07 Medieval Latin in the Balkanic Region. Latim Medieval dos Balcãs

MEDIEVAL LATIN IN THE BALKANIC REGION. LATIM MEDIEVAL DOS BALCÃS . PROF. DR. DARCY CARVALHO. SÃO PAULO. SP. BRASIL

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Medieval  Latin in the Balkanic  Region. O Latim Medieval dos Balcãs: 

Atravessada integralmente pelo Rio Danúbio, de ocidente para  oriente, dos Alpes suiços ao Mar Negro,  a Península Balcânica é uma notória   região européia, situada entre a  Alemanha e a Grécia. Fecham-na  lateralmente  o Mar Adriático, a oeste, e  o Mar Negro, a leste. A Península Balcânica  afunila-se  na  direção da Grécia,  correndo paralelamente e muito próxima  da Península Italiana. Habitada majoritariamente por povos eslavos, desde a mais alta antiguidade, atualmente,  é  ocupada  na sua parte norte pela República Tcheca, Áustria, Eslováquia,  Hungria,  Moldova e  Romênia; mais ao sul, pelos países da antiga Iuguslávia: Eslovênia, Croacia, Bosnia-Herzegovina, Servia, Macedônia  e pela  Bulgária; no extremo sul desta península localizam-se Monte-Negro,   Albânia e  Grécia. Do século I ao VI,  esta vasta região foi integrada ao Império Romano e  cristianizada a partir do século III.  Com o fracionamento do Império, no século V, os Balcãs  passaram a integrar  o Império Bizantino, até 1453. Em seguida, até 1914, foram parcialmente dominados pelo Império Austro-Húngaro e pelo Império Otomano, ambos extintos depois da  primeira guerra mundial. Os países desta região correspondem grosso modo às províncias romanas do Illyricum: Rhaetia,  Pannonia, Dacia, Dalmatia, Moesia Superior, Moesia Inferior, Tracia, Macedonia e Epirus. Hieronymus Stridonensis, tradutor da Bíblia,  era Dalmata (Croata).

O meridiano que passa  pela  Península de Jutlândia e pelo centro do Mar Adriático divide o orbe  romano antigo  em duas Românias: a România Oriental , que acabamos de descrever, contendo os países eslavos, e a România Ocidental,  que, incluindo  a Itália,  se estende   até as ocidentais praias lusitanas, região majoritariamente  celta,  que veio a ser dominada por invasores   germânicos  e parcialmente pelos  árabes  do Califado Umeiada sírio . Costuma-se denominar  Romania Submersa o litoral romano do setentrião africano, que cairia  em poder,  primeiro  dos  germanos, depois  dos árabes e posteriormente dos turcos,  até 1914. Na Romania Ocidental, no decorrer  de dez séculos,  o latim sobreviveu e transformou-se paulatinamente em línguas e dialetos  neolatinos.  Na Romania Oriental,  conservou-se e transformou-se em romeno  na Dácia.  No Império Bizantino ( 330-1453) conviveu com o grego até o  século VII, acabando por ser  suplantado por ele  e pelos  idiomas locais desta vasta área. A partir do século IV, a expansão do Cristianismo, por iniciativa dos pontífices romanos, e depois  a Renascença reimplantariam  o latim como língua culta internacional incontestável  em todo o universo Europeu, até meados do século XVIII.Não pode constituir pois surpresa, o fato  de a língua latina ter continuado a ser  lida e escrita, como língua oficial,  neste conjunto babélico de países, até meados do século XIX.

Com a adesão da Croácia à Comunidade Européia, este fato vem sendo objeto de pesquisa e de divulgação pela Universidade de Zagreb, dentro de um grande projeto de restabelecer o Latim como língua acadêmica comum da Europa e como  idioma  operacional  auxiliar do Parlamento Europeu, projeto no qual a Finlândia se empenha  já desde 2005. Durante a Idade Media, de 500  a 1500, o latim foi normalmente escrito e falado na Europa Central, nos países eslavos e na Hungria,  e continuou em uso no Sacro Império Romano e no Império Austro-Húngaro até o século XIX. Alguns dos escritores desta região, como Jan Amos Komensky, e São Jerônimo foram figuras exponenciais da História e da Educação da Europa. Podíamos nos informar sobre os escritores medievais desta região da Europa através de artigos que os mencionassem  en passant, como o de Lucie Dolezalova sobre mneumônica, publicado em   Daphnis: Zeitschrift für Mittlere Deutsche Literatur und Kultur der Frühen Neuzeit (1400-1750), reproduzido em Academia ,  que se ocupa de técnicas utilizadas na memorização de textos bíblicos. Cf. Lucie Dolezalova: "The Biblia Picta Velislai  and Latin Biblical Mneumonics in the 14th and 15 th Century Bohemia"  ou  o de  R a f al  W ó j c i k. " MASTERS, PUPILS, FRIENDS, AND THIEVES. A Fashion of Ars memorativa in the Environment of the Early German Humanists". Felizmente um projeto acadêmico croata de grande envergadura,  por uma reduzida equipe de idealistas,  vem mudar esta situação e mostrar uma via promissora a ser seguida por outros países, inclusive pelo Brasil e Portugal, para divulgar e recuperar o uso da língua latina como instrumento moderno de comunicação acadêmica e internacional,  a partir dos autores nacionais que a utilizaram durante séculos.

Uma Apresentação Histórica e Política da Extinta Federação da  Juguslavia ( România Oriental)

Source: Da Ilíria à Federação Jugoslava e à Indepedência das suas Repúblicas. Apud: Investigação Científica e Ensino Superior na República da Croácia. Autor:  Vasco Oliveira e Cunha * Professor-Coordenador Da Esev.

http://www.ipv.pt/millenium/esf13_1.htm

1. Os Ilírios.   Povo semi-bárbaro, e vivendo da pirataria, segundo os gregos, os ilírios, de origem indo-europeia e mediterrânica, estabeleceram-se no noroeste da Península Balcânica na Segunda metade do II milénio a. C. numa região vagamente delimitada pelos gregos entre o Adriático e o Danúbio a que deram o nome de Ilíria. Contemporâneos dos fenícios, criadores do alfabeto, marinheiros e comerciantes, que a partir do séc. IX a. C. se estenderam por todo o Mediterrâneo, e mesmo para além dele; das antigas monarquias assíria (séc. VII a. C.) e babilónica (séc. VI a. C.), da civilização egípcia, da unificação do oriente médio pelos persas, de Ciro a Dario (556-486 a. C.), os ilírios viveram à margem desta evolução, praticamente isolados. A norte, os celtas encontravam-se demasiado divididos não avançado para sul do Danúbio.Só no séc. III a. C. a política de expansão romana começou a considerar o Adriático como parte da sua esfera de influência e a guerra foi levada à Ilíria. A região costeira foi mais tarde conquistada por César, estendendo-se posteriormente os romanos, com Octávio Augusto e Tibério, para o interior, até às planícies da Panónia, no Danúbio.

Dalmacia. Toda a região veio a ser designada por Dalmatia pelos romanos, mas a vasta superfície onde a Dalmatia se integrava nunca foi completamente romanizada. A orografia, por um lado, e a fronteira do Danúbio, zona de planícies, pelo outro, levaram a que só algumas zonas costeiras conservassem o seu carácter romano depois que povos eslavos, oriundos do sul da Rússia, aparentados com os checos e os polacos, a ocupassem nos inícios do séc. VII A. D..  A designação de Ilíria desapareceu então durante séculos, voltando a surgir em 1809, com Napoleão, com o estabelecimento das chamadas Províncias Ilírias. A história posterior da região, porém, com o surgimento dos movimentos nacionalistas explosivos, sobretudo na segunda metade do séc. XIX, varreu a designação por completo.

2. Os eslavos do sul (Jugoslavos), com uma grande diversidade de origens, de confissões religiosas, e vivendo numa região montanhosa muito compartimentada, estiveram durante séculos submetidos a influências centrífugas: foram uma parte integrante do Império Romano do Oriente e do Império Bizantino; os croatas e os dálmatas, católicos, tiveram como soberano, a partir de 1102, o rei da Hungria, e, na sequência da Quarta Cruzada e da tomada de Constantinopla (1204), foram dominados por Veneza, nomeadamente na Ístria, na Dalmatia e em Ragusa; os eslovenos, a norte, igualmente católicos, foram anexados pelos Habsburgos; os sérbios viram a sua soberania sucumbir aos otomanos em 1389, depois da batalha sangrenta e cruel de Kosovo Polje; os bósnios encontraram-se permanentemente na encruzilhada entre o Ocidente e o Oriente pela sua localização entre sérbios ortodoxos e cristãos romanizados.

Unificados por algum tempo pelos turcos, os jugoslavos foram dominados no séc. XVIII por venezianos, alemães, húngaros e turcos, apenas Dubrovnik (Ragusa) e uma parte do Montenegro conservando a sua condição de independência. Desde o início do séc. XIX, e até 1876, a Sérbia foi libertada da ocupação turca juntamente com uma grande parte do Montenegro. Em 1878, os montenegrinos completam a sua libertação. Nos finais do séc. XIX, na sequência do conflito entre russos e turcos, os sérbios obtêm a independência e durante as guerras balcânicas de 1912/1913 duplicam o seu território e libertam a província de Kosovo do domínio austro-húngaro, ao mesmo tempo que atraem todos os Jugoslavos, ou eslavos do sul, para a guerra com o império, na sequência do atentado de Sarajevo, que inicia a I Guerra Mundial. Em Dezembro de 1918, concluído o conflito, é criado o reino dos sérbios, croatas e eslovenos, designado por Reino da Jugoslávia em 1929, após a libertação do território esloveno, em 1919 (até então sob ocupação austríaca), da Croácia (sob ocupação húngara), da Bósnia (sob ocupação austro-húngara). A Ístria será libertada da ocupação italiana depois da II Guerra Mundial, mais concretamente entre 1945 e 1954, o mesmo sucedendo com o enclave de Zadar, com Rijeka e algumas ilhas adriáticas.

O Reino da Jugoslávia é, contudo, desmembrado em 1941 pela Alemanha de Hitler, mas libertado pelas forças jugoslavas comandadas por Josip Broz-Tito, um croata, numa guerra duríssima de resistência. O novo estado foi designado por República Federativa Socialista da Jugoslávia (R.F.S.J.), independente politicamente da U.R.S.S. desde 1948, e com uma economia autogestionária a partir de 1950. O Marechal Tito, que foi considerado no Ocidente como bastião da liberdade e, mais recentemente, como o precursor das políticas de perestroika e de glasnost de Gorbachev, ao romper com a U.R.S.S., tornou a Federação Jugoslava num modelo para os países não alinhados da Ásia, da África e da América latina. In: Danforth, K.C., 1990, p. 105. Constituída por seis repúblicas-Sérbia, Croácia, Eslovénia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia e Montenegro - e por duas províncias - Vojvodina e Kosovo-, a primeira com uma população húngara elevada, e a segunda com maioria albanesa, etnia não eslava, mas considerada pela Sérbia como o coração sagrado da sua história medieva.

Para uma melhor compreensão da realidade geográfica, económica, social, religiosa e cultural multiforme da R.F.S.J. deixam-se aqui alguns números e reflexões. O território, com 255.804 quilómetros quadrados, encontra-se separado da Hungria, a nordeste, pelas planícies de trigo da Vojvodina, confrontando a leste com a Roménia e a Bulgária. A sul, situam-se a Grécia e a Albânia. O Mar Adriático é o seu limite oeste, situando-se a Itália e a Áustria a norte e a noroeste. Com a excepção da planície danubiana, o país é atravessado de norte a sul pelos Alpes Dináricos, culminando em picos imensos no Montenegro. A montanha ocupa 70% do território. Em 1978, a população era de 21.900.000 habitantes, concentrando-se nas cidades quase 39%. A percentagem de analfabetos era de 14%. Estudavam nas nove universidades cerca de 400.000 alunos.

Uma análise breve e separada de cada uma das repúblicas em termos étnicos e culturais revela-nos o carácter distinto das suas populações, ajudando a compreender o processo de emancipação ocorrido na sequência das eleições de 1990 e, igualmente, o prestígio de Tito por ter mantido unida a federação enquanto viveu.

A Eslovénia, nação camponesa para os Habsburgos, era a república mais fortemente ocidentalizada da R.F.S.J. em 1948, com uma influência cultural alemã de séculos bem marcada. Graças aos camponeses e à influência que neles tinha o clero católico romano, a língua eslovena resistiu.

A Croácia, católica, constituída por parte da antiga província romana da Dalmatia, com língua latina, foi sempre a região mais rica, tendo como sector mais forte o turismo e, através dele, um contacto amplo e permanente com o Ocidente.

A Bósnia-Herzegovina incorreu há muitos séculos na ira papal por abraçar o credo da seita dos Bogomiles, que negava a Santíssima Trindade, o nascimento divino de Cristo e a realidade da sua forma humana, reduzida a uma aparência, e que proscrevia os ritos, a hierarquia religiosa e o baptismo. Posteriormente, durante o poder otomano, os bósnios e o povo da Herzegovina converteram-se ao islamismo, organizando-se os muçulmanos como nacionalidade étnica em 1969. Actualmente, a população islâmica representa 40%.

A população da Sérvia constitui 40% da Federação Jugoslava. A preservação da sua fé ortodoxa através dos séculos de ocupação turca constituiu sempre um desafio aos ocupantes.

Na província sérbia de Vojvodina vive uma minoria significativa de húngaros.

A província de Kosovo é, como já se referiu, o coração da Sérbia medieval. De fé predominantemente islâmica (90%), vivem no Kosovo 1,7 milhões de albaneses. Para os sérbios, a província é uma espécie de Palestina sérbia, mas a população islâmica considera-se detentora secular do território, mesmo antes da chegada das populações eslavas oriundas do norte.

As populações da Macedónia constituem uma mistura de eslavos, macedónios, albaneses, turcos, ciganos e gregos, sendo os macedónios maioritários e dispondo de língua própria. Para que se não esqueça, é a terra de Alexandre Magno.

A República de Montenegro, extremamente montanhosa, foi o santuário dos guerrilheiros sérbios após a batalha de Kosovo de 1389. Durante séculos, uma teocracia de bispos dominou a região mantendo a sua autonomia mesmo durante a ocupação otomana.

Em síntese: nas vésperas do início do desmembramento da R.F.S.J., os seus 24 milhões de habitantes, divididos por vinte e quatro grupos étnicos (oito deles com alguma dimensão) e por três grandes religiões, patenteavam toda a grande diversidade cultural europeia, e a existência de dois alfabetos na região, o latino e o cirílico, e de quatro línguas nacionais (o grupo serbo-croata, o esloveno, o macedónio e o albanês) aprofundava essa diversidade.  Para além desta realidade, havia uma situação económica bem difícil: os padrões de vida tinham baixado até ao nível da década de sessenta; o desemprego rondava os 20%; a dívida externa ascendia a dezasseis biliões de dólares. O desmoronar da federação em estados nacionais tornou-se inevitável. Em 1990, as eleições confirmaram o despertar dos nacionalismos antisérbios e secessionistas da Eslovénia, Croácia, Bósnia-Herzegovina e Macedónia e a sua independência foi reconhecida pela maior parte da comunidade internacional num contexto de guerra civil.

BIBLIOGRAFIA

DANFORTH, K. C. Yugoslavia - A House Much Divided. In National Geographic, Vol. 178, no 2, August 1990, pp. 92-123.

DUBY, G. Atlas Histórico Mundial. Madrid: Editorial Debate (Edição actualizada a 1993). Título original: Atlas Historique. Paris: Librairie Larousse, 1997.

Higher Education Institutions in the Republic of Croatia. The Ministry of Science and Technology, Zabreb, June 1997.

Jugoslávia. In Guia do Terceiro Mundo. Suplemento Anual dos Cadernos do Terceiro Mundo. Lisboa: Tricontinental Editora, Lda, 1980, pp. 158-159.

PERIC, I. A History of the Croats. Zagreb: Center of Technology Transfer (CTT), 1998.

Scientific Research in Croatia. The Ministry of Science and Technology, Zagreb, 1995.

The Thousand Islands of the Croatian Adriatic. Croatian National Tourism Office, Zagreb, s/ data.

VRATUŠA, A., DJILAS, M., SINGLETON, F., MEISTER, A.. A Jugoslávia de Hoje. Lisboa: Cadernos D. Quixote, nº 46, 1972.

SOURCE: INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA E ENSINO SUPERIOR NA REPÚBLICA DA CROÁCIA

VASCO OLIVEIRA E CUNHA * PROFESSOR-COORDENADOR DA ESEV.

http://www.ipv.pt/millenium/esf13_1.htm


01=  O LATIM MEDIEVAL NA CROACIA. MEDIEVAL LATIM IN CROATIA. THE CROATIAN LATIN DIGITIZING PROJECT

DESCRIPTION OF A DIGITAZING PROJECT OF LATIN TEXTS OF CROATIAN AUTHORS BY PROFESSOR NEVEN JACOVIC

Croatian Latin: " Digitizing Croatian Latin Writers. Neven Jovanovic". Department of Classical Philology.Faculty of Humanities and Social Sciences. University of Zagreb. Luciceva 3, HR-10000 Zagreb, Hrvatska / Croatia

O projeto de digitalização de autores croatas, que escreveram em latim, referido no artigo  Digitizing Croatian Latin Writers
por  Neven Jovanovic já vai adiantado e pode ser pesquisado no site:

CROATIAE AUCTORES LATINI (CROALA). COLLECTIO ELECTRONICA

Qui et quid? Opera Auctores. Schola et Opuscula.  Nexus et Bibliographica . Textus.  Liberi .

http://www.ffzg.unizg.hr/klafil/croala/

O trabalho de Neven Janovic e sua equipe é exemplar, não só pela simplicidade de sua concepção como pela facilidade de acesso. Cf. o pdf  Croatian Latin . O Latin da Croatia. Os objetivos do projeto são absolutamente práticos conforme podemos inferir do plano abaixo apresentado noutro artigo eletrônico:

Planned

(I) =a school corpus of Greek and Latin texts aligned with Croatian translations, to be used in classrooms (grammar schools and universities, some 25.000 potential users); see the rationale in this document (Google Drive, including links to examples); some musings on Greek to Latin translation (done by Croatians) here: levenshtein-translation

(II)=use this corpus, together with treebanks, to produce a modern Greek - Croatian and Latin - Croatian school dictionary, with contributions by students

(III)= use these experiences and materials to build a large bilingual anthology of Croatian Latin writers, both as an online publication and as a book

(IV)= adapt treebanking to make possible a language-neutral, world-wide competitions in Greek and Latin language proficiency (students produce treebanks of Greek and Latin sentences, with grammatical terminology in their own first language, but terminology is compatible across languages)

(V)= a set of instructions for doing research with CroALa, see samples here: croala-schola.

(VI)= a BaseX database of Mercurius Croaticus, searchable with XQuery, to serve as a bibliography of manuscripts and printed Croatian Latin texts (cf. basex-adv)

http://www.ffzg.unizg.hr/klafil/dokuwiki/doku.php/jovanovic-digital-bibliography