13 Geopolitics of Russia.Geopolítica da Rússia. ГЕОПОЛИТИКА РОССИИ.

GEOPOLITICS OF RUSSIA.  GEOPOLÍTICA DA RÚSSIA. PROF. DR. DARCY CARVALHO. FEA-USP. SÃO PAULO. BRAZIL 2019. STUDIES IN GEOPOLITICS: ГЕОПОЛИТИКА РОССИИ.
O conceito de geopolítica surgiu no final do século XIX e início do século XX. Nas primeiras obras que trataram de temas geopolíticos, utilizou-se a expressão “geografia política” sendo  o termo “geopolítica”  introduzido pelo cientista político e especialista sueco Rudolf Kjéllen, em sua obra “O Estado como um Organismo Vivo” (1916) . Foi Friedrich Ratzel, geógrafo alemão , que em 1897 publicou o livro Geografia Política (Politische Geographie),  o primeiro a utilizar o termo, em 1899, o qual se tornou  amplamente conhecido após a publicação do livro de Rudolf Kjellén (1864-1922). Kjéllen contribuiu para a afirmação da geopolítica, na qual ingressou quando o debate sobre a eventual dissolução da união entre Suécia e Noruega o levou a estudar a natureza do Estado. Kjellén sofreu a influência da visão biológica e social-darwinística de Ratzel, concebendo o Estado como um organismo biológico que se rege segundo leis naturais e se enraiza no seu território. Na geopolítica, a importância de Kjellén consiste, sobretudo, em ter sistematizado as idéias expostas por Ratzel.
Entre os outros principais  fundadores da Geopolítica, devemos considerar Sir Halford Mackinder, autor do artigo " The Geographical Pivot of History, Alfred Mahan, historiador americano de estratégia naval, , Friedrich Ratzel, geógrafo alemão, pioneiro da Geografia política,  Karl Haushofer, fundador da Geopolitik alemã, N. J. Spickman, pesquisador americano de relações internacionais . A partir da segunda metade do século XX, os temas da geopolítica foram, antes de tudo, os fenômenos e conceitos de geografia estratégica, como a guerra fria, a paridade estratégico-militar, e também a globalização, o mundo multipolar, e o conceito de superpotência, aplicado a estados, regional, nuclear e espacialmente grandes, que se distinguem por alguma  característica complexa ou distinta e que exercem influência sobre outros países,  Por exemplo,  uma potência econômica, potência esportiva, potência nuclear, etc.
Концепция геополитики возникла в конце XIX — начале XX века, в первых работах употреблялось выражение «политическая география» Термин «геополитика» ввел в обращение шведский политолог и государствовед Рудольф Челлен под влиянием немецкого географа Фридриха Ратцеля, который в 1897 году опубликовал книгу «Политическая география» (нем. Politische Geographie). Впервые он употребил термин в 1899 году, но широкую известность он приобрёл после выхода книги «Государство как организм» (1916)[источник не указан 1558 дней]. Наряду с Челленом классиками геополитической науки считаются британский географ и политик Хэлфорд Маккиндер, американский историк морской стратегии А. Мэхэн, германский географ, зачинатель политической географии Ф. Ратцель, германский исследователь К. Хаусхофер, американский исследователь международных отношений Н. Дж. Спикмэн. Со второй половины XX века предметом рассмотрения геополитики стали прежде всего такие явления и понятия стратегической географии как холодная война, военно- стратегический паритет, позже также — глобализация, многополярный мир, а также в широкий обиход вошли понятия сверхдержава, великая, региональная, ядерная, космическая, экономическая, спортивная держава применительно к государствам, выделяющимся по комплексу или отдельной характеристике и имеющим влияние на другие страны. Wikepedia
01.  "Emerging as a method of analyzing international relations and directions in strategic thinking, geopolitics has developed into an independent field of international relations analysis and strategic research. It is the science that studies the attitude of state and society towards space. Beyond the fields of politics and geography, geopolitics constantly deals with the analysis of societies, civilizations, values, attitudes, identities, cultures that make up the priority area of sociology. Geopolitics, therefore, is very close to sociology and the sociology of politics. And in this case, the object of its study is society and social processes, and the subject has a narrower sphere: society's attitude to space, underlying both geographical representations and political systems. Geopolitics is a science that studies the attitude of state and society towards space. A geopolitical map combines geography, politics and sociology (in relation to space) and synthesizes them into a unique and indivisible scientific and methodological matrix. The sociological understanding of space has been described by Emile Durkheim's classical sociology" Alexander Dugin Russian Geopoliticist. in his Geopolitics of Russia.
"Surgindo como método de analisar relações internacionais e direções no pensamento estratégico, a geopolítica  desenvolveu-se  e se tornou um campo independente de análise de relações internacionais e pesquisa estratégica. A geopolítica é a ciência que estuda a atitude do estado e da sociedade em relação ao espaço. Além dos campos da política e da geografia, a geopolítica lida constantemente com a análise das sociedades, civilizações, valores, atitudes, identidades, culturas que compõem a área prioritária da  sociologia . A geopolítica, portanto, está mais próxima da sociologia e da sociologia da política. E, neste caso, o  objeto de  seu estudo é a sociedade e os processos sociais, e o  sujeito é  uma esfera mais estreita: a atitude da sociedade para com o espaço, subjacente tanto às representações geográficas quanto aos sistemas políticos. A geopolítica é uma ciência que estuda a atitude do estado e da sociedade em relação ao espaço. Um mapa geopolítico combina geografia, política e sociologia (em relação ao espaço) e sintetiza-os em uma  matriz científica e metodológica única e indivisível. A compreensão sociológica do espaço foi descrita pela sociologia clássica de  Emile Durkheim". Alexandre Dugin. Geopoliticista Russo
02  "O Pensamento Geopolítico da Rússia no Início do Século XXI  e a Geopolítica Clássica" pelo  CC.  José Achilles Abreu Jorge Teixeira, 2008, 25 Paginas – www.egn.mar.mil.br
A study of the present Russian geopolitical and international reinsertion in the light of the classical geopolitical concepts of Mahan, Mackinder and Haushofer. Um estudo do pensamento geopolítico russo no contexto da geopolítica clássica pelo Coronel Jose Achilles Abreu Jorge Teixeira, ex-aluno do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores da Escola de Guerra Naval, 2008. Os conceitos geopolíticos clássicos de Alfred Thayer Mahan, Halford John Mackinder e Karl Haushofer, bem como a evolução recente das escolas do pensamento geopolítico da Rússia, evidenciam que este pais retorna ao jogo internacional enfrentando geopoliticamente o clássico confronto do poder marítimo com o poder terrestre.  https://archive.org/details/OPensamentoGeopoliticoDaRussiaNoInicioDoSeculoXxiEAGeopolitica
A Brazilian study of the present Russian geopolitical and international re-insertion in the light of the classical geopolitical concepts of Mahan, Mackinder And Haushofer. Um estudo do pensamento geopolitico russo no contexto da geopolitica classica por C. C. José  Achilles Abreu Jorge Teixeira, ex-aluno do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores em 2008 da Escola de Guerra Naval. Os conceitos geopoliticos classicos de Alfred Thayer Mahan , Halford John Mackinder E Karl Haushofer. Keywords: o pensamento geopolítico russo; a geopolítica clássica; Mahan, Mackinder e Haushofer; evolução das escolas do pensamento geopolítico russo; Russian geopolitics;  Russian classical geopolitics in Eurasia; sea power versus ground power.
03   NARTOV N.  - GEOPOLITICA. PREFÁCIO AO MANUAL DE GEOPOLÍTICA.
"Geopolítica é a ciência da relação entre a terra e os processos políticos".
O objetivo desta obra, que é  um dos primeiros livros didáticos russos sobre geopolítica, é dar aos estudantes a oportunidade de compreender e estudar novas ciências para a Rússia, para compreender cientificamente os complexos fenômenos e processos da vida militar, econômica, política, internacional moderna. Os fundamentos da geopolítica como ciência, a história de sua formação, sua teoria, leis, métodos e funções são descritos. Analisa uma ampla gama de escolas e pontos de vista geopolíticos, bem como questões atuais prementes. SOURCE: https://www.gumer.info/bibliotek_Buks/Polit/nart/01.php
Нартов Н. Геополитика: Учебник для вузов. Предисловие. 
Предлагаемый вниманию читателя учебник дает в доступной для неспециалиста форме научное знание основ геополитики. Понятие геополитики в последнее десятилетие стало в России весьма популярным. Однако обилие публикаций геополитического цикла, как нами замечено, вносит в умы немало сумятицы по поводу сущности самой геополитики и нередко заставляет скептически относиться к ее научному статусу. Во многом это идет от того, что авторы данных публикаций, как правило, не учитывают исторически сложившуюся многозначность понятия геополитики и в анализе смешивают его разные смысловые значения. Между тем в самом общем виде многозначность современного использования понятия геополитики можно свести к трем аспектам.
Во-первых, оно характеризует ту или иную мировоззренческую, т. е. идеологическую доктрину, обосновывающую экспансионистское или оборонительное направление международной политики национальными интересами в жизненном пространстве. В этом аспекте геополитика под различными именами в том или ином виде известна уже с античных времен истории человечества. Во-вторых, понятие геополитики характеризует конкретно-исторический тип международных отношений эпохи переделов уже в основном завоеванного и освоенного старыми державами мира, практическую стратегию международной политики народов и государств Новейшей истории. В этом аспекте она также под различными именами существует со времен окончания эры Великих географических открытий и колониального закрепления за теми или иными странами “новых” земель, что заставило сформировавшиеся в более поздние времена буржуазной эпохи, а потому опоздавшие к первому захвату колоний государства вспомнить о доктринах жизненного географического пространства, чтобы использовать ее для оправдания своего экспансионизма.
В-третьих, понятие геополитики выражает активно формирующуюся в междисциплинарном обществоведческом поле науку со своим специфическим объектом, предметом, с собственной системой категориального аппарата и своеобразной методологией исследования зависимости международных отношений, а также функционирования и развития тех или иных стран и народов от условий географического пространства. В этом аспекте геополитика начала становиться как наука на заре XX в., а системно оформляться — на его исходе. Столь значительный разрыв ее институализации с сущностной актуализацией в качестве мировоззренческой доктрины и определенного типа практики объясняется тем, что геополитика как наука не могла появиться раньше, чем развились физическая и политическая география, политэкономия и военная география, статистика, этика и этнопсихология и ряд других гуманитарных и технических наук, синтезом которых она стала, являя собой качественно новое общественное знание.
В сущности геополитика — это одна из ведущих обществоведческих наук XXI в. Обусловлено это тем, что в силу многих обстоятельств именно XXI век должен стать эпохой или нового, наиболее радикального за всю историю человечества экспансионистского передела мира, закладывающего основания для последующих ожесточенных вспышек национально-освободительных войн, или, наоборот, разумной рационализации международных отношений на принципах самообуздания развитыми странами своего эгоистического экспансионизма и обеспечения устойчивого развития всех народов мира.
Пока что опасность первого, экспансионистского, пути сильнее надежд на мирную гармонизацию человечества. Об этом свидетельствует приверженность сильных стран мира доктринам Нового мирового порядка под управлением США, Большой Европы под военным “зонтиком” НАТО, Большого Китая и Великого, от Средиземного моря до Тихого океана, Турана и т. п., а также крайне корыстное отношение Запада к происходящему на постсоветском пространстве, откровенное стремление его превратить новые независимые государства, включая Россию, в неоколониальные сырьевые придатки стран “золотого миллиарда”, т. е., в геополитической терминологии, Большого Атлантического пространства, где опять же доминируют США. Эти доктрины — далеко не праздная игра ума, а выражение реальных планов и реальной мировой политики. Реальность последних опирается на естественно-исторические противоречия разных цивилизаций и принадлежащих к ним групп народов и стран, в основе которых лежат объективные причины. Не последнее место в их ряду занимают геополитические.
Естественно-исторический характер названных противоречий не означает их неизбежность и вечность. Законы общественного развития отличаются от природных тем, что в их механизмы заложена человеческая воля. При хорошем понимании сущности закона, мобилизуя в надлежащем направлении свою волю, люди могут поворачивать события в свою пользу, т. е., не отменяя закона, корректировать его действие и результаты. Геополитика дает знания, необходимые человечеству для совершенствования своей организации во благо, а не во зло его общему интересу. В более узком плане знание основ геополитики позволяет человеку видеть во внешне хаотичном ходе международных событий определенность замыслов и решений. Но важнее, пожалуй, то, что оно позволяет человеку определить место его страны в общем раскладе мировой политики и осознанно выработать свою линию поведения в соответствующих событиях и в роли гражданина Отечества, и в роли сына планеты Земля.
В этом и призван помочь учебник, дающий в сущности первое в России системное изложение основ геополитики. В нем отражен современный уровень осмысления геополитических проблем не только в России, но и на Западе.
В. И. Староверов. вице-президент Всероссийского общества социологов и демографов, академик Международной Славянской и Петровской академий наук, литературы и искусства, д-р филос. наук, профессор
Автор выражает искреннюю признательность за ценные советы и пожелания чл.-корр. РАН главному научному сотруднику ИСПИ РАНМ Н. Руткевичу, профессору географического факультета МГУ доктору философских наук В С. Лямину, профессору, доктору философских наук, главному научному сотруднику ИСПИ РАН В.И. Староверову, взявшему на себя труд консультанта и научного редактора учебника. Большую помощь в подготовке рукописи оказали доцент Л.И. Чернышева и О.В. Савочкина, написавшие два параграфа главы “Русская школа геополитики”. Савочкиной О.В. выполнена также большая научно-вспомогательная работа. Автор горячо благодарит сотрудниц ВЗФЭИ Н.Ю Рыжову и Ю В Филиппову за помощь в подготовке рукописи к печати. Н.Нартов канд филос наук, доцент.
02  GEOPOLÍTICA DA RÚSSIA. GEOPOLITIKA ROSSII.  ГЕОПОЛИТИКА РОССИИ.
Геополитика России.  Москва  2012. Александр Дугин.  Geopolítica da Rússia, Moscou, 2012. Reproduzimos abaixo em tradução portuguesa o primeiro capítulo desta obra.    http://www.4pt.su/ru/content/geopolitika-rossii-uchebnoe-posobie-2012

Печатается по решению кафедры Социологии междунароных отношений Социологического факультета МГУ им. М.В.Ломоносова.Первая модель геополитической реконструкции русской  истории и ее узловых моментов, написанная основателем российской школы геополитики.  Учебное пособие для студентов, изучающих геоплитику, историю, социологию и политичеcкие науки. 

ALEXANDR DUGIN : A GEOPOLÍTICA E SEU MÉTODO.

[Tradução mecânica do russo ao português parcialmente revisada]

Capítulo 1. GEOPOLÍTICA E SEU LUGAR ENTRE OUTRAS DISCIPLINAS

O lugar problemático da geopolítica entre outras disciplinas científicas. 

Desde o início do surgimento da geopolítica como um método de analisar as relações internacionais e direções no pensamento estratégico (R. Kjéllen, H. Mackinder, A. Mahan, K. Haushofer, K. Schmitt, etc.) a questão do lugar da geopolítica entre outras disciplinas tem sido constantemente levantada. , sobre a sua natureza científica ou “não científica”, sobre o rigor ou arbitrariedade dos seus métodos, sobre a validade do seu aparato terminológico, etc. A institucionalização da geopolítica foi impedida por algumas circunstâncias históricas que nada têm a ver com a essência desta disciplina. Embora o próprio termo foi introduzido pelo sueco Rudolf Kjéllen 1 , um estudante do fundador da geografia política e antropogeografia do alemão Friedrich Ratzel 2, a geopolítica mais desenvolvida foi nos países anglo-saxônicos, e seus princípios básicos, abordagens e métodos foram formulados pelo inglês Halford Mackinder 3 . Foi Mackinder quem introduziu a dicotomia Mar / Terra, fundamental para a geopolítica, ou talassocracia / telúrocracia, bem como conceitos centrais: “Heartland”, “Rimland”, “ilha mundial”, “eixo geográfico da história” 4  , etc. É no mundo anglo-saxão - em Inglaterra, e desde os anos 1930 e nos Estados Unidos - a geopolítica se desenvolveu em um campo independente de análise de relações internacionais e pesquisa estratégica.

Mas, ao mesmo tempo, na Alemanha, a partir da década de 1920, sob a influência da escola anglo-saxônica, surgiu a escola geopolítica alemã de Karl Haushofer 5 , relativamente próxima do nacional-socialismo. E embora as idéias de Haushofer contradissem diretamente a maioria das linhas de força da política de Hitler (Haushofer foi um defensor da criação do eixo continental Berlim - Moscou - Tóquio 6 e um adversário duro do ataque à URSS, e seu filho Albrecht Haushofer participou da organização do assassinato de Hitler e foi executado pela Gestapo), a associação da geopolítica com o nazismo teve um efeito muito negativo sobre o status dessa disciplina. Desde então, a geopolítica inglesa e americana tem sido forçada a enfatizar constantemente que sua geopolítica não tem nada a ver com Haushofer; para isso, chegou-se a propor a distinção entre duas disciplinas: a "geopolítica" anglo-saxônica ("aceitável" e "adequada") e a "geopolítica" alemã ("imperialista" e "agressiva"). É verdade que essas diferenças não criaram raízes e, desde a década de 1970, quando o renascimento do interesse pela geopolítica começou em todo o mundo (principalmente, graças ao cientista político e historiador francês Yves Lacoste 7), ficou bastante óbvio que a geopolítica de Haushofer nada mais era do que aplicar as idéias de Mackinder à situação da Alemanha no século XX, que suas posições diferiam significativamente da estratégia de Hitler e eram bastante marginais no contexto do nacional-socialismo (ou mesmo em oposição a ele) e que não há razão para rejeitar os aspectos científicos de sua escola.

A questão foi ainda mais agravada pelo fato de que na URSS a geopolítica foi reconhecida como "ciência burguesa", porque as escolas geopolíticas se desenvolveram em países de democracia burguesa (Inglaterra, EUA) ou em estados "fascistas" (Hitler Alemanha).

Foi apenas na década de 1970 no Ocidente e desde o início dos anos 90 na Rússia que condições favoráveis ​​se desenvolveram para o pleno desenvolvimento da geopolítica e seus métodos pela primeira vez, apesar de esta disciplina estar continuamente se desenvolvendo na Inglaterra e especialmente nos EUA, onde se tornou parte integral do ensino de ciências políticas. Ele teve uma grande influência na escola do  realismo  no campo das relações internacionais, e o estudante direto de Mackinder, o americano Nicholas Spickman, que baseou suas teorias em uma análise geopolítica do dualismo civilizacional do Sea and Sushi junto com E. Carr, G. Morgenthau, R. Niebuhr, é considerado um dos fundadores da American realismo. Depois do francês Yves Lacoste 8 iniciou um estudo sério e sistemático da geopolítica no nível acadêmico (inicialmente no âmbito da revista Heródoto), esta disciplina foi reaberta na Europa, onde rapidamente entrou na maioria dos programas educacionais em ciência política, relações internacionais, história, estratégia militar, etc. O fim da ideologia marxista possibilitou um estudo imparcial da geopolítica na URSS, e hoje essa disciplina é ensinada em muitas universidades militares e humanitárias russas. Departamentos independentes de geopolítica estão sendo cada vez mais criados, e é claro que essa disciplina tornou-se irreversivelmente parte da ciência política moderna e um método popular e eficaz de análise estratégica.

Assim, pré-requisitos objetivos foram formados a fim de levantar a questão do lugar da geopolítica entre outras ciências políticas e disciplinas em um novo nível.

Crítica da geopolítica como ciência

Acusações de geopolíticas de “não científicas” têm várias das versões mais comuns. Alguns deles obviamente não são justificados, porque procedem de certos princípios ideológicos ou da ignorância da situação real. Isso inclui críticas:

- por parte dos marxistas e representantes das doutrinas de extrema esquerda, que por inércia consideram a geopolítica como “pseudociência burguesa”;

- por parte dos defensores da teoria liberal das relações internacionais (no âmbito de sua luta ideológica comum contra os "realistas");

- por parte daqueles que não estão familiarizados com a história real da formação do método geopolítico e operam com "mitos" que nada têm a ver com ciência;

- por parte daqueles que, por razões políticas e de mercado, não estão interessados ​​no desenvolvimento de escolas geopolíticas (principalmente russas, mas também chinesas, islâmicas, eurocontinentais, latino-americanas, etc.), além do anglo-saxão.

Essas formas de “denúncia” da geopolítica devem ser postas de lado, uma vez que a argumentação aqui não se baseia em critérios científicos, mas em axiomas ideológicos ou regras de luta política. Mas pode-se encontrar críticas da geopolítica a partir de posições mais sérias. Isso inclui críticas:

- por parte daqueles que indicam uma definição insuficientemente clara do objeto e do sujeito da geopolítica e uma fraca reflexão de seus fundamentos metodológicos;

- por parte daqueles que apontam para a instrumentalização da geopolítica para fins práticos (na maioria das vezes imperialistas ou nacionalistas).

Nesse caso, estamos lidando com comentários razoáveis ​​que exigem uma análise cuidadosa. A fraca reflexão sobre o lugar entre outras ciências é, de fato, um lado vulnerável da geopolítica. Isso se deve principalmente ao fato de ter se desenvolvido no século XX, principalmente nos contextos anglo-saxão e americano, onde as considerações de harmonia científica (em contraste com a ciência européia) são tradicionalmente de importância secundária. Os americanos estão acostumados a ser guiados por valores pragmáticos: se “algo funciona” (“funciona”), então isso deve ser aceito e usado. A análise geopolítica tem provado repetidamente que “funciona” de forma excelente, ajudando não só a sistematizar e estruturar o complicado campo das relações internacionais, guerras, conflitos, processos diplomáticos, tendências estratégicas, etc., mas também a construir uma política real e efetiva em escala planetária. . Para os anglo-saxões (principalmente para os americanos), essa relevância empírica é suficiente e, portanto, a geopolítica tem sido incluída há muito tempo na categoria das ciências políticas, juntamente com a estratégia e outras disciplinas relacionadas. Europeus mais meticulosos não poderiam estar satisfeitos com isso e, portanto, concentraram-se nos aspectos históricos da geopolítica, no estudo de geopolítica como fenômeno histórico . Se a elite política americana incluísse a geopolítica no contexto de sua visão de mundo e às vezes baseasse nas mais importantes decisões estratégicas, políticas e econômicas, então os europeus só poderiam seguir isso “de lado”, diluindo a observação com excursões a eras históricas anteriores. Enquanto os americanos  fizeram a  geopolítica no século XX, os europeus (com exceção da escola alemã Haushofer)  assistiram a  esse processo. E esse poder, que tinha recursos suficientes para  fazer a  geopolítica junto com os americanos (URSS), foi bloqueado por proibições ideológicas. Isso explica, em parte, as afirmações sobre o status científico da geopolítica em seu estado atual.

Aqueles que acusam a geopolítica do instrumentalismo a serviço do "imperialismo", parcialmente razoável (ao contrário dos oponentes ideológicos diretos), consideram não tanto teórica quanto  pragmática seus aspectos. Devo admitir que, na maioria das vezes, essa acusação é razoável, porque, na prática, a maioria dos geopolegistas, em regra, compartilhava e ainda compartilhava ideias de grande poder e até mesmo "imperialistas". Isto aplica-se, em primeiro lugar, ao próprio Mackinder, bem como a Mahan, Speakman e representantes de toda a escola americana de realismo até Henry Kissinger, que realmente se posicionou nas posições da hegemonia anglo-saxônica mundial, ao serviço do qual eles colocaram (com muito sucesso) geopolítica. métodos e técnicas. O caráter imperialista e a geopolítica de Haushofer não podem ser negados, embora suas idéias fossem essencial e qualitativamente diferentes do racismo grosseiro e do colonialismo direto dos nacional-socialistas.

A este respeito, a posição dos representantes da “geopolítica crítica” (em particular, Geraoid de O'Tuataille), que, reconhecendo a relevância da metodologia geopolítica, procura libertá-la do componente “imperialista”, isto é, apontando para as fraquezas da geopolítica clássica, é indicativa deles  dar a volta.

No todo, podemos dizer que no presente nada impede que façamos um esforço e tentemos, no novo estágio histórico, justificar a natureza científica da abordagem geopolítica e, finalmente, encontrar essa disciplina (cujo valor prático e significado histórico não são mais seriamente questionados por ninguém. ) um lugar digno entre as disciplinas científicas. Estamos à beira de uma institucionalização completa da geopolítica no ambiente acadêmico e tentaremos contribuir para esse processo.

Mapa geopolítico como chave para entender a essência da geopolítica

Se olharmos para um mapa geopolítico típico (por exemplo, Mackinder, Speakman, etc.), encontraremos um fenômeno interessante: será muito difícil descobrir com o que estamos lidando - esse mapa descreve regiões políticas do mundo (ou seja, estados-nações), características geográficas, blocos militares estratégicos, zonas econômicas, rotas de redes de energia, estruturas baseadas na fé, composição étnica da população, etc. Se seguirmos estritamente a definição imprecisa e até parcialmente confusa de R. Kjéllen da geopolítica como para a disciplina “estudar a atitude do estado em relação ao espaço”, teremos que comparar o mapa político com as fronteiras dos estados e o mapa geográfico que mostra as características geográficas dos territórios ocupados por esses estados - com suas paisagens, solos, estruturas fronteiriças, recursos hídricos e costas. Em parte, a geopolítica está fazendo exatamente isso, e analisar a relação entre política e geografia é realmente uma parte importante da análise geopolítica. Mas se a geopolítica é limitada apenas por isso, então tais conceitos generalizantes como “talassocracia” e “telúrocracia”, “Terra” e “Mar”, “civilização marinha” e “civilização terrestre”, “Roma global” e “Cartago global” vêm de , "Hipopótamo" e "Leviatã" (C. Schmitt), etc., que indicam claramente a realidade, indo além dos  estados nacionais e das paisagens geográficas? Sabemos o que é a Inglaterra na política e o que é uma ilha na geografia, mas não sabemos o que é “civilização do mar” (que era a designação geopolítica da Grã-Bretanha do século XVI até meados do século XX). "Civilização do Mar" ou talassocracia não são decompostos em dois componentes - "estado" e "localização geográfica" - e não são sua soma. Essa generalização é de um campo completamente diferente - nem político nem geográfico. Mas todas as especificidades da geopolítica e toda sua força consistem precisamente em operar com conceitos tão peculiares  , cujo conteúdo teórico é muito fracamente refletido pela própria geopolítica.

Mas se conseguimos identificar o centro do problema, podemos tentar resolvê-lo. O fato é que, além dos campos da política e da geografia, a geopolítica lida constantemente com a análise das sociedades, civilizações, valores, atitudes, identidades, culturas que compõem a área prioritária da  sociologia . Basta considerar as metáforas dicotômicas geopolíticas típicas ("Susha / Sea", "Hipopótamo / Leviatã", "heartland / rimland", etc.) como  conceitos sociológicos., tudo imediatamente se encaixa automaticamente. Agora fica claro por que as reivindicações surgem: estando inextricavelmente ligadas à sociologia e constantemente operando com métodos sociológicos, a própria geopolítica a refletiu fracamente, permanecendo dentro dos limites da definição de Kjéllen e não percebendo quão incompleta é essa definição. Basta adicionar a "sociedade" à definição de geopolítica, pois todas as reivindicações desaparecerão por si mesmas e seu assunto se tornará óbvio e transparente.

A geopolítica é uma ciência que estuda a atitude do estado e da sociedade em relação ao espaço.

Geopolítica e Sociedade

Mas nós entendemos o  que é a sociedade ? Embora na sociologia como tal, onde a sociedade atua como sujeito principal, haja debates intermináveis ​​sobre sua definição, ainda existe certo consenso, sem o qual a sociologia como ciência não existiria.

Em primeiro lugar , a empresa - que é o que não coincide diretamente com o estado . O conceito de “sociedade” é frequentemente usado no discurso político e jornalístico usual como uma  antítese ao  estado e à política; como regra, instituições do Estado  e   instituições cívicas se opõem  , as chamadas "Sociedade civil". Assim, uma das definições da sociedade é que  não é um estado.  Mas o estado é a personificação da política. Isso significa que a sociedade em si não é um fenômeno político.

Em segundo lugar, a  sociedade é primária em relação ao homem, porque forma os significados que formam a base da vida humana . Uma pessoa pode pensar em termos do sujeito-objeto, entendendo-se como o “sujeito” e o mundo ao seu redor como o “objeto”, mas pode pensar diferentemente, do outro lado do sujeito e objeto, sem se separar e o mundo em lados diferentes propriedades ontológicas separadas irredutíveis entre si. Ou seja, juntamente com uma pessoa que está  na frente da  natureza, podemos lidar com uma pessoa que está  na  natureza,  dentro  dela, e não se destaca como uma autoridade separada. Tudo isso não depende da pessoa em si, mas dessa  sociedadeem que ele é criado, nutrido, passa a se tornar. A sociedade dá status a tudo com que lida - pessoas, gêneros, fenômenos sociais, políticos e culturais, assim como a natureza, o mundo físico próximo e distante. Nesse  sentido amplo, a sociedade é a matriz da humanidade, a fonte e o paradigma de todos os significados humanos .

Portanto, nossa definição de geopolítica como disciplina científica baseada no estudo da atitude da  sociedade com relação a um espaço de qualidade  é precisamente sociológica: a atitude em relação ao espaço é considerada não no nível de compreensão do Estado ou de um indivíduo, mas no nível de percepção de toda a  sociedade como  sociedade produtora do todo. semântica de raiz e criador de estruturas semânticas. O espaço compreendido pela sociedade é um  espaço de qualidade  - de qualidade, no sentido de que é certamente dotado de propriedades semânticas especiais, ordenadas e dispostas de acordo com um sistema de coordenadas cultural e mitológico (às vezes religioso) especial que caracteriza uma sociedade particular.

Objetos e fenômenos geográficos - terra, mar, florestas, montanhas, desertos, pântanos, estepes, colinas, margens, tundras, etc. - podem ser interpretados de várias maneiras, dependendo do tipo de sociedade com que estamos lidando. Do ponto de vista sociológico, não existe  uma  geografia única ou uma única natureza, um único mundo externo e um único ambiente. Cada sociedade tem  sua própria  geografia , sua  natureza,  seu  mundo circundante,  seu próprio  ambiente. L. Gumilyov chamou o termo " paisagem abrangente ". A paisagem é conceituada, transformada, usada e interpretada dependendo de como uma determinada cultura a vê.  sociedade específica. Portanto, a geopolítica é vista em uma perspectiva sociológica não como uma  combinação de decisões políticas, avaliações, etapas e estratégias em relação ao espaço , como se define, mas mais profunda e mais sutilmente - como uma  consciência da sociedade (cultura, pessoas) sobre seu lugar. em um mundo socialmente construído por si mesmo (natural, cultural, "físico", "político" e "civilizacional"), como uma situação da própria sociedade no sistema de coordenadas geográficas estabelecido por si mesmo, preenchido com um especial sentido qualitativo .

Mas diferentemente de outras áreas da sociologia, a geopolítica se concentra em como esse mapa sociológico geral  do mundo , elaborado pela sociedade, mas na maioria das vezes na esfera do inconsciente, se manifesta em decisões políticas concretas, em questões de guerra e paz, em alianças políticas, em conceitos estratégicos nos processos de expansão e conquista, em matéria de religião, política étnica, cultura, educação - política .. ou seja, que envolve, em primeiro lugar, com  espaço fator: política externa, relações internacionais, estratégica e de defesa, as forças armadas, bem como a estrutura administrativo-territorial (principalmente em sua relação com os princípios da política externa e a identidade religiosa, política e etnocultural).

A sociedade é a fonte de  um mapa do mundo que pode ter várias escalas - do etnocentrismo das tribos arcaicas à visão global da civilização moderna. Tendo esboçado este cartão e encontrando um lugar para si mesmo (na maioria das vezes este lugar é colocado no centro), a sociedade começa a agir de acordo com essa  idéia , que se traduz em uma série de ações políticas realizadas pelas autoridades, ou seja, as autoridades políticas. A geopolítica concentra-se nessas mesmas ações e busca sua conexão com a estrutura do espaço, e também tenta parcialmente (ou até mesmo completamente - o "determinismo geográfico") explicá-las com essa estrutura.

A compreensão sociológica do espaço foi descrita pela sociologia clássica de  Emil Durkheim:

Como Amelen mostrou, o espaço não é o ambiente vago e indefinido que Kant imaginou: puro e absolutamente homogêneo, que não poderia servir a nada e não abriria nenhuma perspectiva de pensamento. A representação espacial consiste essencialmente na coordenação primária trazida aos dados da experiência sensorial. Mas essa coordenação seria impossível se as partes do espaço fossem qualitativamente idênticas, se pudessem ser completamente intercambiáveis. Para poder colocar as coisas espacialmente, você precisa ser capaz de colocá-las diferentemente: algumas para a direita, outras para a esquerda, algumas de cima, outras de baixo, algumas no norte, outras no leste, etc., assim como para ordenar estados de consciência é necessário localizá-los em relação a certas datas. Isso significa esse espaço não seria ele mesmo se, como o tempo, não fosse dividido e diferenciado. Mas de onde vêm essas diferenças significativas? Não há direito, não há esquerda, nem top, nem bottom por conta própria. Todas essas diferenças vêm do fato de que diferentes valores afetivos são atribuídos às respectivas regiões. E como pessoas da mesma civilização representam o espaço de maneira semelhante, esses valores afetivos e diferenças decorrentes desses valores serão comuns a eles; e isso significa quase necessariamente que sua fonte deve ser buscada na sociabilidade. ” que diferentes valores afetivos são atribuídos às respectivas regiões. E como pessoas da mesma civilização representam o espaço de maneira semelhante, esses valores afetivos e diferenças decorrentes desses valores serão comuns a eles; e isso significa quase necessariamente que sua fonte deve ser buscada na sociabilidade. ” que diferentes valores afetivos são atribuídos às respectivas regiões. E como pessoas da mesma civilização representam o espaço de maneira semelhante, esses valores afetivos e diferenças decorrentes desses valores serão comuns a eles; e isso significa quase necessariamente que sua fonte deve ser buscada na sociabilidade. ”

A disputa entre geopolítistas e sociólogos

Pode-se prestar atenção ao debate entre sociólogos e geopolítica: por exemplo, entre Marcel Moss e Friedrich Ratzel, mais precisamente, a crítica de M. Moss às ​​idéias de F. Ratzel, que pertencia à geração anterior de pesquisadores. O francês Marcel Moss, sobrinho de E. Durkheim - o maior sociólogo clássico. O alemão Friedrich Ratzel é o criador da geografia política e da escola antropogeográfica, antecipando a geopolítica como ciência.

Ratzel argumentou que uma sociedade localizada, por exemplo, nas montanhas, é diferente de uma sociedade que está na planície. Esta é uma sociedade especificamente montanhosa com seus próprios modelos especiais. Pelo fato de a sociedade estar localizada nas montanhas, podemos concluir que ela construirá um sistema político específico, criará um modelo apropriado de ética, leis especiais e religião. Uma sociedade que vive na planície criará algo completamente diferente. Em Ratzel, vemos muito do que pode ser chamado de "determinismo geográfico". Do ponto de vista filosófico, ele considera, por exemplo, a montanha como a " realidade objetiva " primária e a sociedade - como " reflexão subjetiva ".", Consciência desta realidade, reflexão sobre esta realidade. A planície é a mesma realidade que a montanha, e a sociedade simples é o seu reflexo, e  a princípio  há uma planície vazia, e  então  há pessoas que chegaram lá e se instalaram lá. Assim, segundo Ratzel, a sociedade  reflete e depois  expressa  em si um  espaço qualitativo . Críticos censuraram Lev Nikolayevich Gumilyov, o maior etnólogo russo, por tal abordagem.

O determinismo geográfico procede da predeterminação da sociedade, sua cultura, sistemas políticos, sociais, éticos e até religiosos, pela sua  posição geográfica . Em particular, Leo Frobenius, etnólogo e etnossociólogo alemão, levantou a hipótese da existência de duas culturas -  ctônica  e  telúrica.. De acordo com L. Frobenius, existem sociedades que cavam buracos principalmente como moradias e se enterram. (Lembre-se da trama da história de A. Platonov “The Pit”, que é extremamente indicativa para entender a atitude russa em relação ao espaço.) O etnólogo chama essas sociedades de “ctônicas”. E há sociedades que acumulam montes, montanhas, constroem construções voltadas para cima - cabanas, casas, estelas, palácios etc. - são sociedades telúricas (por exemplo, a "cidade em uma colina" do sonho americano). Existe  uma certa simetria entre o ideal telúrico americano e o enterro russo no abismo, no buraco (a construção do metrô em Moscou não apenas como meio de transporte, mas também de um "museu" e objeto de orgulho nacional )  , entre os tipos telúrico e cético.

Os sociólogos (em particular, M. Moss) opuseram-se à opinião da geopolítica e aos representantes do “determinismo geográfico” próximo a eles, como segue: não há montanha (estepe, floresta, planície, etc.) em si mesma. Montanha é um  fenômeno social . Uma montanha é entendida como uma montanha apenas por uma estrutura altamente organizada, intensa e discriminadora da mente humana. É constituído e reconhecido como uma montanha somente durante o desenvolvimento do processo social. Portanto, os sociólogos propuseram não falar sobre geografia, mas sobre a  morfologia da sociedade, em  outras palavras, sobre como a sociedade em seus níveis estruturais fundamentais  compreende a  paisagem.

M. Moss escreveu sobre isso:

Em uma palavra, o fator telúrico (terrestre, geográfico) deve ser colocado em interconexão com o meio social em sua totalidade e sua complexidade. Não pode ser tomado isoladamente. E também, quando estudamos as consequências, devemos rastrear a ressonância em todas as categorias da vida coletiva. Todas estas questões não são geográficas, mas sociológicas. E é no espírito sociológico que eles devem ser considerados. Em vez do termo antropogeografia, preferimos o termo morfologia social para denotar a disciplina que surge de nosso estudo; isso não é por amor aos neologismos, mas porque diferentes nomes expressam diferenças de orientação. ”

Como prova de sua inocência, os sociólogos citaram como exemplo o argumento de que  paisagens semelhantes  dão origem a  diferentes  tipos de sociedade, porque a compreensão de montanhas, água, costa, mar, rio, planícies, florestas, pântanos, estepes, etc. em uma sociedade será uma só. em outra sociedade, completamente diferente. Do ponto de vista da sociologia, é a sociedade que forma a  semântica do ambiente , constitui o mundo externo, a geografia como um fenômeno social, cultural e histórico. A sociedade não reflete apenas passivamente o ambiente natural; que  interpreta a  paisagem natural, com base em seu paradigma social único, e em alguns casos, significativamente  mudar  isso.

Os sociólogos, neste caso, olham  mais profundamente que a geopolítica. Mas nós parecemos ainda mais profundos e mais interessantes do que geopolítica e sociólogos quando combinamos as intuições criativas e científicas dos representantes da escola geopolítica com as conquistas dos clássicos da sociologia e ao mesmo tempo falamos de um  espaço de qualidade  como espaço de uma paisagem geográfica e como compreensão sociológica dessa paisagem. Este é um espaço geopolítico especial  , entendido sociologicamente , e é estudado como uma prioridade em nossa abordagem da geopolítica da Rússia.

Não afirmamos que a sociedade seja um espelho diante da paisagem. Afirmamos que tanto a paisagem quanto o espelho (sociedade), na verdade, não são independentes e divorciados uns dos outros, realidades objetivamente existentes.

Apenas o princípio criativo da sociedade e da formação da natureza é real. Predetermina a reação à montanha e a idéia da montanha e, em princípio, a própria montanha. A sociedade faz tudo . A sociedade cria o mundo ao seu redor e a geografia e a si mesma.

O espaço, que é um relevo geográfico do mundo externo, nada mais é do que uma  projeção da morfologia social . A geopolítica compreendida sociologicamente não faz o julgamento final de que a primária é uma matriz social ou paisagem geográfica. Ela os estuda como algo  único e inseparável.

Dizemos que a  um só e  mesmo elemento,  no mesmo  clima, para  a mesma  paisagem pode ser  um diferente  tomada. Por exemplo, considere a relação com os  elementos do mar . Alguns deixam o mar entrar, ajustar-se a ele. Esse é o fenômeno geopolítico da "talassocracia" (poder do mar). Outros, mesmo na interação mais intensa com o mar, permanecem leais à Terra, fenômeno chamado "telúrocracia", literalmente - "poder da terra". Detalhe examina Carl Schmitt nos conceitos sociológicos básicos para a geopolítica trabalhar "Terra e Mar" 9 .

Em outras palavras,  diferentes sociedades harmonizam sua morfologia social com a paisagem geográfica de diferentes maneiras . Assim, não podemos ser censurados nem pelo “determinismo geográfico”, ou, ao mesmo tempo, pela abstração de condições geográficas específicas, com as quais os sociólogos às vezes acusam. Esta é a premissa básica da geopolítica, realizada em uma perspectiva sociológica.

Correção sociológica do método geopolítico ou  Correção geopolítica  do método sociologico

A geopolítica sociologicamente entendida não analisa apenas o resumo político das representações espaciais expressas em ações e ações concretas do Estado e das autoridades, mas também traça  toda a cadeia de  sua emergência, formação, formação nas profundezas da própria sociedade, na esfera da consciência coletiva e, antes disso, no campo do inconsciente coletivo. . E só então, levando em conta os dados sociológicos obtidos, ela considera o nível político: decisões tomadas, ações tomadas, guerras vencidas ou perdidas, alianças concluídas, blocos militares criados, interesses econômicos e estratégicos significativos, etc.

O conceito de “geopolítica” consiste em duas partes: “geo” (do grego “ γεα ”, “terra”) e “política” (do grego “política”, “ πολις ” - “cidade”, da qual, na verdade, o conceito veio de “Política” é uma maneira de administrar uma política, uma cidade-estado. A geopolítica compreendida sociologicamente introduz nesta divindade de significados (“espaço terreno” e “poder”) o  terceiro elemento  - a sociedade, enfatizando sua   importância primordial . E a política, e o próprio “espaço terreno”, “paisagem”, são considerados  estruturas de representações sociais que nascem e se correlacionam justamente na sociedade.

Em uma compreensão tão ampla da sociedade, contrastando com seu estreito entendimento (em oposição ao estado e à política), tanto a dimensão política quanto a interpretação do ambiente da Terra não são consideradas autônomas como áreas completamente autônomas (políticas e geográficas), mas como derivadas da estrutura subjacente. sociedade. Portanto, na  geopolítica  , estamos lidando com três instâncias principais:

1) a sociedade  como autoridade principal e fundamental;

2) política  (estado, poder, lei) como a primeira esfera derivada da sociedade;

3) espaço de qualidade  , representações geográficas, interpretações de fenômenos espaciais, climáticos e naturais - a segunda esfera derivada da sociedade.

Entre esses casos, há um laço fechado de laços. Ambos os  derivados  (política e idéias sobre o espaço) fluem da sociedade e estão relacionados estruturalmente, conceitualmente, geneticamente. Estas são conexões mergulhando nas profundezas do ser social. Além disso, a política e as idéias sobre o espaço, como dois derivativos de uma matriz social primária comum, estão interconectadas com conexões horizontais diretas.

Esquema 1. Geopolítica na óptica sociológica

Sociologia e institucionalização da geopolítica como ciência

Uma abordagem sociológica, um apelo à sociedade como uma autoridade básica e fundamental nos permite dar uma nova olhada na geopolítica. A maioria dos críticos da geopolítica clássica a culpa pelo fato de que ela também esquematicamente e até "mitologicamente" descreve os vínculos entre política e geografia sem revelar sua natureza. Sem apelar para a sociedade, isso não pode ser feito de outra forma. Mas se introduzirmos a instância da sociedade no tópico e, além das “conexões horizontais” (Esquema 1) entre as derivadas, traçarmos as conexões profundas, então obteremos o quadro completo. Isso nos fará entender de uma maneira nova e mais científica as “conexões horizontais” em si, que podem ser consideradas não como algo autônomo, mas como uma projeção complexa no nível de derivativos daqueles campos semânticos que conectam cada uma delas com uma fonte comum. não levou em conta a primazia da sociedade.

Assim, a geopolítica sociologicamente entendida não é apenas uma imposição de dois métodos: sociologia e geopolítica, mas expressa a  essência A geopolítica como disciplina, fundamentando-a, possibilita pela primeira vez abordar suas metodologias com todo o rigor apresentado pela ciência. É claro que a própria sociologia lutou longa e duramente para ser reconhecida como uma disciplina acadêmica completa. Mas hoje ninguém se atreve a questionar a natureza científica da sociologia. A geopolítica ainda não foi assim até o fim, e é improvável que seja capaz de fazer isso, permanecendo dentro de suas fronteiras clássicas. Só em combinação com a sociologia pode ser alcançado para que, sem reservas, possa ser reconhecido na comunidade científica. No âmbito da ciência política e das ciências políticas, a geopolítica sempre se deparará com o fato de que seu aparato e metodologias conceituais não se encaixam claramente nos critérios claros de estado, regime, governo, lei, lei, ideologia ou de uma ou outra instituição política. além  da ciência política e gera mais e mais ondas de disputas sobre o seu "científico". Esse "algo" é capaz de interpretar, explicar e justificar corretamente apenas a sociologia. Portanto, a consideração da geopolítica com  o sociológico  ponto de vista, existe uma espécie de "salvação" da geopolítica, o passo mais importante para a sua institucionalização completa e final.

Geopolítica à luz da sociologia

Assim que o conceito de sociedade é introduzido na definição de geopolítica, podemos facilmente ultrapassar as fronteiras dos estados operando em categorias como “civilização”, “confissão”, “identidade”, “valores sociais”, “cultura”, etc.

Agora a estrutura do mapa geopolítico está se tornando clara para nós. Acontece que três camadas  (e não duas) são aplicadas nela  - política (fronteiras de estados nacionais), geográfica (paisagem terrestre) e social (especialmente culturas, civilizações, sociedades). A maioria dos conceitos e termos geopolíticos tem uma natureza tripla, combinando simultaneamente a ciência política, a sociologia e a geografia. Além disso, a especificidade da abordagem geopolítica é que esta síntese é considerada como primária em relação aos seus componentes. Geopolítica é uma  metodologia holística  (segundo a classificação de L. Dumont): decorre do fato de que o tópico conceitual geopolítico é  sintéticoque, no conceito geopolítico, tanto a política quanto a sociedade já estão incluídas em sua correlação com a geografia. O estado é visto como uma expressão de padrões geográficos socialmente significativos, e a instância da reflexão social é a principal. É no nível da sociedade (cultura, civilização) que se forma a atitude em relação ao espaço, que posteriormente encontra expressão em formas políticas específicas (estados, política externa, etc.). Se não prestarmos atenção à sociedade como elemento semântico mais importante da geopolítica, precedendo tanto a política quanto a reflexão espacial estrutural, ou seja, a geografia, então, de fato, os limites da disciplina são indistintos e sua metodologia torna-se arbitrária e paira no ar. Estado de  alguma forma conectado com o espaço, e tenta tatear a estrutura dessa conexão é a essência da geopolítica clássica. "De alguma forma conectado", mas  como  exatamente? Nem a política nem a geografia podem responder a essa pergunta. A resposta está  na esfera da sociedade , que é uma matriz de representações e generalizações espaciais e de estruturalizações políticas.

A geopolítica, portanto, está mais próxima da sociologia e da sociologia da política. E, neste caso, o  objeto de  seu estudo é a sociedade e os processos sociais, e o  sujeito é  uma esfera mais estreita: a atitude da sociedade para com o espaço, subjacente tanto às representações geográficas quanto aos sistemas políticos. Isso se torna especialmente óbvio se prestarmos atenção à sociologia “holística” (E. Durkheim, M. Moss, M. Halbwax, L. Dumont, etc.), que opera com fatos sociais como “fatos totais” e enfatiza a prioridade. “Consciência coletiva” sobre o indivíduo (em contraste com o individualismo metodológico e o atomismo inerente às teorias liberais).

É na sociedade que se deve buscar a raiz da  dupla hermenêutica que caracteriza a geopolítica: a sociedade é simultaneamente portadora dos conceitos sociais do espaço e fonte das formas políticas. Portanto, um   conceito geopolítico (por exemplo, “talassocracia”) é um   conceito sociológico contendo sinteticamente formas de compreensão do espaço (representações geográficas, topologia qualitativa do mundo circundante) e uma matriz de produção de formas políticas (estados). Os Estados estão associados ao espaço  através da sociedade , e é na sociedade que a lei e a condicionalidade dessa relação devem ser buscadas.


Interpretação sociológica do conceito de talassocracia


Considere o já mencionado conceito de talassocracia. Ele descreve as especificidades da atitude em relação aos elementos do mar,  não ao estado, mas à sociedade em particular. A talassocracia é igualmente inerente a diferentes estados - a antiga Cartago, a República de Veneza, a Holanda na época do seu apogeu colonial, a Grã-Bretanha e os EUA modernos. Esses estados em si têm pouco em comum. Mas no nível da atitude social em relação ao espaço, eles têm uma característica comum importante (e prioritária para a geopolítica):  eles respondem ao “desafio do mar” ao tomarem seu ladoeles tomam em si mesmos e começam a considerá-lo não do lado do Sushi (como a telurocracia), mas através dele, e, pelo contrário, reconhecem o Sushu através da costa visível do Mar. Esta característica foi examinada em detalhe em sua obra clássica “Land and Sea”, de Carl Schmitt, que lançou as bases para uma interpretação sociológica da geopolítica como um todo. Não é a presença de vastas fronteiras marítimas e nem mesmo a frota militar e mercantil subdesenvolvida que torna o Estado uma talassocracia: uma mudança nas percepções sociais do elemento "conservador" fixo do Sushi para o elemento dinâmico e em constante mutação do Mar, ocorrendo no nível dos valores da sociedade, subjacente à talassocracia. A talassocracia é um fenômeno, antes de tudo, precisamente  cultural e civilizacional , e somente no segundo - político e estratégico.

A estrutura do conceito geopolítico

Com base nas explicações acima, podemos entender a natureza das dificuldades que a geopolítica encontrou no curso de sua institucionalização científica. Para isso, o conceito de um conceito geopolítico   como o núcleo teórico básico de todo o método geopolítico deve ser introduzido  . Para esclarecer isso, voltemos novamente ao mapa geopolítico.

Este mapa geopolítico, por exemplo, o já citado mapa clássico de H. Mackinder, pode ser considerado como uma sobreposição de três camadas.

A primeira camada é geográfica, na qual as fronteiras dos continentes, oceanos, mares, rios, montanhas, desertos, florestas, estepes, tundra, gelo são marcadas, em uma palavra, a estrutura da paisagem terrestre. 

A segunda camada aplicada ao primeiro é o mapa político do mundo, no qual as fronteiras dos estados e o zoneamento dos territórios restantes são marcados - fronteiras marítimas, plataformas, zonas de controle sobre territórios desabitados (Antártica). 

A terceira camada são as zonas das civilizações, ou seja, fronteiras aproximadas que marcam a transição de um tipo de sociedade para outra (afiliação confessional, geografia da língua, fator étnico e etnocultural, bem como características históricas de uma região particular são de grande importância aqui).

Cada uma dessas camadas no mapa é zoneada com base em vários critérios, que constituem, respectivamente, um  conceito geográfico, político ou sociológico . Conceitos geográficos refletem a estrutura do ambiente natural; político - pertencente ao território de um estado; sociológico - a atitude de espaço para um modelo civilizacional particular. Cada um desses três conceitos - o geográfica, política e sociológica tem, por sua vez, a sua própria  estrutura  (parte constante) e possuir  sistemicamente  (dinamicamente mudando ao longo do tempo)  superestrutura. Você pode pegar (com uma aproximação correspondente) a estrutura de algo completamente inalterado e colocar o suplemento do sistema em uma linha do tempo. Tornará-se imediatamente óbvio que as taxas de mudança do sistema no nível de três conceitos não são iguais: a estrutura geográfica do mundo muda mais lentamente (embora os continentes deslizem na plataforma, ocorrem mudanças climáticas que afetam a estrutura da paisagem, a isoterma de janeiro migra, a estrutura do solo se transforma etc. ); uma mudança nas fronteiras políticas dos estados, seus nomes e estrutura política ocorrem da maneira mais dinâmica e às vezes ocorrem ao longo da vida de uma geração; uma mudança nos fundamentos sociológicos e civilizacionais da sociedade está se desdobrando muito  mais rápido do que as  mutações geográficas, mas muito  mais lentamente transformações políticas. Assim, um certo padrão pode ser estabelecido entre os três níveis de conceitos: a geografia acaba por ser a estrutura básica   de outros processos (civilizacionais e políticos), e o fator civilizatório, por sua vez, atua como uma estrutura (algo inalterado) para transformações políticas.

Voltando ao mapa geopolítico, temos nele uma projeção de todos os três níveis conceituais tomados simultaneamente. Um mapa geopolítico combina geografia, política e sociologia (em relação ao espaço) e sintetiza-os em uma  matriz científica e metodológica única e indivisível . Algo semelhante, a geopolítica americana e geógrafo político Stephen B. Jones chamou o "campo unido da geografia política" 10 . Essa combinação forma um  conceito geopolítico  como tal. Com um conjunto de conceitos geopolíticos, a geopolítica opera; essa é a principal característica do método dela.

Deve ser especialmente enfatizado: estamos falando sobre a alocação de camadas individuais dentro do conceito geopolítico (geográfico, político e sociológico) apenas para clareza de apresentação. Estritamente falando, a geopolítica, por padrão, assume que o conceito geopolítico não é o produto da  combinação mecânica  das três camadas que destacamos dentro dela, mas representa a unidade orgânica  original  , uma síntese que não segue partes separadas, mas precede seu isolamento. Em outras palavras, o conceito geopolítico pretende explicar em certa medida e dá sentido à própria estrutura da conexão semântica entre geografia, sociedade e política, e, portanto, é algo  primário. Isso é precisamente o que muitas vezes constitui a ambição implícita, mas implícita,  da  geopolítica como uma disciplina: ela opera em um nível conceitual com conceitos sintéticos deliberada e imediatamente, e não sequencialmente, sobrepostos camada por camada.

Esquema 2. A estrutura do conceito geopolítico

Isso segue diretamente das  características sociológicas  da geopolítica, que enfatizamos anteriormente. A geopolítica implica que, quando se trata de espaço, trata-se de um  constructo social  em todos os casos - quando se trata de geografia (as representações geográficas também dependem da sociedade), fundações civilizacionais da sociedade e formas políticas concretas (estados, modos, etc.).

A primazia do conceito geopolítico nos permite não limitar estritamente o número de conceitos secundários nos quais ele é decomposto, mas expandir sua nomenclatura através da introdução de camadas adicionais de um nível mais privado. Assim, na análise geopolítica, economia, energia, minerais, potencial estratégico militar, indústria, comércio, desempenham um papel importante na sua  relação com o espaço . Isso leva à possibilidade de um conceito geopolítico ainda mais detalhado, um exemplo do que damos no diagrama a seguir.

Esquema 3. Introdução ao conceito geopolítico de conceitos adicionais do

terceiro nível

As esferas da economia, indústria, forças armadas, energia, etc. operam, por sua vez, com seus próprios conceitos (já no quarto nível). Ao mesmo tempo, eles podem ser incluídos nos conceitos do segundo nível (geografia, sociologia, política) ou diretamente no conceito geopolítico (primeiro nível). Assim, a estrutura do conceito geopolítico é qualitativamente complicada e incorpora todas aquelas esferas da vida humana que estão relacionadas ao espaço, sua organização, sua compreensão, sua conceituação, sua ordenação, sua “produção” e “produção de espaço”, escreveu em seu livro. Proceedings do filósofo francês Henri Lefebvre 11 .

O aspecto pragmático do discurso geopolítico

Parece que a análise da estrutura do conceito geopolítico, a demonstração de sua natureza sintética e orgânica colocam tudo em seu lugar com tal obviedade que a natureza científica do método geopolítico não deve ser questionada por ninguém. A análise semântica de sua estrutura é suficiente para remover qualquer crítica da geopolítica como uma ciência acadêmica corretamente fundamentada de um sentido interdisciplinar. Mas, na prática, a maior parte da geopolítica clássica não ofereceu tais generalizações e um nível similar de conceituação anteriormente. E há certas razões históricas para isso.

O fato é que a maioria dos geopolegistas compilou seus textos e análises em uma situação histórica tensa e estabeleceu metas muito específicas. Com a ajuda de cálculos geopolíticos, eles tentaram transmitir aos níveis de governo que tomaram as principais decisões na política internacional, certas idéias, conclusões e cenários de ação que levariam a perseguir uma determinada linha política em questões específicas. O curso da história do mundo dependia, como eles acreditavam corretamente, de sua influência bem-sucedida no poder. Consequentemente, a tarefa da geopolítica era formular seus pontos de vista de maneira convincente, clara e convincente, isto é, questões de impressionismo e simplicidade superavam as exigências do rigor acadêmico. Para expressar suas opiniões diante das autoridades (parlamentos, governos, líderes políticos, etc.)12 ), e eles precisam ser tão convincentes quanto possível (mesmo à custa de alguma liberdade de apresentação). Na prática, isso levou ao fato de que eles negligenciaram o rigor da conceituação científica e fizeram uso extensivo do círculo sinônimo de conceitos escolhidos a cada vez com base em sua  relevânciaretórica.

Isso é facilmente visto no diagrama a seguir. Esquema 4. A estrutura da sinonímia dos conceitos  no discurso geopolítico

Na prática, isso significava que, em vez de "Heartland" como um conceito estritamente geopolítico, o conceito político da URSS (o Império Russo), ou o conceito geográfico - Eurásia (continente) ou o campo sociológico-socialista (o mundo ortodoxo em uma situação histórica diferente) poderia ser usado. E a escolha do termo nessa série geralmente sinônima foi determinada não por correspondência estrita ao nível de análise, mas pela eficácia da construção retórica do discurso geopolítico geral. No texto geopolítico, isso foi justificado pela implicação de todo o contexto e, além disso, pelo desejo de tornar a apresentação tão compreensível quanto possível ao destinatário autoritário. Do ponto de vista da geopolítica pragmática, eles freqüentemente alcançaram seu objetivo, mas do ponto de vista da correção do método científico, tal uso livre de sinônimos, ao contrário,

Dada essa circunstância, hoje temos ferramentas suficientes para esclarecer essa situação conceitual e, se necessário, expor completa e inequivocamente qualquer texto geopolítico a uma interpretação científica, ampliando-a em níveis conceituais apropriados e indicando em cada caso o uso da técnica de sinonímia, metonímia ou uma figura retórica diferente, determinada em cada caso por uma situação específica. Assim, temos a oportunidade de ler e interpretar qualquer texto geopolítico de maneira bastante científica.

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Tendo surgido como método de analisar relações internacionais e direções no pensamento estratégico, a geopolítica  desenvolveu-se  e se tornou um campo independente de análise de relações internacionais e pesquisa estratégica. A geopolítica é a ciência que estuda a atitude do estado e da sociedade em relação ao espaço. Além dos campos da política e da geografia, a geopolítica lida constantemente com a análise das sociedades, civilizações, valores, atitudes, identidades, culturas que compõem a área prioritária da  sociologia . A geopolítica, portanto, está mais próxima da sociologia e da sociologia da política. E, neste caso, o  objeto de  seu estudo é a sociedade e os processos sociais, e o  sujeito é  uma esfera mais estreita: a atitude da sociedade para com o espaço, subjacente tanto às representações geográficas quanto aos sistemas políticos. A geopolítica é uma ciência que estuda a atitude do estado e da sociedade em relação ao espaço. Um mapa geopolítico combina geografia, política e sociologia (em relação ao espaço) e sintetiza-os em uma  matriz científica e metodológica única e indivisível. A compreensão sociológica do espaço foi descrita pela sociologia clássica de  Emile Durkheim.

Capítulo 2 O APARECIMENTO DA GEOPOLÍTICA E A BASE DO MÉTODO GEOPOLÍTICO [...]

03   The Annexation of Crimea by Russia 

RUSSIAN GEOPOLITICS  18/03/2014. The annexation of Crimea by Russia  today  is based on plain elementary geopolitical considerations. This article by Uri Friedman  clearly  reveals some of the Russians compelling motives for  spliting Ucraine . Sadly the USA and Europe fail to understand that without Russia fully integrated in an expanded  Western Survival Sphere  there - will be no future for our  so called  Occidental World. The silence and abstention of China points clearly into the direction of an easy -to create Euroasian Association, as minded by PUTIN and his geopoliticians,  where Europe will be represented just by Russia and its Central Asian willing satelites. D. Carvalho

PUTIN'S PLAYBOOK: THE STRATEGY BEHIND RUSSIA'S TAKEOVER OF CRIMEA

http://www.theatlantic.com/international/archive/2014/03/putins-playbook-the-strategy-behind-russias-takeover-of-crimea/284154/

Is the Crimean crisis just the latest example of Moscow's support for secessionist movements?   Uri FriedmanMar 2 2014, 10:32 AM ET

It seemed like a classic example of euphemistic bureaucrat-speak when, on Friday, U.S. officials referred to the deployment of Russian troops in Crimea as an "uncontested arrival" rather than an invasion.

But terminology matters here. Take the word "uncontested": The southern peninsula of Crimea, which the Soviet Union transferred to Ukraine in 1954 and which now hosts the Russian military's Black Sea Fleet, is the only region in the country where ethnic Russians are a majority (60 percent of a population of 2 million). And a good number of them favor closer relations with, if not outright annexation by, Moscow; according to one recent poll, 42 percent of Crimean residents want Ukraine to unite with Russia. That doesn't mean there are no Ukrainian nationalists or Kremlin opponents in Crimea—there certainly are—but it does mean many people in the autonomous republic, spooked by the ouster last week of Ukraine's pro-Moscow President Viktor Yanukovych, welcome Russian military intervention.

 Or take the word "arrival": If this is an invasion, it's a disorienting and not yet fully formed one. There were the shadowy, Russian-speaking gunmen who fanned out across Crimea on Friday, seizing government buildings and airports. And then there was the series of seemingly orchestrated events on Saturday: Crimea's freshly minted prime minister pleading for Russian help; Russia's lower house of parliament urging Vladimir Putin to "stabilize" Crimea, the Russian president obliging; the upper house swiftly granting him the authority to use force in Ukraine. Putin is pledging to make his next move soon, as his military masses and the White House fumes. All told, we're now witnessing what Reuters is calling the "biggest confrontation between Russia and the West since the Cold War."

What should we call the worrying developments in Ukraine? And what is Putin thinking?

So what should we call the worrying developments in Ukraine? And what is Putin thinking? Back in 2008, Thomas de Waal, an expert on the South Caucasus, argued that Putin's greatest legacy is something de Waal called "soft annexation," which, at the time, was underway in Georgia's breakaway provinces of Abkhazia and South Ossetia. The idea, expressed in various forms over the years, is that Russia is pulling political, economic, and military levers—all of which fall short of traditional invasion—to exploit ethnic conflicts in countries that used to be in its orbit. And the goal is to leverage these tensions, which are often relics of the Soviet Union's messy consolidation and collapse, to gain influence in former Soviet states, while preventing these countries from moving closer to the West.

When, for instance, Ukraine was considering a treaty with the European Union earlier this year, Fiona Hill and Steven Pifer of the Brookings Institution penned a prescient memo warning of ways Russia could retaliate politically and economically against Kiev:

Putin perceives the European Union as a genuine strategic threat. The threat comes from the EU’s potential to reform associated countries in ways that pull them away from Russia. The EU’s Association Agreements and DCFTAs are incompatible with Putin’s plan to expand Russia’s Customs Union with Belarus and Kazakhstan and create a “Eurasian Union.” Putin’s goal is to secure markets for Russian products and guarantee Russian jobs. He also sees the Eurasian Union as a buffer against alien “civilizational” ideas and values from Europe and the West....

Moscow could take actions that weaken the coherence of the Ukrainian state, e.g., by appealing to ethnic Russians in Crimea, or even by provoking a violent clash in Sevastopol, leading to the deployment of Russian naval infantry troops from the Black Sea Fleet to “protect” ethnic Russians.

One of the most consequential questions now is whether Putin's gambit in Ukraine will follow the model of Russia's previous support for secessionist movements in former Soviet states (and particularly in the Black Sea region), or whether it represents a break with that approach.

The Moldovan prime minister, for his part, sees in Ukraine's crisis echoes of Moscow's backing of the breakaway province of Transnistria, another pro-Kremlin territory with a large ethnic Russian population. In the early 1990s, Transnistria declared independence from Moldova, sparking a brief war between a complex constellation of regional forces that included a Russian military unit known as the 14th Army. Russia now stations troops on the wisp of land along the Ukrainian border, and provides Transnistria with financial assistance. Negotiations to resolve its status are frozen.

 Wikimedia Commons

Many others are comparing the current situation to Russia's intervention in Georgia in 2008 over Abkhazia and South Ossetia, which also have small ethnic Russian populations. Russia sent peacekeepers to the territories, and dispatched its military to ostensibly protect those troops when Georgia tried to reclaim South Ossetia by force in the summer. That war lasted five days and left Russia in control of the provinces, both of which are now home to Russian military bases.

There are several similarities between these cases and that of Crimea: the separatist rumblings in ex-Soviet states turning away from Russia, the appeals of ethnic Russians in the territories for the Kremlin's help, the forward deployment of Russian troops. In the lead-up to the latest standoff, for instance, the Russian consulate in the Crimean capital of Simferopol had stoked controversy by issuing Russian passports to ethnic Russian Crimeans—a practice Moscow also employed in South Ossetia ahead of the conflict there.

"The Russians raised the stakes and baited [former Georgian President Mikheil] Saakashvili .... by effecting a 'soft annexation' of South Ossetia," de Waal wrote as war between Georgia and Russia broke out in 2008. "Moscow handed out Russian passports to the South Ossetians and installed its officials in government posts there. Russian soldiers, although notionally peacekeepers, have acted as an informal occupying army."

Putin himself, however, has dismissed these comparisons. When asked by a reporter in December whether Russia would deploy troops to Crimea in a Georgia-like scenario, he dismissed the analogy as "invalid":

[I]n order to stop the bloodshed, as you know, there were peacekeeping forces in [Abkhazia and South Ossetia] that had international status, consisting mainly of Russian troops, although there were also Georgian troops and representatives from these then-unrecognised republics. In part, our reaction was not about defending Russian citizens, although this was also important, but followed the attack on our peacekeeping forces and the killing of our troops. That was the essence of these events.

Thankfully, nothing similar is happening in Crimea, and I hope never will. We have an agreement on the presence of Russia’s fleet there. As you know, it has been extended–I think, in the interest of both states, both nations. And the presence of the Russian fleet in Sevastopol, in Crimea, is in my view a serious stabilising factor in both international and regional policy—international in a broad sense, in the Black Sea region, and in regional policy.

Fast-forward two months, though, and the situation has changed dramatically. Putin's ally in Kiev has been removed from power. A new, pro-Europe Ukrainian government has taken shape. The future of the Crimean base for Russia's Black Sea Fleet, which is crumbling but still important for Russia's naval power in the Black Sea and Mediterranean, is in jeopardy. And, just like Russia did in Georgia, Putin is now justifying the use of force in Ukraine as a means of protecting "the life and health of Russian citizens and compatriots on Ukrainian territory," including Russian troops.

Russia may be trying to secure its naval base and destabilize the Ukrainian government, not set the stage for annexation or invasion.

Still, Russia's recent moves don't necessarily mean that it will go as far as a Georgia-style "soft annexation." De Waal himself pointed out on Friday that Crimea (population: 2 million) is far bigger than Abkhazia (population: 240,000), South Ossetia (population: 70,000), and Transnistria (530,000), and that secessionist sentiment is less widespread in Crimea than in these other provinces. In threatening force in Ukraine, he wrote, Russia may primarily be trying to secure its naval base and destabilize the Ukrainian government, not set the stage for annexation or invasion:

Any Russian escalation deserves a strong response from the West. But if you read what Putin is actually saying he is being more equivocal. He is ruthless, but he is not Sauron in Lord of the Rings. He almost certainly wants the government in Kiev to fail, but he is also hosting the G8 summit in Sochi in June....

Russia has one overwhelming strategic asset in Crimea: the Black Sea naval base in Sevastopol. My guess is that Putin’s main goal in Crimea is to maintain that base at all costs.

If the Crimean crisis is fundamentally a show of strength by Putin to preserve his naval base in Crimea, and remind Ukraine's government that Moscow can still knock it off balance, what explains Putin's willingness to make such a bold move in the first place—one that could still potentially mushroom into a larger conflict?

In 2006, Nicu Popescu, an expert on EU-Russian relations, offered one of the best analyses I've seen of Russia's new assertiveness in world affairs under Putin. Moscow's support for secessionist movements in Georgia and Moldova, he said, was part of Russia's larger decision over the past decade to make expanding its influence in Eurasia, not creating favorable conditions for domestic economic growth, the top priority of its foreign policy. There are four reasons for this shift, Popescu argued:

The growth of Russia's economy due to oil and gas exports, which helps bankroll a more aggressive foreign policy

The Kremlin's centralization of power, which neutralizes the challenges posed by political opponents at home

The retreat of the West from the world stage after the wars in Iraq and Afghanistan, which creates an opening for Russia

The success Russia has had in suppressing its own secessionist movement in Chechnya, which makes it easier for the Kremlin to support secessionist groups abroad

"These have all led to a feeling in Moscow that Russia has the resources and the proper international conditions to reassert its dominance in the former Soviet Union," Popescu wrote. "Stepping up support for the secessionist entities is seen as a way to achieve that."

And if Russian leaders believe they can do so, in Crimea and elsewhere, without provoking a major response from the West, they seem willing to assume the risk that comes with it. End of Quote   Prof. Dr. Darcy Carvalho.

 05

POR QUE A CRIMEIA É UM SÍMBOLO TÃO IMPORTANTE PARA PUTIN?

ПОЧЕМУ КРЫМ ТАКОЙ ВАЖНЫЙ СИМВОЛ  ДЛЯ ПУТИНА?

WHY CRIMEA IS SO IMPORTANT A SYMBOL FOR PUTIN?

The peninsula's importance to Putin and to Russia, from a historical, military and geopolitical point of view - and for how Russians see themselves - is hard to overstate. As the home to one of Russia's four naval fleets, Crimea, opposite Turkey, is crucial to Putin's plans to project Russian power in the Black Sea and from there into the Mediterranean. But for the ex-Soviet KGB officer, its importance runs much deeper. If Putin decides to annex Crimea, even some of his political opponents will laud him. "If Putin gets Crimea back for Russia without bloodshed, he will be a great historical figure and there's nothing anyone can do about that," wrote Ksenia Sobchak, a prominent opposition activist and TV personality. For nationalists, dreams of a reconstituted Russian Empire always include Ukraine. Putin has been pushing plans to get some of the former Soviet republics together again on economic and political grounds. Russia formed a customs union with Kazakhstan and Belarus and Putin was keen to get Ukraine to join. He also wanted to sign Ukraine up to a project called the Eurasian Union. Those plans now look holed. Absorbing Crimea, an event that nationalists believe will stoke separatist sentiment in east and southern Ukraine, would be a consolation prize. Source:  http://www.actualpolitics.ru/article/359

Проблематика: политический кризис образ России в мире международные отношения. Страна: Россия , Украина

По мнению Business Insider, трудно переоценить с исторической, военной и геополитической точки зрения важность крымского полуострова для России, Путина и мироощущения россиян. Являясь одной из четырех баз для российского военно-морского флота, Крым - важное звено для распространения русского могущества в Черное и Средиземное моря. Но для Владимира Путина, как бывшего офицера советского КГБ, его значение гораздо глубже. Если ему удастся аннексировать Крым, даже некоторые из его политических оппонентов встанут на его сторону. К примеру, известная телеведущая и активистка оппозиции Ксения Собчак признала, что если Путин сможет присоединить Крым без крови, то он станет великой политической фигурой. Для русских националистов мечты о воссоздании Российской империи всегда включают в себя Украину. Путин пытается собрать вместе некоторые из бывших советских республик на едином экономическом и политическом основании. Россия сформировала Таможенный союз с Казахстаном и Белоруссией, Путин хотел бы заставить Украину присоединиться к нему. Также он желает видеть ее в своем Евразийском проекте. Но последние события заставляют скептически смотреть на эти старания, поэтому аннексия Крыма может стать своеобразным утешительным призом для России.

Segundo a Business Insider , é difícil superestimar do ponto de vista histórico, militar e geopolítico a importância da península da Criméia para a Rússia, Putin e a atitude dos russos. Sendo uma das quatro bases para a marinha russa, a Crimeia é um elo importante para a disseminação do poder russo nos Mares Negro e Mediterrâneo. Mas para Vladimir Putin, como ex-oficial soviético da KGB, seu significado é muito mais profundo. Se ele conseguir anexar a Crimeia, até mesmo alguns de seus adversários políticos tomarão o seu lado. Por exemplo, o conhecido apresentador de TV e ativista da oposição Ksenia Sobchak admitiu que se Putin puder anexar a Crimeia sem sangue, ele se tornará uma grande figura política. Para os nacionalistas russos, os sonhos de reconstruir o Império Russo sempre incluem a Ucrânia. Putin está tentando reunir algumas das antigas repúblicas soviéticas em uma única base econômica e política. A Rússia formou uma União Aduaneira com o Cazaquistão e a Bielorrússia, Putin gostaria de forçar a Ucrânia a se juntar a ela. Ele também quer vê-la em seu projeto eurasiano. Mas os acontecimentos recentes nos tornam céticos sobre esses esforços, então a anexação da Crimeia pode ser uma espécie de prêmio reconfortante para a Rússia.

05 RUSSIAN FEDERATION  NEW  MILITARY DOCTRINE. ВОЕННАЯ ДОКТРИНА РОССИЙСКОЙ ФЕДЕРАЦИИ.  

Президент Утвердил Новую Редакцию Военной Доктрины.    

http://www.kremlin.ru/acts/47334

http://www.kremlin.ru/by-keyword/91

DURKHEIM, Émile. Friedrich Ratzel, Antropogeografia. In: DURKHEIM, Émile (Org.). L'Année Sociologique, troisième année (1898-1899), pp. 550-558, Paris: Félix Alcan, 1900. 623p.

Revista de Geopolítica, v. 6, nº 1, p. 192 - 199, jan./jun. 2015.

1  RATZEL (FRIEDRICH). – Anthropogeographie, Erster Theil: Grundzüge der Anwendung
der Erdkunde auf die Geschichte (Anthropogéographie, Preimière partie: Principes de
l’application de la géographie à l’histoire). 2ª éd., Stuttgart, I. Engelhorn, 1899, XVIII-604, p.,
in-8º. In: L’Année Sociologique, p. 550, 1900.
 2 A segunda edição da Antropogeografia é de 1899. Obs.: 1882, 1899 e 1909 (1ª, 2ª e 3ª
edições alemãs, respectivamente).
3 “Die Menschheit ist ein Stück Erde” (RATZEL, 1909, p. 15). Terceira edição alemã de
Anthropogeographie: Grundzüge der Anwendung der Erdkunde auf die Geschichte. Dritten
Auflage. Erster Teil. (Herausgegebem von Prof. Dr. Albrecht Penck), Stuttgart: Verlag von J.
Engelhorne, 1909. 400p. - 
4 Edição italiana: “L’umanità è uma parte della Terra” (RATZEL, 1914, p. 23). Geografia dell’uomo (Antropogeografia): principî d’applicazione della scienza geográfica alla storia. Primo volume. (Tradotta da Ugo Cavallero), Torino: Fratelli Boca Editore, 1914. 596p. 
5 “A humanidade é uma parte da terra” (RATZEL, 1990, p. 40). Geografia do Homem (Antropogeografia). In: Ratzel. MORAES, Antonio Carlos Robert (Org.), pp. 32-107. São Paulo: 1990. 200p. Traduzido do italiano por Fátima Murad.



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Darcy Carvalho,
18 de ago de 2019 17:21
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Darcy Carvalho,
19 de ago de 2019 12:31
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Darcy Carvalho,
18 de ago de 2019 17:29
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Darcy Carvalho,
26 de jun de 2014 02:59
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Darcy Carvalho,
18 de ago de 2019 16:37
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Darcy Carvalho,
19 de ago de 2019 12:16
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Darcy Carvalho,
18 de ago de 2019 06:50
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Darcy Carvalho,
17 de ago de 2019 11:40
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Darcy Carvalho,
20 de ago de 2019 01:59
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