O PENSAMENTO ECONÔMICO LUSO-BRASILEIRO 1500-2000. Arquivos e Links.

PROF. DR. DARCY CARVALHO, SÃO PAULO, SP, BRASIL. 26/01/2014O
PENSAMENTO ECONÔMICO LUSO BRASILEIRO 1500-2000, AUTORES, OBRAS E CONTEXTOS HISTÓRICOS
Objetivos: Estudar economistas portugueses até José Da Silva Lisboa, ou seja, examinar  o mercantilismo e o fisiocratismo portugueses  e a suas influências  sobre as políticas econômicas de Portugal  com relação ao Brasil, da descoberta até a independência deste país.
O texto citado abaixo contém já algumas referências a autores portugueses, que se enquadram no plano do nosso estudo. A pesquisa cabal sobre o tema, porém,  ainda necessita ampliação e coleta de amplo material bibliográfico:
CITO:" A literatura sobre o Marquês de Pombal é vastíssima, mas referências explícitas à formação do seu pensamento econômico são raras. Do ponto de vista da História do Pensamento Econômico,  devemos considerá-lo como um grande economista da escola mercantilista portuguesa , em que se incluem outros nomes ilustres tais como: Duarte Gomes Solis (1562-?), Luís Mendes de Vasconcelos (século XVI, século XVII) autor dos "Diálogos do sítio de Lisboa" (1608) ; Manuel Severim de Faria (15827-1655), com sua obra "Dos remédios para a falta de gente" (1655); Duarte Ribeiro de Macedo (1618-?) com o seu " Discurso sobre a introdução das artes em Portugal " (1675) e "Memória sobre a transplantação dos frutos da Índia ao Brasil", escrita no mesmo ano, em Paris; Antonio Vieira (1608-1697), cujo pensamento econômico pode ser estudado em seus pareceres, cartas e sermões, escritos de 1626 até a sua morte; D. Luís de Menezes (1632-1690), Terceiro Conde de Ericeira, vedor da Fazenda no governo de D. João IV, e autor da História de Portugal Restaurado (1679 e 1698); D. Luís da Cunha (1662-1749), autor do "Testamento político ou máximas". As " Discretas sobre a forma necessária da agricultura, comércio, milícia, marinha, tribunais, fábricas. etc"., representadas e dirigidas ao sereníssimo Senhor D. José, príncipe da Beira, augusto filho do Senhor D. João V, por D. Luís da Cunha (1747-1749); Alexandre de Gusmão (1695-1753), autor do "Tratado de Madrid" (1750), da ‘ Pragmática de 1749", e do "Cálculo sobre a perda do dinheiro do Reino" (1784) e ainda o brasileiro José Joaquim de Azeredo Coutinho (1742-1821), autor posterior a Pombal e que escreveu inúmeras obras, recentemente coligidas e anotadas pelo Prof. Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo, 1966). Entre as obras de Azeredo Coutinho destacam-se o "Ensaio econômico sobre o comércio de Portugal e suas colônias" (1794), a "Memória sobre o preço do açúcar" (1791), o Discurso sobre o estado atual das minas do Brasil (1804), e a discutida Análise sobre a justiça do comércio do resgate dos escravos da costa da África" (1798), que José da Silva Lisboa (1756-1835), Visconde de Cairu, brasileiro,  abolicionista moderado, abominava. O pensamento econômico do Marquês de Pombal encontrou, assim, uma vasta literatura econômica nacional, em que se alimentar acrescendo ter sido contemporâneo de alguns desses nomes mais expressivos. como D. Luís da Cunha, que o estimava, Alexandre de Gusmão, seu grande rival, bem como de D. João da Mota e Silva, Cardeal da Mota, seu protetor e um dos nossos "economistas esquecidos", principal figura no reinado de D. João V, autor redescoberto por J. Borges de Macedo, Sebastião José de Carvalho e Melo representa em Portugal a reação contra a preponderância inglesa na economia nacional, consolidada através de um século por sucessivos tratados de aliança, amizade e comércio de D. João IV a D. João V." FINIS CITATIONIS. Source: Darcy Carvalho (1985). 26/01/2014

A  formação  do  pensamento  econômico do Marquês  De  Pombal                                                    

Um  Fisiocrata no  Brasil                                                                                           

Domingos  Vandelli,  naturalista  e  economista fisiocrata,  diretor  do  Jardim  Botânico De Lisboa                                                         

O fisiocratismo  nas  memórias  económicas  da  Academia  De  Ciências  De  Lisboa  (1789- 1815)

 Martlnho  de  Melo e Castro e a política económica  fisiocrátlca de  D.Marla I                                  

D. José Joaquim  Da  Cunha  Azeredo Coutinho (1742-1821): economista ,  Bispo  de  Elvas  e Inquisldor Geral                                 

Portugal na época mercantilista: o contexto histórico português  da restauração  do  reino  (1640)  ao reinado de  D. José (1750)