LÍNGUAS AUXILIARES INTERNACIONAIS. Click Δ para abrir Subpáginas

INTERNATIONAL AUXILIARY LANGUAGES. PROF. DR. DARCY CARVALHO. 04/01/2014
BIBLIOGRAFIA. A GENERAL BRAZILIAN  BIBLIOGRAPHY FOR THE STUDY OF LANGUAGES

A QUESTÃO DAS LÍNGUAS AUXILIARES INTERNACIONAIS

1. WALDSON PINHEIRO, “INTERLÍNGUA, A SOLUÇÃO NATURAL”.

http://www.interlingua.org.br/txt/solucao/questao.html

Neste artigo o Professor Waldson Pinheiro apresenta fatos e argumentos que justificam a necessidade de línguas auxiliares internacionais . O artigo foi publicado pela Union Brasilian pro Interlingua, União Brasileira pró Interlingua.

CITO: WALDSON PINHEIRO. Vivemos desde algumas décadas na chamada aldeia global, que existe de fato na informação instantânea do que acontece em qualquer de seus recantos. Infelizmente, quando habitantes de diversas moradas dessa aldeia topam uns com os outros, o que prevalece é a velha imagem do babelismo: não se entendem com suas línguas diferentes. É quando se faz sentir intensamente a necessidade de intercomunicação oral e escrita. A multiplicidade de idiomas ocasiona sérias dificuldades, e não seria sensato tentar fazer as pessoas poliglotas. Isso não significa, porém, desaconselhar o estudo de línguas estrangeiras. Tal estudo pode ser altamente gratificante e mesmo necessário. Nenhum brasileiro conseguirá ser versado na cultura islâmica sem conhecer a língua árabe, ou especialista em Goethe sem saber alemão. Mas, quando se trata de contactos internacionais múltiplos, para fins de turismo, negócios, congressos, cursos breves e leituras especializadas, aí se faz extremamente necessária a adoção de uma língua auxiliar internacional.

Periodicamente, determinado idioma nacional tem servido de instrumento parcial de comunicação, propagado pelo poder militar, econômico ou tecnológico de seus falantes nativos. No Mundo Antigo Ocidental foi o grego, o latim na Idade Média, o francês nos dois últimos séculos. Atualmente o inglês assume a liderança, a ser sucedido possivelmente pelo alemão ou japonês em futuro próximo. É oportuno lembrar que o português foi no século XVI a língua franca do comércio marítimo para a Índia e o Japão. Claro está que, se houvesse um acordo internacional para se adotar uma das línguas nacionais como segunda língua da humanidade, o problema imediato de remoção das barreiras lingüísticas estaria resolvido. Mas a um custo muito elevado em termos de auto-estima de cada nacionalidade. Fosse o inglês, por exemplo, esta seria a solução ideal para os povos de língua inglesa, que poderiam assim ter o resto do mundo como uma grande colônia. Daí que, por motivos nacionalistas, os outros grandes países jamais concederão à Inglaterra e aos Estados Unidos o privilégio inaudito de utilizar sempre o inglês como a única língua oficial nas negociações.

Além disso, o inglês não é tão fácil como querem seus propagandistas. Sua gramática é realmente muito mais simples que a do russo, do alemão e do português. Mas sua grafia é um caso patológico. Teríamos todos de conviver com a escrita mais caótica de todas as línguas que usam alfabeto. Nunca se pode saber como ler uma palavra que já não se conheça. É preciso aprender escrita e pronúncia como coisas separadas. O inglês escrito é o chinês da Europa, e não há como fazer-lhe uma reforma ortográfica. Aliás, já se estuda inglês em todos os países, mas em nenhuma parte o bastante que alguém possa publicar nessa língua sem o mandar revisar por um falante nativo. A realidade hoje é que não existe uma língua comum. Imagine-se então o mal-estar de muitos cientistas sabedores da existência de valiosas pesquisas que continuam desconhecidas por falta de tradução.

A ausência de uma língua comum dificulta o intercâmbio de idéias, obras culturais e mercadorias. Limita as viagens dos representantes industriais e comerciais, restringindo oportunidades. Numa era em que a tecnologia tornou instantânea a comunicação verbal e escrita, o elo mais fraco na cadeia da comunicação é a incapacidade das pessoas para falar e entender as línguas umas das outras. O que se tem feito até agora, a nível oficial, para enfrentar esta realidade? Após a I Guerra Mundial, a Liga das Nações tinha só o inglês e o francês como línguas oficiais. a ONU, fundada em 1945, adotou esses dois idiomas como "línguas de trabalho", entre as cinco línguas oficiais: inglês, francês, espanhol, russo e chinês. Dessa forma, os discursos ou comunicações poderiam ser feitos em qualquer dessas línguas oficiais, observado o seguinte dispositivo: um pronunciamento feito em uma das línguas de trabalho só precisaria ser traduzido para a outra; mas, se feito em uma das outras três oficiais, teria de ser traduzido em ambas as línguas de trabalho. Pressão posterior levou ao reconhecimento de outras línguas de trabalho. A UNESCO, em 1966, aceitou o árabe como a sexta língua para as conferências, e sua revista é publicada, com o mesmo conteúdo, em 11 línguas.

Apenas a Corte Internacional de Justiça, em Haia, mantém o inglês e o francês como únicas línguas oficiais. Ironicamente, o princípio básico de justiça internacional fica destarte prejudicado, pois um advogado de língua inglesa ou francesa perante aquela Corta goza de uma vantagem injusta sobre qualquer outro que não esteja usando sua língua materna. O problema com a diversidade de línguas é ainda mais complicado na União Européia, onde atualmente há onze línguas "oficiais": alemão, dinamarquês, espanhol, finlandês, francês, grego, holandês, inglês, italiano, português e sueco. Como muitas outras nações devem ingressar na União Européia, a tendência é que esse número se eleve a vinte ou mais idiomas. A União Européia já despende 60% de seu orçamento administrativo com traduções e interpretações, trabalhando apenas com onze línguas.

Por sua vez, o sistema de traduções e interpretações presta-se a muitas falhas. Mesmo com tradutores e intérpretes de primeira classe, os mal-entendidos são freqüentes. Sirva de exemplo o famoso incidente na ONU entre o representante francês e o dos Estados Unidos, que protestou contra as palavras do colega. Dizia o francês: "La France demande aux États Unis de..." (A França pede aos Estados Unidos que...), frase traduzida em inglês como: "France demands that the United States..." (A França exige que os Estados Unidos...). É que o tradutor confundiu o "demande" francês como o "demands" inglês, semelhantes na grafia e som mas diferentes em significado. A essa espécie de termos facilmente confundíveis chamam os franceses de "faux amis" (falsos amigos). Quanto mais técnico e especializado seja o discurso ou o texto, maior deve ser a competência nas duas línguas por parte do tradutor, aliada ainda a um bom conhecimento da matéria tratada.

Muitas vezes também não se traduz ou interpreta da língua original, mas de uma tradução ou interpretação noutra língua. Pode-se facilmente imaginar as divergências que podem surgir nesse processo. Discursando, por exemplo, o representante da Dinamarca, um tradutor português poderá achar mais cômodo traduzir da tradução que está fazendo seu colega francês ou espanhol. O número de tradutores e intérpretes necessários em qualquer conferência aumenta em progressão geométrica, de fórmula x = n × (n – 1), onde "n" representa o número de línguas usadas.

Daí para duas línguas:

x = 2 × (2 – 1) = 2 × 1 = 2;

e para as onze línguas atuais da União Européia:

x = 11 × (11 – 1) = 11 × 10 = 110.

[....] Vide Diagramas em 1 e 2 , no artigo original.

O diagrama 1 ilustra este último caso, e o digrama 2 mostra a redução do número de tradutores para um processo de tradução de apenas dois estágios, quando se traduz de determinada língua para outra "neutra", uma "língua-ponte", e em seguida desta para cada uma das demais. Este segundo processo possibilitaria uma economia substancial de tempo, de funcionários e conseqüentemente de recursos financeiros. Como acabamos de ver, recorrer a tradutores e intérpretes, sempre em crescente demanda, não garante perfeita satisfação e envolve pesados investimentos. Derivou-se então para as possibilidades da tradução mecânica através da versatilidade dos computadores.

Evidentemente, ninguém espera que um programa de computador produza textos literários. Feita esta reserva, em matérias científicas e técnicas, torna-se aceitável obter uma tradução um tanto tosca mas inteligível ao especialista. A grande dificuldade da tradução por computador reside na linguagem humana, freqüentemente ilógica e ambígua. O computador poderá mesmo reproduzir a anedota do estudante de inglês que, ouvindo bater à sua porta, folheia rápido o dicionário procurando a palavra "entre!" e grita um sonoro "between". A confusão aqui feita entre verbo e preposição pode repetir-se com muitas outras palavras. O português "como", dependendo do contexto, será traduzido em inglês pela forma verbal "I eat", pelo advérbio "how" ou pelas conjunções "as" e "like". A palavra "alto" poderá ser os adjetivos "high" ou "tall", que têm uso diferenciado (edifício alto é "high building", mas homem alto é "tall man"), ou o substantivo "top", ou a interjeição "halt!".

A tradução também não pode ser simplesmente a substituição de uma palavra por outra. A frase em inglês "at last he wakes up" (finalmente ele desperta) poderia terminar traduzida como "em lastro ele acorda para cima", um completo disparate. Ainda outro problema é que muitas vezes não há correspondência perfeita entre as palavras de duas línguas. Exemplifiquemos com a palavra inglesa "room", imediatamente traduzida como "sala" ou "quarto" por alguém que tenha estudado um pouco de inglês. Ocorre, porém, que o significado básico desta palavra é "espaço", como na frase "It took up much room" (ocupou muito espaço), que uma tradução desastrada, palavra por palavra, transformaria em algo como "ele tomou em cima muita sala". Outras vezes a tradução pressupõe conhecimentos gerais, como é o caso de um texto alusivo à Guerra de Tróia, onde a passagem Paris' arrow foi vertida como "flecha de Paris" (capital da França), quando o legítimo significado era "flecha de Páris" (aquela envenenada com que o príncipe troiano Páris acertou o calcanhar de Aquiles). Por último, cabe comentar as tentativas de solucionar a questão da língua comum internacional, através de uma língua planejada, sem as irregularidades das línguas naturais e dotada de um caráter de neutralidade.

No século XVII, sábios do porte do francês Descartes, do tcheco Komensky (mais conhecido por Comenius) e do alemão Leibnitz defendiam a idéia de uma língua filosófica, perfeitamente regular e isenta das ambigüidades dos idiomas nacionais. No século XVIII, ocorreu até um protesto inglês contra a pretensão francesa de que tratados comerciais entre nações fossem oficialmente redigidos em francês. Defendiam então os súditos de Sua Majestade Britânica que "todas as nações têm o direito de relacionarem-se em uma língua neutra".

Quando a Europa, por intermédio de seus missionários, entrou em contacto com a escrita chinesa de caráter ideográfico, houve quem imaginasse que ali estava a solução para o intercâmbio de idéias entre os povos europeus de línguas diferentes. Bastaria dividir os conhecimentos humanos em certo número de categorias lógicas e criar símbolos para todos os conceitos. Chama-se a isto Pasigrafia, ou escrita universal. J. J. Becher, em 1661, na Alemanha, criou um sistema em que todas as palavras eram representadas por números. Note-se que o sistema de numeração usado mundialmente funciona como uma pasigrafia. O símbolo 5 evoca em todas as pessoas a mesma idéia, não obstante ser chamado "cinco" em português, "five" em inglês, "pyat" em russo, "khamsa" em árabe e "go" em japonês.

Uma utilização moderna dos princípios da pasigrafia pode ser encontrada nos sinais internacionais de trânsito. Ainda em 1957, novo modelo de pasigrafia estava sendo proposto, o Picto, engenhoso sistema composto por 400 ideóglifos — desenhos de idéias. A primeira língua planejada a ter notável difusão por toda uma década foi o Volapük, a partir de 1880, criada pelo sacerdote bávaro Johann Martin Schleyer, língua extraordinariamente regular e incompreensível para todos os não-iniciados, o que pelo menos lhe confere extrema neutralidade. "Bodi absik vädelik givolös obes adelo!", em volapuque equivale à súplica "o pão nosso de cada dia nos dai hoje!".

O Volapuque foi logo em seguida suplantado pelo Esperanto, divulgado em 1887 pelo oftalmologista judeu-polonês L. L. Zamenhof. O esperanto tem sido o projeto de língua auxiliar de maior difusão, juntamente com seu rebento, o Ido, projeto reformista proposto em 1907. Em 1903, o matemático italiano Giuseppe Peano propôs seu projeto naturalista Latino sine flexione, que simplesmente utilizava o vocabulário latino despido de flexões nominais e verbais e livre de quase toda gramática. O lingüista dinamarquês Otto Jespersen, reconhecido como uma das maiores autoridades em língua inglesa, contribuiu, em 1928, com um projeto de sua lavra, o Novial, sob o lema de que "a melhor língua internacional é aquela que em todos os pontos oferece maior facilidade ao maior número".

Outro conhecido projetista de uma língua auxiliar, que se propôs equilibrar as exigências de regularidade da derivação vocabular e da naturalidade do aspecto das palavras, foi o teuto-lituano Edgar von Wahl. Sua criação, o Occidental, aproxima-se de muito perto da Interlíngua. Cabe também registrar a celebrada tentativa de C.K. Ogden, da Universidade de Cambridge, criador do Basic English (1935), que reduziu o vocabulário inglês a 850 palavras, das quais apenas 18 eram verbos. Tal simplificação, porém, mostrou-se ilusória, por admitir uma excessiva quantidade de idiomatismos e expressões demasiado longas. H. Heimer, filólogo sueco, publicou em 1943, seu projeto de língua auxiliar de caráter naturalista, o Mondial, muito semelhante ao Occidental. Também em 1943, o matemático L. Hogben, lançou em Londres seu projeto Interglossa, inspirado no Basic English, no qual utilizava um vocabulário básico de 880 palavras de origem grega e latina, e adotava uma sintaxe chinesa.

Quanto ao projeto da IALA, a interlíngua, iniciaremos o estudo de sua gênese no próximo capítulo. FINIS CITATIONIS. WALDSON PINHEIRO, “Interlíngua, a solução natural”.

PROFESSOR WALDSON PINHEIRO. CITO: Professor Waldson Pinheiro foi um precursor em muitas áreas do saber. Antes de nos deixar repentinamente sem dizer adeus ele criava uma outra língua universal: A interlíngua. Desde 1991 até sua morte em 1999, prof. Waldson foi membro do conselho geral da União Mundial pro Interlíngua. Foi professor do Esperanto criado por Zamenhof e um mestre que fez da sua vida um sacerdócio. [Por: DAMATA. 13/04/2010]

http://www.substantivoplural.com.br/waldson-pinheiro-um-mestre-com-carinho/

FINIS CITATIONIS. PROF. DR. DARCY CARVALHO 07/01/2014

2. CRITERIA TO BE MET BY MODERN LATIN IN ORDER TO BE EASILY LEARNABLE AND IMMEDIATELY USABLE.

LATIN AS AN INTERNATIONAL AUXILIARY LANGUAGE  LANGUAGE 

O LATIM COMO LÍNGUA INTERNACIONAL

Prof. Dr. Darcy Carvalho. São Paulo, Brazil. 2014. 

There are several basic criteria that Latin has to meet to become  an acceptable international auxiliary language for daily use :

1. The Latin alphabet has to be such that in it we would be able of transcribe words of any of the languages of the contemporary World, without using diacritics of any kind. The alphabet and orthographic  system must be compatible with those of the major languages of the world and must not create any confusion for English, German, French, Spanish, Japanese nor Chinese speakers. The orthographic  and writing system has to be such that the Latin  language corpus on-line can be easily read and used by users of modern Latin. The letters and symbols used in a text of the Latin Modern  Language have to be present on all the   contemporary computer keyboards of the world, and have to be legible by all standard browsers and operating systems. In other words, compatibility with U.S. keyboard is mandatory.

These criteria for the presentation of documents in modern Latin  can be easily satisfied by adoption of the orthography exhibited in Lewis and Short or Gaffiot and by  the adoption of the 26 letters of the English Latin alphabet. They  impose therefore  the orthographical normalization of medieval texts, and use of the Ramist French orthography for classical texts, to possibilitate the   merging of classical medieval and modern texts. These criteria repudiate the attempts to impose a reconstructed classical ortography.

2. The pronunciation and grammar must be simplified in order to be easily learned by students of the whole world. For learning purposes each country may adopt its traditional pronunciation, while imparting fully knowledge of alternative pronunciations for international oral communications. Both the ecclesiatical and the reconstructed pronunciations are arbitrary pronunciations arbitrarily imposed by the pope and  by a handfull of academics. In modern Latin we no longer  distinguish between short and long vowels.

3. The spoken and written  Latin language must be easily understood by all without the  need of  long special training. The modern Latin  vocabulary must be international and mostly based on the Romance  languages and English. The writers will  always select those words which are most universally understood by the largest number speakers.

4. Modern Latin  Language must be suitable for commercial and scientific purposes, as well  as for educational, politicial,  internet presentations, litterature  in the broad sense,   poetry, song and arts.

5. Modern Latin  Language should  be logical, using a  simple, regular  grammar, but there should be no fundamental distinction between Modern Latin and Classical Latin, in morphology, orthography,  grammar or  vocabulary.

6. Modern Latin has a potential vocabulary of about 650 million words, by comprising  Latin or Greek vocabula of every age, by creating neologisms, accepting and absorbing  words from other languages without the need to change their spelling or original forms.

8. In translations of modern languages into  modern Latin each foreign word must be translated by a single Latin term, but translations must be according to sense and non verbo ad verbum because Latin favours concision.

9. Modern Latin is classical Latin with a rigid syntaxe or with a prescribed word order: subject-verb-direct objec- indirect object. Any classical text can be turned into modern Latin by the simple construction of the text.

10.  Interlinear translations,  juxtalinear translation ou literal translations of the classics should be used by beginners to write Latin in analytical order and for  learning  the mechanism of declensions and conjugations.

VIDO ANGELINI  perfectly describes the kind of diglossy that existed in the great days of Rome, an artificial  diglossy that Modern Latin must overcome , a litterary language in perfect divorce from the colloquial everyday practical language:

Cito: ' Universim lingua Latina censetur esse una, at reapse ipsa est duplex: ex una parte, exstat lingua quam litterariam vocaverim, lingua nempe excellentium Romanorum Auctorum, lingua Caesaris, Ciceronis, Sallustii, Livii, Taciti, lingua ardua, ample architectonica, interdum labyrintica, quam secreta quaedam unda musica pervadit, quae a callida verborum dispositione exsurgit et a clausulis. Scriptor enim Latinus erat quasi quidam strategus linguae, qui intente atque naviter elementa periodorum disponebat, ita ut sapientem et implexam structuram assequeretur.

Apte per imaginem reddidit periodorum naturam linguae latinae litterariae praeclarus philologus francogallicus Marouzeau; hoc modo, ille adfirmat, Latina periodus formatur: exsurgit arcus, qui cito manet suspensus in aere; alius exsurgit, et ipse manens truncus, itidem inde alii; interdum aliquis ex illis suam invenit basim et concluditur; cum autem periodus clauditur, ante oculos cumulum arcuum se invicem intersecantium habemus, quos in ordine recto disponere oportebit ita ut omnium partium significationem patefaciant earumque nexus.

Ex altera parte, exstitit lingua Latina cotidiana, quam ego voco colloquialem, interdum etiam Cartesianam, quatenus praeditam crystallina evidentia, lingua qua Romani utebantur domi, per vias, in foris, inter se candide et confidenter sermocinantes, quae lingua, sicut quaelibet lingua cotidiana, (quam Itali lingua parlata vocant, Umgangsprache Theodisci), erat directa, simplex, seclusis inversionibus et elegantiis.


Quod vero hae duae linguae Latinae sunt inter se dilucide ac plane discrepantes, ex hoc depromitur quod a diversis formis mentis scaturiunt (italice dicimus «scaturiscono da due diversi atteggiamenti mentali»): loquentes cotidiane, huc tantummodo spectant, ut simpliciter ac distincte sua cogitata suasque necessitates communicent. Auctor contra Latinus, cum stilum manu sumebat, sibi proponebat ut opus artis conficeret, ideoque stricte exquisitis minutisque legibus artis rhetoricae et stilisticae obtemperabat et exarabat quam apte Theodisci Kunstprosam appellant, quam Leontinus Gorgias excogitavit et diffudit et quam Isocrates Graecus et Romanus Cicero ad summam perfectionem adduxerunt'. Finis Citationis.

http://www.latinitatis.com/latinitas/textus/angelinolat.htm

In the Latin  language (as well as in all Slavic languages),  word order in a sentence is rather flexible. In English, Portuguese, Italian, and other Romance languages, word order is not free,  a fixed  position of words in sentences is necessary to inform, whether it is a noun, adjective, verb, subject, object, or something else. Classical  Latin  words have their own endings (declension and conjugation), in which is stored the complete information about their grammatical function, so there is no need for any word to respect a specific position in the sentence.

Though in utilitarian modern Latin the  sentence is  by design generally arranged in the same way as in English, "subject-verb-object" ,  the grammar rules of modern Latin also do allow to use virtually any combination of subject, verb, object,  in order to  eventually stress different components of the sentence.

Besides keeping the basic order subject- verb- object, words cannot be mixed in a random way. For example, if some adjective belongs to some noun, it must lie in front or behind  its corresponding noun and between these words must not be inserted  any another element of the sentence. Overall, this means that the Latin  sentence is best to be explained as a branched tree. The branches represent particular sentence components, mutually may have flexible order, but elements within some one branch must not be mixed with elements of some another branch.

Basic elements in a Latin sentence are:

1.The subject . This is a noun or conjunction of more nouns or pronouns or numerals in the nominative case,

2.The verbal  part, which is made by at least one verb optionally extended by adverbs,

3.The object parts: the direct object, which is a noun or conjunct of more nouns in accusative case  and  the indirect object case,  the dative case with or without preposition.

4.Other  possible additional parts:  either made by absolute ablatives or adverbs or by nouns, pronouns or numerals in various cases preceded by  one of the  the 29 prepositions.

Any noun or pronoun or numeral at any position can be extended by additional adjectives or pronouns or numerals or attributes, any adjective can be extended by additional adjectives or adverbs, and any adverb can be extended by additional adverbs.

Although these rules  may  seem  complicate we do follow them naturally when we write Latin as if we were writing English or any of the Romance languages or modern Greek.

These are also the exact rules that constructors of artificial languages  must adopt to create a very simplest  syntaxe for their products: subject- verb- objects,  and respective complements.

This word order certainly  makes redundant the Latin cases terminations. Contrarily to Peano who,  finding out this truth, went two step further and created Latino sine flexione, without declensions and conjugations,  we do not want to destroy Latin and substitute another language for it. We must respect Latin morphology, its complete declensions and conjugations schemes, so that classical Latin, medieval Latin, renascentist Latin and the scientific Latin of the XVI, XVII and  XVIII  centuries, whose vocabulary modern Latin incorporates and expands,  may continue at our easy reach. Prof. Dr. Darcy Carvalho. FEAUSP. 2014

 

 

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Darcy Carvalho,
30 de jun de 2014 14:42
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Darcy Carvalho,
15 de ago de 2014 05:27
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Darcy Carvalho,
15 de jul de 2014 17:46
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Darcy Carvalho,
15 de ago de 2014 05:55
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Darcy Carvalho,
15 de ago de 2014 06:23
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Darcy Carvalho,
30 de jun de 2014 14:34
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Darcy Carvalho,
15 de jul de 2014 17:48
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Darcy Carvalho,
15 de ago de 2014 06:50
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