PELA CRIAÇÃO DE UM LATIM UTILITÁRIO MODERNO.

PELA CRIAÇÃO DE UM LATIM UTILITÁRIO MODERNO. PROF. DR. DARCY CARVALHO. FEAUSP. SÃO PAULO. BRAZIL.2018

Contents: 01 02 03 04

Acessar News in Latin, Nuntii Latini  em Arquivos Adicionados, no pé da página.

01

Pela criação de um Latim utilitário moderno.

O Babelismo internacional e o Latim moderno. Parte 2. For the construction of a modern utilitarian Latin. Pela criação de um Latim utilitário moderno : Newman, Bayet, Clédat, Vido Angelino, Gaius Licoppe. T. Pekannen E R. Pitkäranta . Prof. Dr. Darcy Carvalho. Sao Paulo, 08/01/2014 Rof. Dr. Darcy Carvalho. Sao Paulo, 08/01/2014. Introdução ao Latim utilitário, natural, moderno

Nossa língua galaicolusitana e a língua chamada latina constituem momentos diferentes de uma mesma entidade linguistica, a língua romana. O Latim e o português são apenas versões separadas no tempo de uma das varias línguas faladas na Italia central há 2500 anos ou mais. Nosso vocabulário ainda é 95 % perfeitamente latino e os processos de criar novas palavras continuam a ser os mesmos nas duas línguas.

O Latim não morreu, nunca chegou a ser língua morta como o etrusco, o punico, o osco, o umbro e os varios dialetos celtas, línguas com as quais conviveu na Europa ocidental e que como o grego, falado no sul da Italia, muito o influenciaram. O Latim continuou a viver , existindo portanto desde a formação do estado romano há 2500 anos, tanto numa forma literaria culta, escrita, quanto nas suas diversas novas formas, as atuais línguas romanicas.

Além disso, a unidade e a proximidade cultural dos povos da Romania ocidental assegurou uma semelhança acentuada entre os nove principais idiomas neolatinos, dos quais o Latim continuou a ser o grande denominador comum.

Outro fato notável é que as mais bem sucedidas das chamadas línguas internacionais auxiliares, Ido, Interlíngua, Esperanto, Novial, que surgiram no final do seculo XIX, e inicio do XX, também podem ser consideradas como línguas neolatinas, porém, artificiais, com regras gramáticais reduzidas ao minimo.

Tal como o fizeram as línguas neolatinas atuais, que, para serem simples, adotaram a ordem natural na disposição das palavras na frase, utilizando também um vocabulário em grande parte comum com o das demais línguas naturais originadas do Latim, juntamente com muitos outros vocábulos adotados diretamente do inglês, do alemão e do russo.

Podemos adquirir e desenvolver algumas atitudes, tecnicas basicas e estrategias uteis para ler, escrever e falar um tipo de Latim que só difere do classico na ordem das palavras e na aceitação ampla de um vocabulário moderno.

Trata-se de aprender sozinho a Língua Latina, escrevendo e lendo Latim imediatamente, a partir dos idiomas modernos, pensando em vernaculo e escrevendo em Latim, mediante a utilização de material didatico adequado, já existente e disponivel, tais como gramáticas latinas sintéticas, ou simplificadas, traduções literais e edições dos textos classicos em ordem natural, com traduções interlineares ou juxtalineares. Darcy Carvalho Usp 03/12/2012

Cumpre inicialmente definir o Latim utilitário ou natural. Para isto é necessário, inicialmente, informar o que ele não é:

O Latim utilitário ou natural não é o Latim clássico, escrito, literario, tal como atestado nas obras remanescentes dos escritores latinos, até o ano 200 da nossa era, cujo vocabulário foi recolhido ao Oxford Latin Dictionary, editado por P. G. W. Glare, publicado em 1982,

O Latim utilitário ou natural não é uma língua inventada, artificial; não é o Latim vulgar ; não é o Latim medieval, que existiu do seculo VII ao XV; não é também o Latim bíblico nem o Latim vivo da Igreja, exemplificado nos documentos do Concilio Ecumenico Vaticano II, e por enciclicas e cartas papais motu proprio recentes, redigidas em Latim ultraclassico.

O Latim utilitário ou natural não é o Latim renascentista dos seculos XV ao XVII nem é o Latim que existiu dos seculos XVII ao XIX , que podem ser associados ao Latim clássico; não é Latim barbaro, inquinado de palavras de outros idiomas;

O Latim utilitário ou natural não é Latim macarronico, o Latim universitario comico da Idade Media, parodia estudantil satirica do Latim classico; e finalmente não coincide com a chamada latinitas moderna , emulante do Latim classico tanto em sintaxe quanto em vocabulário. Justifiquemos as afirmações acima exaradas:

O Latim utilitário ou Latim natural não é uma língua planejada. Na verdade os planejadores de línguas auxiliares descartaram in limine o Latim como sendo muito dilficil: Cito: Latin is too difficult to serve as an International Auxiliary Language, and its advantages are out-weighed by its disavantages. Finis citationis. Apud H. Jacob, A Planned Auxiliary Language , London, MCMXLVII. 

 http://archive.org/details/APlannedAuxiliaryLanguage

O Latim utilitário ou natural não é o Latim vulgar ou coloquial. O Latim vulgar era a língua falada pelo povo romano desde os albores de sua historia. Língua instavel com diversas fases de evolução atestadas no corpus de inscrições romanas. As formas que exibia nas epocas republicana e imperial de Roma, no seculo I antes de Cristo, e nos seculos posteriores, até o seculo VIII, constituiu o fundo originario basico das línguas neolatinas. Ver: C.H. Grandgent Introducción al Latin Vulgar, Madrid, 1954.

http://archive.org/details/CursoIntrodutorioDeLatimVulgar

O Latim utilitário ou natural não é Latim clássico porque sua sintaxe deliberadamente se afasta da sintaxe clássica e o vocabulário que utiliza é mais extenso do que o do Latim classico. É o Latim apropriado para tratar de questões dos tempos em que vivemos.

O Latim utilitário ou natural também se afasta do Latim medieval, escrito pelos tabelães, pelos universitários e por poetas da Idade Média. Este Latim medieval dos cartórios, das universidades e das chancelarias reais varia léxica, sintática e ortograficamente no tempo assim como de país a país. Latim medieval, cada país tem o seu.

O Latim medieval, que existiu de 500 a 1500 da nossa era, vem descrito em Dag Norberg. Manual Prático de Latim Medieval (I – Breve História Do Latim Medieval).  Tradução: José Pereira Da Silva. Rio De Janeiro, disponível em

 http://www.filologia.org.br/soletras/12sup/suplemento1.pdf    

Strecker, Karl, 1861-1945. Introduction à l'étude du latin medieval (1900), trabalho importante, está disponível em 

http://archive.org/details/introductionletu00stre

Medieval Latin: An Introduction and Bibliographical Guide [Paperback] F. A. Mantello (Editor), A. G. Rigg (Editor). Cito: This is a massive wonderful rich book carefully composed by well-known international Latinists. It did not contain texts of mediaeval Latin though . It just fully describes the many areas and interesting research available for mediaevalist willing to study the many faces of the Latin language after the year 200 of our Christian Era. As Latin texts can now be easily obtained in internet, the lack of samples of mediaeval Latin does not reduce the extreme importance of this book for latin studies in general. The bibliographies are extensive thoughful and very surprising. We can well regret that the articles could not be longer for the lack of space and multitude of topics. Darcy Carvalho Reviewer.Apud Amazon. Finis Citationis.

O problema crucial do Latim utilitário ou natural refere-se ao vocabulário, aos neologismos, principalmente cientificos e tecnicos, e aos emprestimos inevitaveis que terão de ser feitos aos idiomas modernos.

Sobre situação identica vivida pelas línguas modernas, no seu periodo de formação, ver, preliminarmente, J. Planche, Vocabulaire des Latinismes de la Langue Française ou des Locutions Françaises Empruntées Litteralement de La Langue Latine. Este documento justifica nosso método, no que se refere a ampliação do vocabulário. Evidencia a forma como os idiomas modernos cresceram lexicamente colhendo de modo sistematico no Latim literario o vocabulário culto e as suas melhores expressões.

http://books.google.fr/books/about/Vocabulaire_des_latinismes_de_la_langue.html?hl=fr&id=1RUJAAAAQAAJ

Na mesma linha ver também as tres obras seguintes, de Henricus Stephanus, Vortius e Ripeanu:

De latinitate falso suspecta, expostulatio Henrici Stephani: Língua solve latinus eris

http://books.google.es/books/download/De_latinitate_falso_suspecta_expostulati.pdf?id=jA9NAAAAcAAJ&hl=es&capid=AFLRE72KOXWkAeda4AZ9xIcA-luC05z_fg7r-VhGKFWZyM5xoZZRxOOwF4UJrr_13kub6pzg6-AGmBF20pSBC3jnHeP3Q5NtkQ&continue=http://books.google.es/books/download/De_latinitate_falso_suspecta_expostulati.pdf%3Fid%3DjA9NAAAAcAAJ%26hl%3Des%26output%3Dpdf

De Latinitate Falso Suspecta, Deque Latinae Línguae Cum Germanica Convenientia, Liber Cui Alter. De Latinitate Merito Suspecta Adjectus Est, Auctore Johanne Vorstio

[http:// http://digital.staatsbibliothek-berlin.de/dms/werkansicht/?PPN=598775293&PHYSID=PHYS_0006 http://digital.staatsbibliothek-berlin.de/dms/werkansicht/?PPN=598775293&PHYSID=PHYS_0006 ]

Reinheimer-Ripeanu, Sanda (2004): Les Emprunts latins dans les langues romanes. Bucuresti: Editura Universitauii Din Bucuresti, 226 P. Cito: Bien conçu, l’ouvrage se rapporte à des questions ayant trait à L’emprunt lexical (p. 12-42), à la Morphologie des emprunts (p. 43-60), à la Phonétique et graphie (p. 61-126), à la sémantique (Un peu de sémantique) (p. 127-131), aux Latinismes dans les lexiques romans actuels (p. 132-136), au Latinisme et mot hérité (p. 137-162), au Latinisme et emprunt inter-roman (p. 163-165), au Latinismeet mot dérivé (p. 166-181), aux Latinismes dans les langues non-romanes (p. 182-184). A cela, s’ajoutent un index, la bibliographie et la liste des dictionnaires consultés. Fin. Cit.

Actes du Colloque international. Les emprunts au français dans les langues européennes . Comité de rédaction: Maria Iliescu, Université d’Innsbruck (Autriche), Adriana Costăchescu, Université de Craiova (Roumanie),Mihaela Popescu, Université de Craiova (Roumanie).Daniela Dincă, Université de Craiova (Roumanie),Gabriela Scurtu, Université de Craiova (Roumanie).

http://www.fromisem.ro/publicatii/actesducolloqueinternational.pdf

Cito: Les langues ont toujours fait preuve de leur capacité de s’adapter aux changements sociaux, économiques, politiques, technologiques ou scientifiques. Pour pouvoir servir efficacement à la communication dans des contextes donnés et dénommer avec précision les nouvelles réalités, elles ont dû créer, dériver, emprunter ou adapter de nouvelles unités lexicales. Les emprunts lexicaux se constituent ainsi en un espace fertile de recherche qui suppose le contact entre plusieurs systèmes linguistiques, entre plusieurs cultures, entre plusieurs identités spirituelles.

Ces derniers temps, le phénomène de l’emprunt lexical a suscité un vif intérêt de la part des chercheurs, qui se sont penchés sur les divers aspects de la circulation des mots pris et repris dans diverses langues. Les recherches ont examiné les multiples facettes de ce phénomène, à partir des aspects purement linguistiques phonologiques, morphosyntaxiques, sémantiques ou pragmatiques) jusqu’aux aspects sociolinguistiques et culturels (qui voient dans les emprunts une manifestation du processus actuel de globalisation). Finis Cit.

O Latim utilitário ou natural, entendido não só como um procedimento pedagogico, que permite o acesso ao Latim classico em poucas semanas, mas também como uma língua natural, sem preocupações estilisticas, auxiliar e international, fortemente associada ás línguas neolatinas contemporaneas, ao inglês e ás demais línguas modernas cultas, enfrentará na atualização do seu vocabulário os mesmos problemas que teem preocupado os linguistas romenos acima citados cujo idioma, o mais jovem entre os neolatinos, também se encontra em continuo processo de formação.

Nossa língua galaicolusitana e a língua chamada latina constituem momentos diferentes de uma mesma entidade linguistica, a língua romana. O Latim e o português são apenas versões separadas no tempo de uma das varias línguas faladas na Italia central há 2500 anos ou mais. Nosso vocabulário ainda é 95 % perfeitamente latino e os processos de criar novas palavras continuam a ser os mesmos nas duas línguas.

O Latim não morreu, nunca chegou a ser língua morta como o etrusco, o punico, o osco, o umbro e os varios dialetos celtas, línguas com as quais conviveu na Europa ocidental e que como o grego, falado no sul da Italia, muito o influenciaram. O Latim continua a viver , existindo portanto desde a formação do estado romano há 2500 anos, tanto numa forma literaria culta, escrita, quanto nas suas diversas novas formas, as atuais línguas romanicas. Além disso, a unidade e a proximidade cultural dos povos da Romania ocidental assegurou uma semelhança acentuada entre os nove principais idiomas neolatinos, dos quais o Latim continuou a ser o grande denominador comum.

Outro fato notável é que as mais bem sucedidas das chamadas línguas internacionais auxiliares, Ido, Interlíngua, Esperanto, Novial, que surgiram no final do seculo XIX, e inicio do XX, também podem ser consideradas como línguas neolatinas, porém, artificiais, com regras gramáticais reduzidas ao minimo.

Tal como o fizeram as línguas neolatinas atuais, para serem simples, adotaram a ordem natural na disposição das palavras na frase. Utilizam também um vocabulário em grande parte comum com o das línguas naturais originadas do Latim, com muitos outros adotados diretamente do inglês, do alemão e do russo. Vamos desenvolver abaixo em dez tópicos, ou lições, algumas atitudes, tecnicas basicas e estrategias uteis para ler, escrever e falar um tipo de Latim que só difere do classico na ordem das palavras e na aceitação ampla de vocabulário moderno.  DARCY CARVALHO. São Paulo, SP. Brazil  18 /03/2014

02

LATIM UTILITÁRIO.  PRIMEIRA LIÇÃO. PROF. DR. DARCY CARVALHO,  SÃO PAULO,  BRASIL

(1) Aprende-se latim imediatamente com o auxilio de  textos autênticos postos em ordem direta, e traduzidos juxtalinear, ou interlinearmente, dispensando-se a consulta a dicionários. Nesse formato tanto os textos em prosa, como os em poesia, tornam-se igualmente accessíveis para iniciantes. Podemos começar com  Eutrópio  e Ovidio disponíveis  no Archive , Org com traduções em português, por João Ravizza, Manoel Vaz Lobo e Albertina Fortuna Barros.

https://archive.org/details/EutropioBreviarioDeHistoriaRomana.EutropiBreviariumAbUrbeCondita

https://archive.org/details/EutropioCompendioDeHistoriaRomana

http://www.thelatinlibrary.com/eutropius/eutropius1.shtml

https://archive.org/details/OvidioMetamorfosesLivroITrad.PorA.F.Barros

(2)  Faça download da  gramáticas New Latin Grammar de Charles Bennett , em forma de E-Book do Projeto Gutenberg  http://www.thelatinlibrary.com/bennett.html. Em português temos obra semelhante, a Gramática Latina  por Mendes de Aguiar e Gomes Ribeiro  http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/latim.html

(3) Conforme as terminações que podem exibir, as palavras latinas se classificam em cinco grandes grupos chamados declinações; há cinco declinações;  em cada declinação,  as palavras assumem diferentes desinências que denominaremos casos; são seis os casos: nominativo e genitivo; acusativo e  ablativo; dativo e vocativo . Como o vocativo é quase sempre igual ao nominativo,  no singular e no plural, não precisamos nos preocupar com ele agora.Vamos estudar as terminações que as palavras assumem conforme a função que teem na oração ou frase ; vamos estudá-las caso a caso, começando pelo ablativo e  acusativo.

O  ablativo e o acusativo são os únicos dois casos latinos que admitem preposições ; e por serem os casos preposicionais, suas terminações  ocorrem com muita frequência nos textos. Para poder identificar as palavras que terminam em ablativo ou em acusativo vamos primeiramente aprender as 29 preposições latinas; umas pedem  o ablativo, outras pedem o acusativo;  e umas quatro outras  podem pedir seja ablativo, se envolverem ideia de repouso, seja  acusativo,   se implicarem movimento. 

[ Nota Gramatical - Preposições são partículas ou palavras inflexivas que estabelecem a relação entre duas palavras ou entre duas partes de uma oração chamam-se preposições: O Manuel já chegou a Lisboa; O António está em Coimbra e dali vai voltar para a sua terra; Não se pode trabalhar sem utensílios próprios; Andou por caminhos de terra batida; Em amanhecendo, iremos à pesca; As preposições são simples quando constam de um só vocábulo:a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, per, por, sem, sob, sobre, trás; São compostas, ou locuções prepositivas, quando constam de um grupo de palavras a que se atribui o valor de uma preposição:Ex;: abaixo de, acima de, perto de, longe de, aquém de, a respeito de, quanto a, em frente de. Empregam-se como preposições algumas palavras de origem nominal ou verbal: Ex;: conforme, consoante, durante, excepto, mediante, segundo]http://www.flip.pt/FLiP-On-line/Gramatica.aspx

Memorize as palavras abaixo em maiúsculas, divididas em dois grupos,  lembrando que são preposições latinas, partículas que permitem estabelecer relações entre as palavras duma frase

 (1) AS  PREPOSIÇÕES QUE  GOVERNAM O THE ABLATIVO  SÃO:— Ā, AB, ABS, from, by , desde, a partir de , por; ABSQUE, without. sem; CŌRAM, in the presence of,  ante; CUM, with, com; DĒ, from, concerning, sobre, de; Ē, EX, from out of, dentre; IN, in, located in, em ; PRAE, before,  antes de; PRŌ, in front of, for, por, em frente de; SINE, without. sem ; SUB, under, sob;  SUBTER,  ; SUPER, on, sobre ; TENUS, up to, até.

A  palavra que ficar imediatamente depois de uma destas preposições, ditas de ablativo,   deverá terminar numa das cinco vogais   -A, -E, -I, - 0,  ou  -U, no singular,  e  em  -IS, -ABUS, -EBUS, -IBUS , -OBUS, ou  -UBUS  no plural. Exemplos:

EX voluntate; AB urbe condita; IN negotiis vel bellicis vel civilibus; brevi narratione; additis etiam his; IN principum vita egregia; IN administrando imperio; quo; AB exordio; incrementis toto orbe ; A Romulo; CUM Remo fratre uno partu ;IN Palatino monte; anno trecentesimo nonagesimo quarto

 (2)  AS PREPOSIÇÕES  QUE GOVERNAM O  ACUSATIVO SÃO:— AD, to; USQUE  AD, untill;  ADVERSUS, against; ADVERSUM, toward, against; ANTE, before; apud, with, near; CIRCĀ, around; CIRCITER, about; CIRCUM, around; CIS, this side of; CITRĀ, this side of;  CONTRĀ, against; ERGĀ, toward; EXTRĀ, outside; ĪNFRĀ, below; INTER, between; INTRĀ, within; JŪXTĀ, near; ob, on account of; PENES, in the hands of ; PER, through; PŌNE, behind;  POST, after; PRAETER, past.PROPE, near.PROPTER, on account of.; SECUNDUM, after.; SUBTER, beneath ; SUPER, over; SUPRĀ, above; TRĀNS, across; ULTRĀ, beyond; VERSUS, toward.

A  palavra que ficar imediatamente depois  de uma preposição  de acusativo  tem que terminar em  - EM, -AM, -EM, -IM, -OM,  ou  -UM, no singular,  e -AS, -ES, -IS, - OS,  e  -US, no plural.   Exemplos:

AD nostram memoriam; Res Romanas ; PER ordinem temporum;  INTER pastores;  POST Troiae excidium;  urbem exiguam

Conclusões: (1)  Em qualquer declinação, o ablativo singular  termina numa vogal,  que coincide com a vogal temática da respectiva declinação; no plural terminará em -is, -abus, -ebus, -ibus  ou -ubus, ou seja terminará em -is ou  -bus, precedido da vogal temática.

(2) As terminações do acusativo obtem-se  a partir das terminações do ablativo singular , acrescentando-se M para o singular e S para o plural

Texto de Aplicação: DOMINO VALENTI GOTHICO MAXIMO PERPETUO AUGUSTO. EUTROPIUS V. C. MAGISTER MEMORIAE.

Res Romanas EX voluntate mansuetudinis tuae AB urbe condita  AD nostram memoriam, quae IN negotiis vel bellicis vel civilibus eminebant, PER ordinem temporum brevi narratione collegi, strictim additis etiam his, quae IN principum vita egregia extiterunt, ut tranquillitatis tuae possit mens divina laetari prius se inlustrium virorum facta IN administrando imperio secutam, quam cognosceret lectione. LIBER PRIMUS.  [1] Romanum imperium, quo neque AB exordio ullum fere minus neque incrementis toto orbe amplius humana potest memoria recordari, A Romulo exordium habet, qui Reae Silviae, Vestalis virginis, filius et, quantum putatus est, Martis CUM Remo fratre uno partu editus est. Is cum inter pastores latrocinaretur, decem et octo annos natus urbem exiguam IN Palatino monte constituit XI Kal. Maias, Olympiadis sextae anno tertio, POST Troiae excidium, ut qui plurimum minimumque tradunt, anno trecentesimo nonagesimo quarto.

SINTAXE DO ABLATIVO E DO ACUSATIVO

DICCIONARIO ESPAÑOL-PORTUGUÉS- LATINO

Author: Manuel do Canto e Castro Mascarenhas Valdez, 1819-

Diccionario español-portugués, el primero que se ha publicado con las voces, frases, refranes y lucuciones usadas en España y Americas españolas, en el lenguaje comun antiguo y moderno; las ciencias y artes de medicina, veterinaria, quimica, mineralojia, historia natural y botanica, comercio y nautica, con algunos nombres propios, y asi las voces particulares de las provincias españolas y americanas, etc.; compuesto sobre los mejores diccionarios de las dos naciones (1864).  eBook and Texts.  University of Connecticut Libraries.

https://archive.org/details/diccionarioespa01cant        primero

https://archive.org/details/diccionarioespa00cant        segundo

https://archive.org/details/diccionarioespa02cant        tercero

Neo-Latin: The Roles of Latin in Early Modern Europe. Summary of a lecture by Hans HELANDER on scientific and scholarly Latin as a main language for the sciences.  p. 885-887. 

  https://journals.openedition.org/annuaire-cdf/1783

HANS HELANDER. Professeur à l’Université d’Uppsala (Suède)

Introduction: During the 17th and the 18th centuries, the status of Latin was gradually transformed, and the roles of the ancient roman language changed in a radical way. One of the best-known expressions of the new attitudes can be found in the preface of the French Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (to the first edition of 1751), d’Alembert declares that it is ridiculous to write Latin verse and latin panegyrics. That is a kind of literature that decidedly belongs to the past. However, says d’Alembert, Latin well deserves to be the main language of the sciences. The famous French philosopher thus makes a clear difference between literary Latin and the pragmatic and technical language of the various scientific disciplines. In order to use latin as a language of the sciences, however, new words were coined all the time. This was inevitable given the enormous growth of knowledge. Scholars who comment on the actual usage sometimes feel themselves obliged to refer to Cicero’s famous words in De finibus 3,3: Imponenda novis rebus nova nomina, which may be translated, in a slightly modernized way, as “New words must be invented for new concepts”. But, until recently, the study of  scholarly and scientific Latin prose has not attracted many Neo-Latin scholars.  I shall try to give a picture of that metamorphosis in this lecture. 

Scientific and scholarly Latin bears witness to the rapidly growing knowledge in all fields and disciplines, from the 15th century and onwards. New words were taken into use to express new concepts, and those neologisms were regularly formed from Latin – and not the least – from Greek stems. This language was a living language with characteristic features and with its own typical jargon, expressions and phrases.

Up to the 18th century educated people learnt nearly everything they knew by means of literature written in Latin. This holds true for all disciplines, including the sciences. In Early Modern Europe, the Latin texts reflect the rise of the nation states, the geographical discoveries, the Protestant movement, the Counter-Reformation and the scientific revolution. Latin was the vehicle of all the new ideas, beliefs and insights generated by these processes, from Early Renaissance up to the end of the 18th century. This is a long period of dynamic innovations, and the world of 15th century Italian scholars is very different from the conditions of the baroque theatrum mundi of the mid-17th century, and these in turn are utterly dissimilar to the Age of Reason that was to follow. 

In addition to scholarly and scientific works, learned men produced an enormous quantity of epic and panegyric works in Latin, to a large part occasional literature, extolling the virtues of their sovereigns in their struggle for the True Religion, often in close imitation of the tributes that Virgil, Horace and Ovid had paid to Augustus. [1  The statistical material is taken from Françoise Waquet, Le Latin ou l’empire d’un signe, 1998, 10 (...) 3Of all the publications mentioned in Bibliothèque raisonnée des ouvrages des savants de l’Europe 1728-1740, 31% were still in Latin. In many European countries, academic dissertations were normally written in Latin at least up to the beginning of the 19th century.

There are geographical differences to take into account, between various countries and regions of Europe, but the general pattern for Western Europe seems to be remarkably uniform, and the changing roles of Latin can be seen and explained as an expression of a general cultural and mental development that mirrors the European transition from the baroque world of religious orthodoxy and royal absolutism to the enlightenment.

At the beginning of the 18th century, the basic conditions for works in Latin change. In the course of one or two decades, the world seems to have become different. The spirit of the early enlightenment had for some decades gradually transformed Europe, and the scholars that were born and brought up during the latter part of the 17th century were necessarily influenced by these new ideas. In this new world there is suddenly little need of Latin epic works and panegyrics in honor of warrior kings. Religious zeal and obscurantism slowly but gradually abate. The muses string their lyres to new tunes, the humanists start praising their sovereigns in the vernaculars, in French or other languages, and the shift in outlook and focus witnesses to the changes that the enlightenment brought about in the European conception of the world

The changing roles of Latin, and the use of Latin in the sciences, were frequently discussed by leading European scholars. This was a most important issue, of immediate concern for all respublica literaria. One of the best-known expressions of the new attitudes can be found in the preface of the French Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (to the first edition of 1751), d’Alembert declares that it is ridiculous to write Latin verse and latin panegyrics. That is literature that decidedly belongs to the past. However, says d’Alembert, Latin well deserves to be the main language of the sciences. The famous French philosopher thus makes a clear difference between literary Latin and the pragmatic and technical language of the various scientific disciplines.

To sum up: Occasional Latin literature died at the beginning of the 18th century, whereas scientific and scholarly Latin continued to thrive under the extremely prosperous period of the sciences which dominated the European intellectual scene during the 18th century, and the scientists themselves were throughout the century enthusiastic supporters of the use of Latin. It is worthwhile to say a few words about some typical features of this scientific and scholarly Neo-Latin that lived a real and vital life so much longer than literary Latin:

The Latin language used during these centuries was subject to change, as all other living languages. The general vocabulary was firmly – and of course programmatically – rooted in ancient Latin, but it was nevertheless all the time affected by small semantic changes and the vicissitudes of fashion. And, above all, the progress of the sciences necessarily promoted neologism in order to provide the disciplines with new terminology and new nomenclature.

Words were consequently coined all the time. This was inevitable given the enormous growth of knowledge. Scholars who comment on the actual usage sometimes feel themselves obliged to refer to Cicero’s famous words in De finibus 3,3: Imponenda nova novis rebus nomina, which may be translated, in a slightly modernized way, as “New words must be invented for new concepts”.

A great many new Latin words were thus formed, as technical terms, by means of new derivations based on existing stems. Especially in the biological sciences hundreds of new compound adjectives were formed to describe the properties of various species. The Latin vocabulary was often felt to be insufficient. Instead, the resources of Greek were systematically exploited in a creative process that has generated hundreds of technical terms from the Renaissance up to our own time. The Greek element is so important that it requires a special treatment.

Modern Latinists will often be surprised at the occurrence of words and expressions that do belong to ancient Latin but are rare there, or seem to have changed their sense in an unexpected way. It is remarkable that several of the words that belong to the categories just mentioned actually turn out to be key-words in the dissertational discourse and part of the academic jargon, words that refer to the very nucleus and core of a treatise, that is: the aim and purpose of the work, delimitations, definitions, and the classification and subdivisions of the material, the focus and emphasis of the investigation and the outcome of the investigation. 

We find phrases like proponere sibi scopum (aim at); ad id collimare (strive for; aim at); haec consideranda veniunt (these things should be taken into account); de rebus haec concernentibus (about things that have to do with these matters); intuitu primae originis (with special regard to the first origin of …); qua animum, qua corpus (with regard to the soul, with regard to the body); in quinque libros illam dispescit historiam (he divides his narrative into five books).

Scientific and scholarly Latin bears witness to the rapidly growing knowledge in all fields and disciplines, from the 15th century and onwards. New words were taken into use to express new concepts, and those neologisms were regularly formed from Latin – and not the least – from Greek stems. This language was a living language with characteristic features and with its own typical jargon, expressions and phrases. Référence électronique

Hans HELANDER, « The Roles of Latin in Early Modern Europe », L’annuaire du Collège de France [En ligne], 111 | 2012, mis en ligne le 22 novembre 2013, consulté le 11 mai 2018. URL : http://journals.openedition.org/annuaire-cdf/1783

Note: The statistical material is taken from Françoise Waquet, Le Latin ou l’empire d’un signe, 1998, 105. 

 

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Darcy Carvalho,
10 de mai de 2018 22:17
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Darcy Carvalho,
7 de nov de 2014 03:06
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29 de dez de 2015 05:56
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18 de mar de 2014 06:22
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27 de abr de 2014 04:04
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Darcy Carvalho,
18 de mar de 2014 07:02
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