da capital para o interior fica a Corte ou assento da Regência livre de qualquer assalto de surpresa externa, e se chama para as províncias centrais o excesso de população vadia das cidades marítimas e mercantis”, e mais adiante, “desta Corte central dever-se-ão logo abrir estradas para as diversas províncias e portos de mar, para que se comuniquem e circulem com toda a prontidão as ordens do governo, e se favoreça por elas o comércio interno do vasto Império do Brasil”.

Outra figura de visão geopolítica foi, sem dúvida, o brasileiro, santista, diplomata da corte portuguesa de D. José I, Alexandre de Gusmão, considerado o inspirador do Tratado de Madrid de 1750. Segundo o historiador português Jaime Cortezão, “Alexandre de Gusmão dava-nos “de jure”  aquilo que bandeirantes já nos haviam dado de fato”. O Tratado de Madrid legitimou as conquistas dos bandeirantes paulistas e nortistas até então contestadas pelos espanhóis. Ali, ficaram já esboçadas as nossas atuais fronteiras políticas.

Apresentados os três premonizadores intuitivos da geopolítica brasileira: – o historiador seiscentista Gabriel Soares de Sousa, o diplomata oitocentista Alexandre de Gusmão e o estadista novecentista José Bonifácio de Andrada e Silva, vamos enfocar, agora, o pensamento geopolítico já fundamentado na metodologia científica das escolas alemã e francesa, lideradas respectivamente pelo talento acadêmico de Friedrich Ratzel e Vidal de La Blache.     OS GEOPOLÍTICOS [...]

05    GEOGRAFIA E GEOPOLÍTICA NA FORMAÇÃO NACIONAL BRASILEIRA: EVERARDO ADOLPHO BACKHEUSER

https://archive.org/details/AGeopoliticaGeralEDoBrasil.EverardoBackheuser

GEOPOLÍTICA  E GEOGRAFIA  POLÍTICA . Análise do Termo Geopolítica

PROF. EVERARDO BACKHEUSER.  CONSULTOR TÉCNICO DO CONSELHO NACIONAL DE GEOGRAFIA.

"Geopolítica é a política feita em decorrência das condições geográficas. Geopolítica não é parte ou capítulo ou parágrafo da ciência Geografia, mas da Ciência Política".

Fonte:  Revista Brasileira de Geografia.  Pág. 21 - Janeiro-Março de 1942

http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201942%20v4_n1.pdf

GEOPOLÍTICA  E GEOGRAFIA  POLÍTICA . De tempos  a esta parte entrou em uso nos meios técnicos a palavra geopolítica que, singela e elegante, conquistou logo as simpatias gerais, passando a ter emprêgo corrente. Corrente, mas nem sempre exato, pois, por motivos diversos que abordaremos, é confundida, por leigos e até por autores de geografia, já com geografia política, já com política-ciência. Valerá, portanto, a pena meditar um pouco o assunto, pois a frequência da confusão já começa a atingir os jovens que nas faculdades de filosofia se especializam no setor da geografia. A confusão se origina, ao que pensamos, primeiro, de uma menor reflexão sôbre a composição etimológica da palavra; depois, pelo desconhecimento de como e porque ela apareceu; e, ainda, pela imprecisão de fronteiras entre política, geografia política e geopolítica.

Examinemos o problema sob estas três faces. Etimologicamente .No caso  vertente, etimologicamente quer dizer analogicamente. O vocábulo geopolítica tem por similares: geofísica, geoquímica, geopsiquica e tantas outras palavras formadas pela anteposição da partícula geo (terra) ao nome de uma ciência. Com geo são também constituídas outras expressões: geografia (descrição da Terra), geologia (ciência da Terra), geogenia (gênese da Terra) etc., mas estes vocábulos evidentemente se filiam a outra família glóssica. O paralelo de geopolítica há de ser estabelecido com o primeiro grupo.

Todos sabemos que geoquímica significa não geografia química, o que seria quase um não senso, mas o conhecimento da química do Globo Terrestre. Manuseai  um só compêndio, o tratado clássico de CLARKE, Data of Geochemistry, e vos certificareis qual seja a esfera de atividade da geoquímica. Igualmente, por ser idêntico absurdo, ninguém diria que fenômenos geopsíquicos sejam fenômenos de geografia psicológica ou psiquiátrica. Passai os olhos no conhecidíssimo volume de HELLPACH Geopsychische Erscheinungen e verificareis que nele é estudado o modo pelo qual certas influências meteorológicas, topográficas, etc. atuam nas manifestações da alma humana e não a frequência das doenças nervosas segundo os países. O mesmo poder-se-á dizer da geobélica, que não é uma geografia da guerra, isto é, um estudo da distribuição das guerras pelos continentes e pelos Estados, mas uma especialidade de arte militar no que toca à condução da guerra, de acôrdo com certas condições telúricas, ou, no máximo, de acôrdo com determinantes de geografia física ou humana.

Da mesma sorte quanto à geofísica. É a "física do Globo", e, portanto, em essência, cousa mui diversa de geografia física. Certo, nessa ciência a questão não se apresenta tão lidimamente transparente como nos três casos anteriormente citados, sendo natural o aparecimento dessas sortes de confusão entre a geografia física, de um lado com a geofísica e, de outro, com a geologia, porque as fronteiras da geografia ainda estão imprecisas não só com estas como com muitas outras ciências, conforme mostramos alhures. Há, de fato, quem confunda, mais frequentemente do que devera acontecer, geofísica com geografia física e empregue tais vocábulos como sinônimos. Assim os dois espessos volumes do famoso Handbuch der Geophysik de SIEGMUND GÜNTHER foram resumidos em um pequeno livrinho para ginasianos brasileiros sob o título de Geografia física, embora quem o leia verifique logo não ser livro de geografia física no estilo dos de SUPAN ou de DE MARTONNE, mas, ao contrário, de fato, um compêndio de geofísica, de física da Terra.

Os quatro exemplos supra - geofísica, geoquímica, geopsíquica, geobélíca - bastam, supomos, para indicar, por analogia, o sentido etimológico de geopolítica. Apoiando-nos, pois, apenas em razões etimológicas, podemos dizer que: "Geopolítica é a política feita em decorrência das condições geográficas". E, portanto, que: "Geopolítica não é parte ou capítulo ou parágrafo da ciência Geografia, mas da Ciência Política". [ ....] Finis citationis. “Geopolítica  e Geografia  Política “. Análise do Termo Geopolítica pelo Prof. Everardo Backheuser.  Consultor Técnico Do Conselho Nacional De Geografia.  Fonte:

http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201942%20v4_n1.pdf

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