01 A Simplificação do Latim por Giuseppe Peano

Línguas Auxiliares Internacionais

A SIMPLIFICAÇÃO DO LATIM POR GIUSEPPE PEANO [ Em Construção]

A Simplificação do Latim por Giuseppe Peano

Tradução em Português do Artigo de Giuseppe Peano

De Latino Sine Flexione. Lingua Auxiliari Internationali ( 1903)

Darcy Carvalho. 06/01/2014

Proemio

A partir do século XIV, as línguas vernáculas da Europa começaram a substituir o Latim em todas as áreas da comunicação social. Por 1500 anos a Língua Latina apresentara-se como o único idioma culto de uso geral no Império Romano e nos países que resultaram da sua crescente fragmentação, política e econômica , a partir do século IV.

As principais línguas vernáculas da Europa, derivadas do Latim, apresentavam-se como imensamente mais simples do que o idioma romano, tanto em termos de morfologia , pela simples abolição dos casos, como de sintaxe, pela adoção da ordem analítica na disposição das palavras.

Á medida em que, nos diversos países , as línguas vernáculas substituiam o Latim nas publicações científicas , surgia também o problema da incomunicabilidade entre os cientistas dos diferentes países europeus, agora obrigados a serem capazes de ler em diversos idiomas nacionais.

A partir do século XVII, por razões políticas, científicas e culturais, o Francês eventualmente tornar-se-ia uma língua de conhecimento geral e passaria a desempenhar, até meados do século XX, o papel de meio internacional de comunicação , que por séculos coubera ao Latim. Hoje, esse papel cabe, incontestavelmente ao Inglês, por razões óbvias e conhecidas de todos os nossos contemporâneos.

Alguns filósofos do século XVII, que ainda redigiam em Latim, observando o babelismo que começava a implantar-se na Europa e, ao mesmo tempo, reconhecendo as crescentes dificuldades de adquirir proficiência em Latim, cogitaram de possíveis simplificações na gramática desta língua, cuja continuação em existência estava já definitivamente comprometida pela exuberância dos vernáculos, e deterioração do seu ensino.

Um desses filosofos foi Leibniz, poliglota e exímio latinista. Dele partiram algumas breves considerações sobre a possibilidade de simplificar a língua latina, para voltar a tê-la com língua internacional. Outro, foi Descartes que elaborou sobre as qualidades que uma língua internacional deveria ter . Neste contexto é que o matemático italiano Giuseppe Peano, inspirado em Descates e Leibniz , procurou demonstrar a possibilidade de simplificar o Latim, para reinstalá-lo como língua internacional .

Antes de apresentar a tradução do artigo de Giuseppe Peano denominado De Latino sine flexione, comentaremos as consequências dele. Na verdade o Latim não foi simplificado mas sim transformado noutras línguas, Interlingua, Ido, etc. com diferentes gramáticas e diferentes vocabulários , grande e preposteramente modificados em sua morfologia. As raízes dessas radicais transformações ficam patentes no próprio artigo de Peano.

A SIMPLIFICAÇÃO DO LATIM POR GIUSEPPE PEANO

Abstract. Giuseppe Peano, matemático italiano, partindo de algumas considerações sobre o idioma latino, encontradas em escritos inéditos de Leibniz e na correspondência de Renato Descartes, escreveu um artigo sobre a possiblilidade de simplificar radicalmente a língua latina, com a eliminação das suas flexões, ou seja, dos seis casos, dos três gêneros e dos dois números dos substantivos, com radicais mudanças também na conjugação verbal. O artigo de Peano, redigido em latim normal e em latim simplificado pela eliminação das flexões, foi publicado na Révue de Mathématiques, Tomo VIII, N.3, pp, 74-83, 1903, tendo sido concebido originalmente como um discurso a ser pronunciado numa conferência de matemáticos, com o título De latino sine flexione. Lingua auxiliare internationale.

Traduzir Peano é uma experiência interessante, porque  o autor começa em latim, mas à medida que expõe as possibilidades de simplificação morfológica e sintática do idioma latino vai modificando o latim do seu texto expositivo para dessa forma demonstrar a sua tese inicial << non tota língua latina est necessaria; parva pars sufficit ad exprimendam quamlibet ideam>>, pensamento que podemos reescrever ampliando-o como: << nunca  é necessário utilizar a totalidade das possibilidades gramaticais da língua  latina , uma pequena parte é suficiente para exprimirmos  não importa qual ideia>>. Partindo  dessa  constatação , nos parágrafos seguintes o autor vai descartando progressivamente a gramática latina  até terminar noutra língua que denomina latino sine flexione, idioma novo com característica de língua auxiliar internacional, ou seja, uma língua que qualquer pessoa proficiente num dos idiomas cultos da Europa poderia  entender sem grandes problemas.
SOURCES:

https://sites.google.com/site/latinosineflexio/de-latino-sine-flexione-1903

http://archive.org/stream/delatinosineflex35803gut/pg35803.txt

DE LATINO SINE FLEXIONE. LINGUA AUXILIARI INTERNATIONALI. AUCTORE GIUSEPPE PEANO TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS POR DARCY CARVALHO

1 Lingua latina fuit internationalis in omni scientia, ab imperio Romano, usque ad finem saeculi xviii. Hodie multi reputant illam nimis difficilem esse, iam in scientia, magis in commercio. Sed non tota lingua latina est necessaria; parva pars sufficit ad exprimendam quamlibet ideam.

A lingua latina foi internacionalmente utilizada em todas as ciencias, desde o imperio romano ate o fim do seculo xviii. Hoje muitos reputam-na excessivamente dificil, tanto na ciencia como ainda mais no comércio. Entretanto , a lingua latina não é necessária na sua totalidade, uma pequena parte dela basta para exprimir qualquer ideia.

2 § 1. – Casus: « Nominum casus semper eliminari possunt substitutis in eorum locum particulis quibusdam ». LEIBNIZ, Ed. Couturat a. 1901, p. 67. Lingua latina exprimit nominum casus cum praepositionibus « de, ad, ab, ex,… » et cum postpositionibus vel desinentiis. Prima methodus sufficit; ipsa sola invenitur in latino populare, a quo derivant linguae neolatinae, ut italica, franca, hispanica, etc.

2 § 1. – Casos:« Os casos dos nomes sempre podem ser eliminados pondo-se no lugar deles partículas quaisquer». LEIBNIZ, Ed. Couturat a. 1901, p. 67. escreveu: ' A língua latina exprime os casos dos nomes com as preposições « de, ad, ab, ex,… » ou  com posposições ou desinências. O primeiro método é suficiente ; e só esse metodo é encontrado em latim popular, do qual derivam as línguas neolatinas, como a italiana, a  francesa e a hispânica, etc. 

3 Sumimus nomen inflexibile sub forma simpliciore, quae est ablativus, vel nominativus, vel alia. Indicamus genitivo cum de, dativo cum ad, ablativo cum ab, ex, … Accusativo indicatur cum constructione, ut in linguis neolatinis, scilicet cum serie: nominativo—verbo—accusativo, vel cum serie: qui-accusativo—nominativo—verbo.

3. Assumimos o nome como inflexível sob a sua forma mais simples, que é o ablativo, o nominativo, ou outro. Indicamus o genitivo com de, o dativo com ad, o ablativo com ab, ex, …  O acusativo é indicado  com  a construção.

4 Vocabulario latino commune continet nominativo et genitivo de nomen. Regula commoda haec est: « Sumimus nomen inflexibile. « a) aut identico ad nominativo, « b) aut nominativo, mutata desinentia -us, -um, -u, -es in -o, -o, -o, -e, « c) aut genitivo, mutata desinentia -i in -o, -is in -e. « d) ad nominativo ego, tu, aliquis, responde (ablativo) me, te, aliquo. »

4 O vocabulario latino comum contem o nominativo e o genitivo do nome. Uma regra cômoda é  esta: « Assumimo o  nome como inflexivel « a) ou  identico ao nominativo, « b) ou o nominativo, mudada a desinencia -us, -um, -u, -es in -o, -o, -o, -e, « c) ou o genitivo, mudada a desinentia -i in -o, -is em  -e. « d) ao  nominativo ego, tu, aliquis, corresponde o (ablativo) me, te, aliquo. »

5 Regula a) producit nulla ambiguitate, quae iam non sit in latino. Regulae b) c) d) brevi exprimunt formatione de ablativo, cum reductione de 4-a declinatione ad 2-a, et cum reductione ad forma unica de 3-a declinatione.

5 Regula a) producit nulla ambiguitate, quae iam non sit in latino. Regulae b) c) d) brevi exprimunt formatione de ablativo, cum reductione de 4-a declinatione ad 2-a, et cum reductione ad forma unica de 3-a declinatione.

6 § 2. – Genere masculino, feminino et neutro: « Discrimen generis nihil pertinet ad grammaticam rationalem ». LEIBNIZ. Nomen isolato non habet genere. Quum volumus indicare ille, scribemus explicite " mas, femina ". Ita " mater est bona" fit " mater est femina bono "; sed idea de femina iam continetur in mater; igitur post simplificatione: " mater est bono ". [Juxta Formulaire de Mathématiques a. 1902, p. 7, Prop. 3•1 et 5•3.]. Indicatione de genere evanescit saepe in lingua scientifica. In lingua familiare sufficit conservare genere in uno pronomen " is, ea, id ", vel in antiquo " hi, hae, ho " .

6 § 2. – Genere masculino, feminino et neutro: « Discrimen generis nihil pertinet ad grammaticam rationalem ». LEIBNIZ. Nomen isolato non habet genere. Quum volumus indicare ille, scribemus explicite " mas, femina ". Ita " mater est bona" fit " mater est femina bono "; sed idea de femina iam continetur in mater; igitur post simplificatione: " mater est bono ". [Juxta Formulaire de Mathématiques a. 1902, p. 7, Prop. 3•1 et 5•3.]. Indicatione de genere evanescit saepe in lingua scientifica. In lingua familiare sufficit conservare genere in uno pronomen " is, ea, id ", vel in antiquo " hi, hae, ho " .

7 § 3. – Numero singulare et plurale: « Videtur pluralis inutilis in lingua rationali ». LEIBNIZ. Nomen isolato non habet numero. Ad indicando ille scribemus explicite " uno, plure ,,. Ex. " unum os habemus et duas aures " fit " habemus uno uno ore, et duo plure aure ", et post simplificatione logico " uno uno " = " uno ", et " duo plure " = " duo ", nam " duo " continet idea de " plure ", propositio fit: " habemus uno ore et duo aure ". Ex. " Omne homo est mortale, aliquo homo est nigro, multo homo est pauper, pauco homo est divite, plure homo es sapiens ". Propositione: " Romani eligebant duo consules " fit " Populo romano eligebat duo consule ".

7 § 3. – Numero singulare et plurale: « Videtur pluralis inutilis in lingua rationali ». LEIBNIZ. Nomen isolato non habet numero. Ad indicando ille scribemus explicite " uno, plure ,,. Ex. " unum os habemus et duas aures " fit " habemus uno uno ore, et duo plure aure ", et post simplificatione logico " uno uno " = " uno ", et " duo plure " = " duo ", nam " duo " continet idea de " plure ", propositio fit: " habemus uno ore et duo aure ". Ex. " Omne homo est mortale, aliquo homo est nigro, multo homo est pauper, pauco homo est divite, plure homo es sapiens ". Propositione: " Romani eligebant duo consules " fit " Populo romano eligebat duo consule ".

8 § 4. – Conjugatione de verbo:     8 § 4. – Conjugatione de verbo:

« Personae verborum possunt esse invariabiles, sufficit variari ego, tu, ille, etc. ». LEIBNIZ. Lingua latino habet discurso directo, ut: " Amicitia inter malos esse non potest " et discurso indirecto: " (Verum est) amicitiam inter malos esse non posse ". Si nos utimur semper de discurso indirecto, in verbo evanescit desinentia de persona, de modo, et saepe de tempore. Sumimus ergo nomen inflexibile, per persona modo et tempore, sub forma magis simplice, qui es imperativo, activo et passivo. Regula es: « a) Ad forma inflexibile " es, pote, vol, fi " « responde infinito " esse, posse, velle, fieri ". « b) Ad forma inflexibile de alio verbo adde -re, et te habe infinito, ut es in vocabulario latino. « c) Ad verbo activo adde -re, et te habe passivo.« d) Nos transforma verbo deponente in activo ». (Verbo " vol, dice, duce, face ", et regula d) non es exacto latino classico). Nos indica persona cum " me, te, nos …" , modo cum " si, ut, quod,…", tempore cum " heri, jam, in passato, nunc, cras, in futuro, vol, debe, …". Ex. " Me scribe. – Vos lege. – Cras me i ad Roma. – Cras me, postquam veni ad Roma, scribe ad te. – Heri me lege dum te scribe et antequam Petro veni. – Si te narra, nos audi. – Ut te vale. "

« Personae verborum possunt esse invariabiles, sufficit variari ego, tu, ille, etc. ». LEIBNIZ. Lingua latino habet discurso directo, ut: " Amicitia inter malos esse non potest " et discurso indirecto: " (Verum est) amicitiam inter malos esse non posse ". Si nos utimur semper de discurso indirecto, in verbo evanescit desinentia de persona, de modo, et saepe de tempore. Sumimus ergo nomen inflexibile, per persona modo et tempore, sub forma magis simplice, qui es imperativo, activo et passivo. Regula es: « a) Ad forma inflexibile " es, pote, vol, fi " « responde infinito " esse, posse, velle, fieri ". « b) Ad forma inflexibile de alio verbo adde -re, et te habe infinito, ut es in vocabulario latino. « c) Ad verbo activo adde -re, et te habe passivo.« d) Nos transforma verbo deponente in activo ». (Verbo " vol, dice, duce, face ", et regula d) non es exacto latino classico). Nos indica persona cum " me, te, nos …" , modo cum " si, ut, quod,…", tempore cum " heri, jam, in passato, nunc, cras, in futuro, vol, debe, …". Ex. " Me scribe. – Vos lege. – Cras me i ad Roma. – Cras me, postquam veni ad Roma, scribe ad te. – Heri me lege dum te scribe et antequam Petro veni. – Si te narra, nos audi. – Ut te vale. "

9 § 5. – Altero reductione de desinentia de verbo: Exsta aequalitate logico: lauda-nte = qui lauda, lauda-ndo = dum lauda, lauda-to = qui aliquo lauda (hoc es: " quem aliquis laudat ", juxta regula de § 1), lauda-turo = qui lauda in futuro. Petro lauda-re ab Paulo = Paulo lauda Petro. Si in loco de primo membro de uno ex hic aequalitate nos scribe secundo, omne desinentia evanesce. Sed aliquo desinentia, et non necessario, pote es utile, ut " -nte, -to ", desinentia " -vi, -bi " de passato et de futuro, et forma neolatino: " habe ama-to, es ama-to, …"

10 § 6. – Vocabulario: Vocabulario latino commune suffice ut nos traduce hic lingua. Sed si plure auctore adopta " latino sine flexione ", tunc es utile publicatione de proprio vocabulario, qui: 1) Contine nomen et verbo, solo sub forma inflexibile. 2) Contine vocabulo internationale, ut " metro, dyne, …". 3) Elige suo voce ex toto latinitate, etiam ex latino populare. Igitur nos posse sume regula: « Omne voce qui pertine ad duo lingua neolatino, p. ex, italo et franco, es latino ». 4) Simplifica derivatione et compositione de vocabulo. De ultimo subiecto me hic breviter dice. a) Substantivo diminutivo: " hortulo = parvo horto ", etc. b) Substantivo abstracto ex adiectivo vale adiectivo. Ex. " bonitas = bono ", " altitudo = alto ". c) Adiectivo qui deriva ab sustantivo vale genitivo: " aureo = de auro ", " vitulino = de vitulo ", " Romano = de Roma ", " chartaceo = ex charta ", " animoso = cum animo ". d) Substantivo abstracto ex verbo vale verbo: " Laudatio " = italico " il lodare " = anglo " to laud ", vel simpliciter " laud ". " Vita es cogitatio " fi " vivere est cogitare ", in discurso indirecto (§ 4) " vivere esse cogitare ", post reductione ad radice: " vive es cogita ". Ita " amor = ama ", " gaudio = gaude ", ... e) " Lauda-tore = qui lauda ", vel " qui sole lauda " .f) Adiectivo verbale: " erra-bundo = qui saepe erra ", " tim-ido = qui sole time ", " mord-ace = qui sole morde ", " ama-bile = qui aliquo pote ama ". g) Adverbio extracto ex adiectivo vale adiectivo. Ita in latino classico " brevi, raro, …" es adiectivo et adverbio. h) In modo simile ad " ne-sci, ne-fasto, n-ullo " nos forma " ne-facile = difficile ", " ne-digno = indigno ", " ne-normale = abnormale ", " ne-es = de-es ", " ne-multo = pauco ", etc. i) Alio praefixo, p. ex. " ab "¸ indica oppositione. j) In modo simile ad " agricola = agro-colente", "homi-cidio = homo-caede ", lice scribe: " auro-corona = corona de auro ", " me-patre = meo patre ", etc. Lingua sinense habe omne hic simplificatione, et alio.

11 § 7. – Pronuntia de latino: Pronuntia de latino non es uniforme in diverso populo. Forma meliore es antiquo: ce, ci ut italo che, chi; franco que, qui, e germano ke, ki. ge, gi ut italo ghe, ghi; franco gue, gui, e germano ge, gi. ti ut italo ti, non zi. y ut franco u, germano ü. ae ut e aperto, franco è, germano ä. oe ut franco eu, germano ö (hoc es conventione). th ut anglo th, graeco moderno θ. ph, sono producto quando nos suffla flamma. (Deriva ex graeco antiquo φ; graeco moderno pronuntia f); ch, ut germano ch, etrusco c. h, aspirato, ut germano. rh, ut franco r. qu sona ut cu in neolatino; hic duo syllaba es differente et in positione, et in pronuntiatione antiquo. [Vide A. Meillet, Introduction à l’étude comparative des langues indo-européenes, Paris a. 1903 pag. 56.] Omne alio litera ut in italo.

12 HISTORIA: Quum plure populo es in reciproco contacto, per ratione de politica, scientia et commercio, semper se manifesta necessitate de inter-lingua. Diverso populo, sub imperio Romano, adopta latino populare, qui es latino cum simplificatione de caso (§ 1). Populo Saxone, in contacto cum Anglo, forma lingua anglo moderno, qui contine simplificatione de caso (§ 1), de genere (§ 2), et in parte simplificatione de persona et de modo (§ 4). Lingua anglo tende ad perdita de omne flexione et ad monosyllabismo. Ita, in tempore historico, ori "Lingua franca" in porto de Mediterraneo, "Pidgin" in Sina, "Urdu" in India, etc. Hodie omne homo de Europa et de America, qui habe plure relatione cum extero, clama lingua internationale. Nam suffice lingua nationale ad qui habe solo relatione nationale. Conoscentia de tres aut quatuor lingua principale suffice ut nos lege, in originale aut in versione omne libro jam celebre. Sed hodie Russo, Polacco, Rumeno, Japonico, … publica in suo lingua libro originale, et non solo libro scholastico. Adoptio, ut inter-lingua, de lingua vivente, non es possibile, per causa de politica.Plure homo propone latino classico. Vide: Prof. A. Valdarnini de universitate de Bologna, Necessità d’una lingua internazionale e lo studio del latino, in " Primo congresso internationale latino ", Roma a. 1903.

13 Hic congresso exopta: « ut sermo latinus inter gentes universas communis habeatur, et adhibeatur ad humanitatis commercium fovendum, augendum, tenendum ».

Ibi congressista loque neolatino, ut italico, franco, provenzale, rumeno, et castellano, raro latino classico.

Et periodico " Phenix " in London, " Praeco latinus " in Philadelphia, " Vox urbis " in Roma sustine idem idea ; sed primo mori in anno 1892, et secundo in 1902. Ergo adoptio de latino fi semper minus probabile.

Multo auctore, in vario tempo, propone lingua plus vel minus artificiale.

Vir doctissimo, L. Couturat, professore in Universitate de Toulouse, in libro La Logique de Leibniz, Paris a. 1901, p. 608, expone:

Ars magna de R. Lulle a. 1234-1315,

Ars magna sciendi de Kircher a. 1669,

Ars signorum de Dalgarno a. 1661,

Philosophical language de Wilkins a. 1668.

Postea Leibniz diffuse et profunde stude hic subjecto; sed nihil publica. Suo studio mane sepulto in bibliotheca de Hanover, usque ad nostro die; primo Dr Vacca in RdM., postea Couturat in libro citato detege et publica parte de hic manuscripto. Suo importantia magis pate, et denique L. Couturat publica « Opuscules et fragments inédits de Leibniz », Paris, a. 1903, p. xvi-692, qui contine studio de Leibniz, summe praetioso per constructione de Vocabulario philosophico.

Libro nunc edito, L. Couturat et L. Leau Histoire de la langue universelle, Paris a. 1903 p. xxi+571, expone 56 projecto de lingua artificiale.

Me hic breve loque de magis noto.

Schleyer, parrocho, in anno 1881 publica « Volapük », qui es transformatione de lingua anglo, ut ipse dice.

Hic lingua regularisa declinatione de nomen, et conjugatione de verbo; sed introduce nullo simplificatione rationale, qui Leibniz propone. Ille contine immenso numero de conventione. Volapük sume in principio multo diffusione. In anno 1888 habe 283 club, et 25 periodico, in omne parte de terra. Plure conventione produce discordia inter sectatore, et post congresso de Paris, in anno 1889, hic lingua decade et mori.

Zamenhof, doctore in medicina, in anno 1887 publica « Esperanto », qui contine simplificatione de genere (§ 2), de persona (§ 4). Sed non contine simplificatione de caso (§ 1), de numero (§ 3), et de modo (§ 5). Esperanto reduce toto grammatica ad 16 regula, de qui nullo es necessario.

Et Esperanto contine magno numero de conventione, etsi minus quam Volapük, et in grammatica, et in vocabulario.

Esperanto habe hodie 9 periodico; jam plure sectatore propone simplificatione; ille seque via de Volapük.

Et notato-digno es « Langue bleu » de L. Bollack. Ibi, ex numero de littera, nos vide si voce es vacuo, vel pleno, ut in sinense.

Nunc me loque de projecto cum pauco novo conventione.

« Lingua » de Henderson, a. 1888, es vocabulario latino, cum grammatica de typo Anglo.

Dr Daniel Rosa, simplifica idea de Henderson et publica « Le nov-latin » [Bollettino dei Musei di Zoologia e Anatomia comparata della Regia Università di Torino, a. 1890]. Ille dice:

« Le nov-latin non requirer pro le sui adoption aliq congress. Omnes poter, cum les praecedént regulas, scriber statim ist lingua. … Sic faciént ils vol valide cooperar ad le universal adoption de ist international lingua et simul ils vol poter star legé ab un mult major numer de doctes quam si ils haber scribé in quilibet alter vivént lingua. »

Ex hoc resulta quod Novlatin conserva pauco flexione (plurale in -s, 2 participio, …), et es quam proximo ad " lingua rationale " de Leibniz et ad " latino sine flexione ".

Domino George J. Henderson, in periodico « The Lingua Franca of the Future », qui ille dirige, a. 1901, perfectiona suo projecto, et dice:

« Quare debe-nos non facere ex i Latine Lingue i International Lingue?

« I Latine Lingue esse nimis difficile. Post decem annes de studere, pauce discipules pote, legere facile, vel scribere accurate, vel loquere aliquantulum i Latine Lingue. »

(I articulo, plurale in -s, desinentia -e, …)

Societate, qui habe nomen " Akademi internasional de lingu universal " adopta vocabulo magis internationale, et post multo studio et discussione, in a. 1902 publica " Idiom Neutral ".

« Idiom neutral es usabl no sole pro scribasion, ma et pro parlation »

Ergo, principio de maximo internationalitate duce ad vocabulo latino.

" The American Philosophical Society " in a. 1887, pro formatione de inter-lingua, propone abolitione de articulo (ut in latino et in russo), de flexione de adiectivo, de caso de nomen, de persona et modo de verbo, et, in modo dubitativo, abolitione de plurale de nomen, et tempo de verbo.

Quaestio de inter-lingua nihil habe hodie commune cum ideographia, qui nos adopta in « Formulario mathematico ».

Ideographia es synthese; cum auxilio de pauco idea primitivo, circa decem, ille compone idea complexo: ita hodie cum ideographia nos pote scribe toto mathematica, sed mathematica solo.

Lingua artificiale es analyse. Ille decompone idea de lingua commune in alio idea plus simplice.

Si in futuro analyse et synthese invicem conveni, ut duo exercito de minatore, qui labora tunnel ex duo extremitate, tunc « Lingua rationale » et « Characteristica universale » de Leibniz fore idem.

Vide quoque:

H. Diels, Ueber Leibniz und das Problem der Universalsprache, Berlin Sitzungsberichte d. Akademie, a. 1899 p. 579.

Prof. G. Bellavitis, Pensieri sopra una lingua universale e su alcuni argomenti analoghi, Mem. Dell’Ist. Veneto; vol. XI a. 1862, pag. 33-74.

Délegation pour l’adoption d’une langue auxilaire internationale, qui porta firma de numeroso scientiato de plure universitate, academia, repraesentante de societate philosophico, de commercio et de sport. Ipse delegatione declara:

« Lingua auxiliaria internationale

« 1. posse servi ad relatione de vita sociale, de commercio, et de scientia et philosophia.

« 2. Omne homo, qui habe instructione elementare medio, facile disce hic lingua.

« 3. Hic lingua es proprio ad nullo natione. »

Prof. L. Couturat explica hic idea in opusculo: Pour la langue internationale» a. 1901. Periodico Revue des questiones scientifiques, Bruxelles a. 1902, t. 1, p. 547-586 reproduce scripto de Couturat, cum observatione de P. P. Peeters. Couturat responde in t. 2 pag. 213-230. Nullo objectione de Peeters vale per " Latino sine flexione ".

CONCLUSIONE:

Articulo qui praecede proba quod flexio de nomen et de verbo non es necessario.

« Se, invece di dizionario latino, noi cercare ogni parola in dizionario italiano, noi scrivere in italiano senza flessione. »

Articulo qui seque ["Principio de Permanentia. Exercitio de Latino recto", G. Peano], contine versione litterale de plure propositione Germano et Anglo. Ille proba, quod suppressio de omne flexio non redde discurso magis longo.

G. Peano. Finis Citationis . Darcy Carvalho . 06/01/2014

Ċ
Darcy Carvalho,
21 de jul de 2014 19:08
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