01 Lingua Mirandesa L Mirandés La Lhéngua Mirandesa

01  Lingua Mirandesa L Mirandés La Lhéngua Mirandesa

LINGUAS NEOLATINAS MENORES  LINGUAE NEOLATINAE MINORES MINOR NEOLATIN LANGUAGES 

PROF. DR. DARCY CARVALHO, SÃO PAULO, SP, BRASIL [ 13/08/2014]

CONTENTS: 01 02 0 04 05

Introdução.  INFORMAÇÃO GENÉRICA SOBRE O MIRANDÊS E SUA ORTOGRAFIA 

A.  http://mwl.wikipedia.org/wiki/biquip%c3%a9dia:ourtografie

“Eiqui se çcriben las regras ourtográficas percipales de l mirandés, cunforme spressas na "Cumbençon Ourtográfica de la Lhéngua Mirandesa" — ua eniciatiba cunjunta de la Cámara Munecipal de Miranda de l Douro i de l Centro de Lhenguística de la Ounibersidade de Lhisboua —, aprobada an 1999, i na sue "Purmeira Adenda", de Febreiro de 2000. La Cumbençon Ourtográfica fui feita cul oubjetibo de stablecer critérios ounitairos, sistemáticos, claros i eiquenómicos para screbir i lher an mirandés. La Adenda bieno de la necidade de cuntemplar ciertas speceficidades de l dialeto sendinés, sin sacraficar l'ounidade giral de l'ourtografie mirandesa”

B. "O Mirandês é uma língua do nordeste de Portugal, ocupando uma região com cerca de 500 Km2. Teve origem num dos romances peninsulares formados a partir do latim vulgar, nomeadamente no asturo-leonês, pelo que pertence ao grupo das línguas românicas. A sua formação foi um processo longo, contemporâneo da formação do galego-português. Sofreu grande influência do português, sobretudo a partir do século XVI, tendo chegado a ser inteiramente substituído por este na cidade de Miranda. Foi conservado nas aldeias envolventes, durante séculos, como língua de transmissão oral.

Foi descrito - e pela primeira vez escrito - por José Leite de Vasconcelos no fim do séc. XIX. É este sábio português que marca a sua descoberta no meio filológico peninsular. O processo de normatização da língua foi iniciado em 1995, com a publicação de uma Proposta de Convenção Ortográfica Mirandesa, e consolidado em 1999, com a edição da Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa. A palavra "Língua", neste título, é legitimada pelo facto de o Mirandês ter sido reconhecido como língua oficial pela Lei 7/99, de 29 de Janeiro do mesmo ano.

Na actualidade, após o último censo da população, estima-se que o número dos seus falantes, na zona de origem, não deverá ultrapassar as 7.000 pessoas. Se acrescentarmos o número de emigrantes de fala mirandesa, chegar-se-á a um total estimado entre 12.000 e 15.000 pessoas.É ensinada nas Escolas EB23 de Miranda do Douro e de Sendim e na escola Primária de Sendim como disciplina de opção. M. Barros Ferreira [ Fim da citação]

O Mirandês é uma língua falada. Seu desafio, para o futuro, é desenvolver uma grande produção literária e científica que o coloque á altura dos grandes idiomas cultos da Europa. Neste esforço é preciso fixar a gramática e ampliar e normatizar o vocabulário.

A urgente necessidade de produzir obras dignas de leitura exige que desde logo se façam traduções de grandes textos europeus para a língua mirandesa. Isto pode ser feito utilizando-se os recursos disponíveis na internet, tanto para a seleção do que traduzir, como para a publicação e ampla difusão dos textos produzidos.

Não conhecendo a fundo a situação do problema da consolidação do Mirandês, no seu aspecto interno e social, limitar-nos-emos a registrar textos, tais como os encontrarmos publicados, sem tentar avaliar sua qualidade , nem o seu nível de aceitação entre os falantes da língua.

Esperamos que entre os mirandeses, que constroem a sua língua, e assim enriquecem o patrimônio cultural de Portugal e da Europa, não haja discórdias graves que atrasem a consecução do objetivo máximo comum, que é o de consolidar o Mirandês escrito e torná-lo de conhecimento geral e operacional no mundo.

Extracto da Proposta de Adenda 2 para a Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa

"Neste momento, o mirandês está a ser amplamente utilizado em registos diferentes dos tradicionais, sobretudo o registo escrito e formal, demonstrando diariamente a sua capacidade de se adaptar às novas circunstâncias que o estatuto de língua oficial lhe proporcionou. Tradicionalmente, é a oralidade, e uma oralidade exercida no âmbito restrito dos vizinhos e da família, o seu grande domínio de expressão. Neste domínio, nenhuma norma pode ou deve ser imposta: a fala própria é um dos bens mais íntimos e preciosos das comunidades humanas. Cada comunidade herda, ou cria, quando necessário, as marcas, maiores ou menores, que a distinguem das demais. Porém a língua escrita, que é a melhor maneira de vencer as distâncias de espaço e de tempo, deve ser o mais unitária possível. Em Portugal, o português falado no norte, no sul ou nas ilhas adjacentes é diferente na pronúncia, mas escreve-se em todo o lado do mesmo modo. O mesmo princípio se deveria aplicar ao mirandês: máxima liberdade na fala, unidade máxima na escrita. Só assim se pode respeitar a identidade própria e, ao mesmo tempo, preservar a língua para o futuro, só assim ela pode ser um elo entre as pessoas da mesma aldeia e entre essas pessoas e as do imenso espaço em volta - desde os habitantes de todo o concelho aos emigrantes e aos estrangeiros curiosos. Só assim se podem conservar as palavras da vivência diária e ao mesmo tempo oferecê-las como beleza literária e veículo de ideias para todo o mundo.

Defendendo estes princípios de respeito pela individualidade da fala de cada aldeia, mas reconhecendo a necessidade de unificação da escrita, um dos problemas ortográficos que devemos agora resolver é o dos neologismos. Tendo em conta que o português é a língua veicular do ensino e é o maior fornecedor de empréstimos à língua mirandesa, há a necessidade de os adaptar ao registo escrito mirandês, integrando-os na representação do sistema fonológico desta língua. Para isso está a ser feito um levantamento de correspondências de elementos fonológicos e morfofonológicos portugueses e mirandeses, de modo a instituir regras gerais que sirvam de modelo para outros casos. Na metodologia seguida, parte-se de alguns exemplos de uso corrente, criando regras extensíveis a todos os contextos semelhantes que futuramente apareçam. Aqueles que aqui são dados já estão a ser praticados pelos escritores da língua mirandesa que subscrevem este trabalho. Nem todos os exemplos são neologismos em mirandês. As palavras que pertencem ao seu fundo cultural são o ponto de partida para as opções tomadas.   Source:         http://mirandes.no.sapo.pt/Pp1.html

01 L MIRANDÉS .La Lhéngua Mirandesa

http://www.romaniaminor.net/ianua/Ianua02/02Ianua04.pdf

L mirandés ye ũa lhéngua falada ne l stremo nordeste de Pertual, na frunteira cun Spanha, nũa region que ten al redor de 450 km2, formada por quaije todo l cunceilho de Miranda de l Douro (las eiceçones son la própria cidade de Miranda de l Douro i las aldés de Atanor i Teixeira), i por algũas aldés de l cunceilho de Bomioso (Angueira, Bilasseco i, nun nible más baixo, Caçareilhos), ne l çtrito de Bregança, region de Trásls- Montes. Esta region ye mais ó menos lhemitada pula ribeira d’Angueira, a poniente, i pul riu Douro, a naciente.

Además, hai tamien algũas mui pequeinhicas aldés ne l stremo norte de l cunceilho de Bregança adonde inda hai bestígios asturo-lheoneses na lhéngua falada pulas sues populaçones. Essas aldés son Riodonor, Guadramil, Petisqueira i Deilon. Ambora l mirandés steia nũa área geográfica pequeinha, esta lhéngua tubo muita anfluença ne ls falares lhocales de las regiones bezinas (restro de l cunceilho de Bomioso, i cachos de ls cunceilhos de Mogadouro, Bregança, Macedo de Cabaleiros i Torre de Muncuorbo).

 02  BARIADADE I OUNIDADE DE LA LHÉNGUA MIRANDESA . Amadeu Ferreira (2006). Variedade e unidade da Língua Mirandesa

03  CUMBENÇON OUTOGRÁFICA DE LA LHÉNGUA MIRANDESA. Conveção Ortográfica da língua Mirandesa

http://mirandes.no.sapo.pt/LMmenus2.html

04 El Mirandés.  Contexto y  Procesos de Formación de Palabras. Tesis Doctoral de: Alberto Gómez Bautista. Universidad Complutense De Madrid. Uma importante contribuição ao estudo do mirandês.

http://eprints.ucm.es/23981/1/T35037.pdf

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ARQUIVOS ADICIONADOS

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Darcy Carvalho,
30 de abr de 2015 06:33
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Darcy Carvalho,
30 de abr de 2015 06:24
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