MODERN SCIENTIFIC LATIN AS A LIVING FORM OF NEO-LATIN

MODERN SCIENTIFIC LATIN AS A LIVING FORM OF NEO-LATIN USED FOR BOTANY, MEDICINE, PHARMACY, GEOGRAPHY, MATHEMATICS, ASTRONOMY, PHILOSOPHY, ETC. PROF. DR. DARCY CARVALHO. FEA-USP. SÃO PAULO. 2019. STUDIES IN MEDIEVAL AND MODERN LATIN. 

LATIM CIENTÍFICO MODERNO COMO FORMA VIVA DO NEOLATIM USADA PARA BOTÂNICA, MEDICINA, FARMÁCIA, GEOGRAFIA, DIREITO, MATEMÁTICA, ASTRONOMIA, FILOSOFIA, HISTORIA ETC.

NEO-LATIN IN HUNGARY

Bel, Matthias: Notitia Hungariae novae historico geographica, divisa in partes quatuor, quarum prima, Hungariam Cis-Danubianam; altera, Trans-Danubianam, tertia, Cis-Tibiscanam, quarta, Trans-Tibiscanam: universibus XLVIII. Comitatibus designatam, expromit. Regionis Situs, Terminos, Montes, Campos, Fluvios, Lacus, Thermas, Caeli, Solique ingenium, Naturae munera et prodigia; Incolas variarum Gentium, atque harum mores; Provinciarum Magistratus; Illustres Familias; Urbes, Arces, Oppida, et Vicos propemodum omnes; Singulorum praeterea, Ortus et Incrementa, Belli Pacisque Conversiones, et Praesentem Habitum; Fide optima, Adcuratione summa, explicat. Opus, hucusque desideratum, et in commune utile... elaboravit -----. Accedunt Samuelis Mikovinii Mappae, singulorum Comitatuum, Methodo Astronomico-Geometrica concinnatae. Viennae Austriae, I–IV. 1735–1742.

Mátyás Bél’s (1684–1749). Notitia Hungariae novae historico-geographica, the great geographical description of Hungary, is a well known and renowned resource for the historical science and other scientific disciplines  such as folkloric science, art history or even archeology and their Hungarian and regional representatives.  Its main value is the rich and various presentation of Hungary by counties in the beginning of the 18th century. He wrote about each county’s natural geography, nationalities and their folkloric costumes as well as towns’, castles’, palaces’, villages’ contemporary state and data. Bél received his information from acquaintances living in the given region or from trained collaborators who gathered data travelling all around the country and using Bél’s questionnaires. He thus created the county descriptions that are characteristic for their exquisite style, the author’s overall knowledge and scientific curiosity, and besides strong historical and critical sense. The gigantic work of several thousand pages is still one of its kind that requires our admiration.

The Notitia’s complete edition could not be achieved during Bél’s lifetime. Only eleven county descriptions were issued in print: Szepes county’s description as a specimen was published in Bél’s plan for the Notitia, the Prodromus in 1723,5 the other ten county descriptions – namely Pozsony, Turóc, Zólyom, Liptó, Pest-Pilis-Solt, Nógrád, Bars, Nyitra, Hont, Moson – were published in five volumes. Mátyás Bél’s (1684–1749) work exemplifies the kind of Latin we call Neo-latin.

O latim é uma língua especial muito antiga e não apenas outra língua ocidental altamente desenvolvida. Foi introduzido na Itália, por tribos indo-européias, primeiro na forma de vários dialetos relacionados, muitos séculos antes da era cristã. Após a fundação da cidade de Roma, em 771 A.C., o latim gradualmente se tornou a língua de toda a Itália e, nos séculos seguintes, a língua universal da Europa. Na aprendizagem do latim, hoje, o estudante deve estar ciente de que devemos nos referir grosso modo a três eras ou tipos distintos da língua romana: 1. O latim clássico, que pode ser lido em autores desde os primeiros séculos de Roma até o VI século, quando o Império Romano do Ocidente deixou de existir como uma entidade política unificada, em consequência do seu esmagamento por invasões germânicas e eslavas. Hoje, este é o único tipo de latim estudado em escolas secundárias e faculdades em todo o mundo, desde o século XIX. 2. O latim [cristão] medieval que compreende os autores que escreveram desde a queda do Império Romano do Ocidente até o século XIII. Durante este período medieval, a Igreja era a principal usuária do latim, sua língua franca, usada para seus fins cristianistas. 3. O período neolatino que se estende do século XIII até o presente. Esta é uma versão pós-medieval do latim, desenvolvida na Itália, usada principalmente para uso científico internacional. Seu desenvolvimento coincide com a expansão geográfica da Europa, a Reforma Protestante, a criação da Companhia de Jesus, as revoluções científicas e técnicas, que permeiam nosso mundo contemporâneo. Por neo-latim, portanto, entendemos o uso da língua latina, depois de 1500, para todos os fins, científica, literária, eclesiástica e diplomática. Neste latim contemporâneo,  documentos eclesiásticos continuam a ser publicados pelo Vaticano. Este latim vivo, bem diferente do latim clássico, pode ser revivido como meio de comunicação geral. É nosso propósito encontrar maneiras de ensinar o neo-latim de maneira simples e rápida, para permitir que as pessoas aprendam esta forma da língua latina a ponto de poderem escrever nela sobre qualquer assunto contemporâneo, em todas as áreas de conhecimento ou interesse. Que este é um objetivo facilmente alcançável pode ser comprovado pelas publicações recentes de novos cursos de latim para áreas científicas específicas.

INTRODUÇÃO AO NEO-LATIM. Some Introductory Remarks

De um modo geral, denominamos de neo-latim a literatura latina moderna: aquela literatura em latim que, a partir da Itália, se estendeu por toda a Europa, a partir dos séculos 14 ao 16, caracterizada pelo deliberado distanciamento das tradições linguísticas da idade média e por marcada reorientação literária na direção dos antigos moldes da antiguidade clássica, consistindo este movimento num grande esforço de eliminação da ortografia, do vocabulário, da sintaxe e das formas literárias medievais. Estas tendências apareceram cedo no espaço de três séculos, dos séculos 14 ao 16, mas exigiram muitos outros adicionais para sua consolidação. Um dentre os autores que recentemente se ocuparam do neo-latim é Hans Helander, cujo trabalho reproduzimos como forma cabal de introdução à problemática do neo-latim. Observemos também que não houve uma ruptura radical e súbita entre a idade média e a idade moderna, bem como, não foi uniforme e contemporânea esta transição por todas as regiões da Europa. Houve resistência. É notável também, como se pode perceber da leitura da adaptação da gramática de Ragon para uso dos ginásios brasileiros, que na área do ensino escolar do latim no Brasil e alhures, enquanto durou, não houve nunca referência alguma ao latim da idade média, ao latim eclesiástico e muito menos ao latim científico, neo-latino, que foi o veículo necessário para a transmissão das revoluções religiosas, geográficas, cientificas e tecnológicas, eventos que coincidiram com a descoberta do Brasil e com a expansão do cristianismo para todo o mundo. Na arena do neo-latim os Jesuítas e os Portugueses desempenharam importante papel, que oportunamente trataremos dentro da rubrica Latinitas Lusitana et Brasiliana. Não é unânime, todavia, a aceitação da denominação de neo-latim para a produção literária dos séculos 14-16 até o presente. Cito Hans Hellander:

1.1. What is Neo-Latin? Que é o Neo-latim?. 

When we talk about Neo-Latin literature we are usually referring to texts written in Latin from the dawn of the Renaissance, and subsequently during the following centuries. On the whole, scholars agree on the use of the term. Jozef IJsewijn, who was one of the leading experts in the field, gave the following definition in his monumental Companion to Neo-Latin Studies: By “Neo-Latin“ I mean all writings in Latin since the dawn of humanism in Italy from about 1300 A.D., viz. the age of Dante and Petrarch, down to our time (IJsewijn 1990, Preface V). Walther Ludwig defines the area in a similar way: Die neuzeitliche lateinische Literatur wird im allgemeinen und auch im folgenden als neulateinische Literatur bezeichnet. Es ist die Literatur, die von Italien ausgehend die mittellateinische Literatur in allen durch sie geprägten Ländern Europas vom 14. bis zum 16. Jahrhundert durch ihre bewusste Distanzierung von der mittellateinischen Sprachtradition und ihre Neuorientierung am klassischen Latein der Antike abgelöst hat und die sich in beschränktem Umfang bis in die Gegenwart erstreckt. Die ihrerseits vielfältig gegliederte Hauptepoche der neulateinischen Literatur reicht bis etwa 1800 .(Ludwig 1997, 324). Ludwig completes this with the following description: Neulateinische Literatur beginnt mit der Orientierung der verwendeten lateinischen Sprache an der klassischen Antike und mit dem Bestreben, spezifisch mittelalterliche Orthographien, Worte und Konstruktionen ebenso wie mittelalterliche literarische Formen auszumerzen. Dieses Bestreben beginnt in den verschiedenen Ländern verschieden früh (im 14. bis 16. Jahrhundert), und zwischen Vorsatz und Durchführung liegen immer mehrere, manchmal viele Jahrzehnte (ibid. 334).

These are good definitions and descriptions that have the advantage of being short and of giving the essentials of the matter. There are some complications in the concepts, however, that need a more detailed exegesis and further restrictions. I shall dwell for a while on some difficulties of this kind. What I shall say will hardly be controversial and should not be seen as a correction of the scholars quoted, but as an introductory statement of the distinctions that must be made in the enormous field of Neo-Latin studies:1 We must realize that it encompasses all kinds of literature, “belletristic”, educational, philosophical, theological, historiographical, and scientific of all disciplines (the list could be specified and more complete), written in Europe (and other continents) from the Renaissance and onwards, during the four hundred centuries when Latin was still the most important learned language. As explicitly stated, we are indeed dealing, in the first place, with new stylistic and literary ideals, viz. those of the Renaissance and of Humanism. This is absolutely fundamental: the Renaissance meant a transition to a new code, which in reality was an old one, viz. that of ancient Latin. The code that was abandoned was often labelled as barbaric and corrupt.2 This movement is clearly discernible in the texts; it is also programmatic, it embodies the ideals and efforts and the pride of the age, and the classical preferences are most expressively stated by leading scholars. But, even if the orientation towards ancient Latin is the most conspicuous feature, we must be aware of the fact that this is a tendency that is triumphant in the literary, belletristic genres, whereas conditions are significantly different in factual prose. [...]

MODERN SCIENTIFIC LATIN AS A LIVING FORM OF NEOLATIN USED FOR BOTANY, MEDICINE, PHARMACY, GEOGRAPHY, MATHEMATICS, ASTRONOMY, PHYLOSOPHY, ETC.. 

Latin is a very old special language and not just another highly developed Occidental language. It was introduced in Italy, by Indo-Europeans tribes, first in the form of several related dialects, many centuries before the Christian Era. After the foundation of the city of Rome, in 77I B.C., Latin gradually became the language of the whole Italy, and, in the following centuries the universal language of Europe. In learning Latin, today, the student must be aware that we must refer grosso modo to three distinct eras or types of the Roman Language: 1. The Classical Latin, that can be read in authors from the early centuries of Rome until the VI-th, when the Western Roman Empire ceased to exist as an unified political entity, in consequence of crushing German and Slavic invasions. Today, this is the only kind of Latin studied in high schools and colleges throughout the world, since the XIX century. 2. The Medieval [Christian] Latin that comprises authors who wrote from the fall of the Western Roman Empire until the XII-th century. During this medieval period, the Church was the main user of Latin, its lingua franca, used for its christianizing endevours. 3. The Neolatin period that extends from the XIII-th century until the present. This is a post-medieval version of Latin, developed in Italy, used primarily for international scientific use. Its development coincides with the geographical expansion of Europe, the Protestant Reform, the creation of the Society of Jesus, the scientific and technical revolutions, that permiate our contemporary world. By Neo-Latin, therefore, we understand the use of the Latin language, after 1500, for all purposes, scientific, literary, ecclesiastical, and diplomatic. In this contemporary Latin, ecclesiastical documents continue to be published by the Vatican. This living Latin, quite different from classical Latin, can be revived as a means of general communication. It is our purpose to find ways of teaching Neolatin in a simple and speedy way, to enable people to learn this form of the Latin language to the point of becoming able to write in it about any contemporary topics in all areas of knowledge or interest. That this is an easily achievable aim can be proven by the recent publications of Latin courses for specific scientific areas. 

LE LATIN SCIENTIFIQUE MODERNE EN TANT QUE FORME VIVANTE DE NÉOLATIN, UTILISÉE POUR LA BOTANIQUE, LA MÉDECINE, LA PHARMACIE, LA GÉOGRAPHIE, LES MATHÉMATIQUES, L'ASTRONOMIE, LA PHYLOSOPHIE, ETC.. 

Le latin est une très ancienne langue spéciale et pas seulement une autre langue occidentale très développée. Il a été introduit en Italie par des tribus indo-européennes, d'abord sous la forme de plusieurs dialectes apparentés, plusieurs siècles avant l'ère chrétienne. Après la fondation de la ville de Rome, en 77I avant JC, le latin devint progressivement la langue de toute l'Italie et, au cours des siècles suivants, la langue universelle de l'Europe. En apprenant le latin, l’étudiant doit aujourd’hui savoir qu’il faut se référer grosso modo à trois époques ou types distincts de la langue romaine: 1. Le latin classique, qui peut être lu dans les auteurs des premiers siècles de Rome jusqu’au VIe siècle, quand l’empire romain d’Ouest a cessé d’exister en tant qu’entité politique unifiée, à la suite de sa destruction par des invasions germaniques et slaves. Aujourd'hui, le latin classique c'est le seul type de latin étudié dans les lycées et collèges du monde entier, depuis le XIXe siècle. 2. Le latin [chrétien], latin qui comprend des auteurs qui ont écrit de la chute de l'empire romain occidental jusqu'au XIIe siècle. Au cours de cette période médiévale, l'Église était le principal utilisateur du latin, sa lingua franca, utilisée pour ses activités de christianisation. 3. La période néolatine qui s'étend du XIIIe siècle à nos jours : Ceci est une version post-médiévale du latin, développée en Italie, utilisée principalement à des fins scientifiques internationales. Son développement coïncide avec l'expansion géographique de l'Europe, la réforme protestante, la création de la Compagnie de Jésus, les révolutions scientifiques et techniques qui imprègnent notre monde contemporain. Par néo-latin, nous comprenons donc l’utilisation de la langue latine, à partir de 1500, à toutes fins scientifiques, littéraires, ecclésiastiques et diplomatiques. Dans ce latin contemporain, le Vatican continue à publier des documents ecclésiastiques. Ce latin vivant, très différent du latin classique, peut être ressuscité comme moyen de communication générale. Notre objectif est de trouver des moyens d’enseigner neolatin d’une manière simple et rapide, afin de permettre aux gens d’apprendre cette forme de la langue latine au point de devenir capable d’y écrire sur des sujets contemporains dans tous les domaines de la connaissance ou de l’intérêt. Les récentes publications de cours de latin dans des domaines scientifiques spécifiques prouvent que cet objectif est facilement réalisable.

СОВРЕМЕННАЯ НАУЧНАЯ ЛАТИНА КАК ЖИВАЯ ФОРМА НЕОЛАТИНА, ИСПОЛЬЗУЕМОГО ДЛЯ БОТАНИИ, МЕДИЦИНЫ, АПТЕКИ, ГЕОГРАФИИ, МАТЕМАТИКИ, АСТРОНОМИИ, ФИЛОСОФИИ, И Т.Д.. 

Латынь - очень старый особый язык, а не просто еще один высокоразвитый западный язык. Это было введено в Италии индоевропейскими племенами, сначала в форме нескольких связанных диалектов, много веков до христианской эры. После основания города Рима в 77 г. до н.э. латынь постепенно стала языком всей Италии, а в последующие столетия - универсальным языком Европы. Сегодня, изучая латынь, студент должен понимать, что мы должны отнести гроссу-модо к трем различным эпохам или типам римского языка: 1. Классическая латынь, которую можно прочесть у авторов с первых веков Рима до VI- й, когда Западная Римская империя перестала существовать как единое политическое образование, вследствие подавления немецких и славянских нашествий. На сегодняшний день это единственный вид латыни, изучаемый в средних школах и колледжах во всем мире, начиная с XIX века. 2. Средневековая [христианская] латынь, в которую входят авторы, которые писали от падения Западной Римской империи до XII века. В этот средневековый период Церковь была основным пользователем латыни, ее лингва франка, используемой для христианской деятельности. 3. Период неолатин, который простирается от XIII века до наших дней. Это пост-средневековая версия латыни, разработанная в Италии, используемая в основном для международного научного использования. Его развитие совпадает с географическим расширением Европы, протестантской реформой, созданием Общества Иисуса, научно-техническими революциями, которые пронизывают наш современный мир. Таким образом, под нео-латынью мы понимаем использование латинского языка после 1500 года для любых целей, научных, литературных, церковных и дипломатических. В этой современной латыни церковные документы продолжают публиковаться Ватиканом. Эта живая латынь, совершенно отличная от классической латыни, может быть восстановлена как средство общего общения. Наша цель состоит в том, чтобы найти способы обучения неолатину простым и быстрым способом, чтобы дать людям возможность выучить эту форму латинского языка до такой степени, что она сможет писать в ней любые современные темы во всех областях знаний или интересов. То, что это легко достижимая цель, может быть подтверждено недавними публикациями курсов латыни для конкретных научных областей.

MODERNER WISSENSCHAFTLATIN ALS LEBENSFORM VON NEOLATIN FÜR BOTANIEN, MEDIZIN, PHARMAKIE, GEOGRAFIE, MATHEMATIK, ASTRONOMIE, PHYLOSOPHIE, ETC.. 

Das Latein ist eine sehr alte Spezialsprache und nicht nur eine andere hochentwickelte westliche Sprache. Es wurde in Italien von Indoeuropäer-Stämmen eingeführt, zuerst in Form mehrerer verwandter Dialekte, viele Jahrhunderte vor dem christlichen Zeitalter. Nach der Gründung der Stadt Rom im Jahre 77 v. Chr. Wurde Latein allmählich die Sprache Italiens und in den folgenden Jahrhunderten die Weltsprache Europas. Wenn Sie Latein lernen, muss sich der Schüler heute bewusst sein, dass wir Grosso Modo auf drei verschiedene Epochen oder Typen der römischen Sprache beziehen müssen: 1. Das klassische Latein, das in Autoren von den frühen Jahrhunderten Roms bis zum VI. Als das weströmische Reich nicht mehr als eine einheitliche politische Einheit existierte, infolge der Zerstörung deutscher und slawischer Invasionen. Heute ist dies die einzige Art von Latein, die seit dem 19. Jahrhundert weltweit an Gymnasien und Colleges studiert hat. 2. Das mittelalterliche [christliche] Latein, das sich aus Autoren zusammensetzt, die vom Fall des weströmischen Reiches bis ins 12. Jahrhundert schrieben. In dieser mittelalterlichen Zeit war die Kirche der Hauptbenutzer von Latein, der Lingua Franca, die für ihre Christianisierung verwendet wurde. 3. Die neolatinische Periode, die vom 13. Jahrhundert bis in die Gegenwart reicht. Dies ist eine in Italien entwickelte lateinische Version aus dem Mittelalter, die hauptsächlich für internationale wissenschaftliche Zwecke verwendet wird. Ihre Entwicklung fällt mit der geographischen Ausdehnung Europas, der protestantischen Reform, der Gründung der Gesellschaft Jesu, den wissenschaftlichen und technischen Revolutionen zusammen, die unsere heutige Welt prägen. Unter Neo-Latin verstehen wir daher die Verwendung der lateinischen Sprache nach 1500 für alle wissenschaftlichen, literarischen, kirchlichen und diplomatischen Zwecke. In diesem zeitgenössischen Latein werden kirchliche Dokumente weiterhin vom Vatikan veröffentlicht. Dieses lebendige Latein, das sich vom klassischen Latein unterscheidet, kann als Mittel der allgemeinen Kommunikation wiederbelebt werden. Unser Ziel ist es, Wege zu finden, Neolatin auf einfache und schnelle Weise zu unterrichten, um es den Menschen zu ermöglichen, diese Form der lateinischen Sprache so zu lernen, dass sie darin in der Lage ist, über zeitgenössische Themen in allen Wissensbereichen oder Interessenbereichen zu schreiben. Dass dies ein leicht zu erreichendes Ziel ist, können die jüngsten Veröffentlichungen von Lateinkursen für bestimmte wissenschaftliche Bereiche belegen.

IL LATINO SCIENTIFICO MODERNO COME FORMA VIVENTE DI NEOLATINO UTILIZZATA PER BOTANICA, MEDICINA, FARMACIA, GEOGRAFIA, MATEMATICA, ASTRONOMIA, FILOSOFIA, ECC.

Il latino è una lingua speciale molto antica e non solo un'altra lingua occidentale altamente sviluppata. Fu introdotto in Italia, da tribù indoeuropee, prima nella forma di molti dialetti correlati, molti secoli prima dell'era cristiana. Dopo la fondazione della città di Roma, nel 771 a.C., il latino divenne gradualmente la lingua di tutta l'Italia e, nei secoli successivi, la lingua universale dell'Europa. Nell'apprendimento del latino, oggi lo studente deve essere consapevole del fatto che dobbiamo riferirci grosso modo a tre epoche o tipi distinti della lingua romana: 1. Il latino classico, che può essere letto in autori dai primi secoli di Roma fino al VI- quando l'Impero Romano d'Occidente cessò di esistere come un'entità politica unificata, in conseguenza delle schiaccianti invasioni germaniche e slave. Oggi, questo è l'unico tipo di latino studiato nelle scuole superiori e nei college di tutto il mondo, dal XIX secolo. 2. Il latino [cristiano] medievale che comprende autori che hanno scritto dalla caduta dell'Impero romano d'Occidente fino al XII secolo. Durante questo periodo medievale, la Chiesa era l'utente principale del latino, la sua lingua franca, usata per i suoi scopi cristiani. 3. Il periodo neolatinico che si estende dal XIII secolo fino ad oggi. Questa è una versione post-medievale del latino, sviluppata in Italia, usata principalmente per uso scientifico internazionale. Il suo sviluppo coincide con l'espansione geografica dell'Europa, la Riforma protestante, la creazione della Compagnia di Gesù, le rivoluzioni scientifiche e tecniche, che permeano il nostro mondo contemporaneo. Per Neo-Latino, quindi, comprendiamo l'uso della lingua latina, dopo il 1500, a tutti gli effetti, scientifico, letterario, ecclesiastico e diplomatico. In questo latino contemporaneo, i documenti ecclesiastici continuano ad essere pubblicati dal Vaticano. Questo latino vivente, molto diverso dal latino classico, può essere rianimato come mezzo di comunicazione generale. Il nostro scopo è trovare modi di insegnare Neolatin in modo semplice e veloce, per consentire alle persone di apprendere questa forma della lingua latina al punto di diventare in grado di scrivere in merito a qualsiasi argomento contemporaneo in tutte le aree di conoscenza o interesse. Che questo sia un obiettivo facilmente raggiungibile può essere dimostrato dalle recenti pubblicazioni di corsi di latino per aree scientifiche specifiche.

El LATIN CIENTÍFICO MODERNO COMO FORMA VIVA DEL NEOLATIN USADA PARA BOTÁNICA, MEDICINA, FARMACIA, GEOGRAFÍA, DERECHO, MATEMÁTICA, ASTRONOMÍA, FILOSOFÍA, ETC.

El latín es una lengua especial muy antigua y no apenas otra lengua occidental altamente desarrollada. Fue introducido en Italia por tribus indoeuropeas, primero en la forma de varios dialectos relacionados, muchos siglos antes de la era cristiana. Después de la fundación de la ciudad de Roma, en 771 A.C, el latín gradualmente se convirtió en la lengua de toda Italia y en los siglos siguientes la lengua universal de Europa. En el aprendizaje del latín, hoy, el estudiante debe ser consciente de que debemos referir grosso modo a tres eras o tipos distintos de la lengua romana: 1. El latín clásico, que puede ser leído en autores clásicos desde los primeros siglos de Roma hasta el VI siglo, cuando el Imperio Romano de Occidente dejó de existir como una entidad política unificada, como consecuencia de su aplastamiento por invasiones germánicas y eslavas. Hoy, este es el único tipo de latín estudiado en escuelas secundarias y facultades en todo el mundo, y esto es asi desde el siglo XIX. 2. El latín [cristiano] medieval que comprende a los autores que escribieron desde la caída del Imperio Romano de Occidente hasta el siglo XIII. Durante este período medieval, la Iglesia era la principal usuaria del latín, su lengua franca, usada para sus fines cristianistas. 3. El período neolatino que se extiende desde el siglo XIII hasta el presente. Esta es una versión post-medieval del latín, desarrollada en Italia,  principalmente para el uso científico internacional. Su desarrollo coincide con la expansión geográfica de Europa, la Reforma Protestante, la creación de la Compañía de Jesús, las revoluciones científicas y técnicas, que permean nuestro mundo contemporáneo. Por neolatín, por lo tanto, entendemos el uso de la lengua latina, después de 1500, para todos los fines, científica, literaria, eclesiástica y diplomática. En este latín contemporáneo, los documentos eclesiásticos siguen siendo publicados por el Vaticano. Este latín vivo, muy diferente del latín clásico, puede ser revivido como medio de comunicación general. Es nuestro propósito encontrar maneras de enseñar el neolatín de manera simple y rápida, para permitir que las personas aprendan esta forma de la lengua latina hasta el punto de poder escribir en ella sobre cualquier tema contemporáneo, en todas las áreas de conocimiento o interés. Que este es un objetivo fácilmente alcanzable puede ser comprobado por las publicaciones recientes de nuevos cursos de latín para áreas científicas específicas.

INTRODUÇÃO AO NEO-LATIM. Some Introductory Remarks

De um modo geral, denominamos de neo-latim a literatura latina moderna:-aquela literatura em latim que, a partir da Itália, se estendeu por toda a Europa, a partir dos séculos 14 ao 16, caracterizada pelo deliberado distanciamento das tradições linguísticas da idade média e por marcada reorientação literária na direção dos antigos moldes da antiguidade clássica, consistindo este movimento num grande esforço de eliminação da ortografia, do vocabulário, da sintaxe e das formas literárias medievais. Estas tendências apareceram cedo no espaço de três séculos, dos séculos 14 ao 16, mas exigiram muitos outros adicionais para sua consolidação. Um dentre os muitos autores que recentemente se ocuparam do neo-latim é Hans Helander, cujo trabalho reproduzimos como forma cabal de introdução à problemática do neo-latim. Observemos também que não houve uma ruptura radical e súbita entre a idade média e a idade moderna, bem como, não foi uniforme e contemporânea esta transição por todas as regiões da Europa. Houve resistência. É notável também, como se pode perceber da leitura da adaptação da gramática de Ragon para uso dos ginásios brasileiros, que na área do ensino escolar do latim no Brasil e alhures, enquanto durou, não houve nunca referência alguma ao latim da idade média, ao latim eclesiástico e muito menos ao latim científico, neo-latino, que foi o veículo necessário para a transmissão das revoluções religiosas, geográficas, cientificas e tecnológicas, eventos que coincidiram com a descoberta do Brasil e com a expansão do cristianismo para todo o mundo. Na arena do neo-latim os Jesuítas e os Portugueses desempenharam importante papel, que oportunamente trataremos dentro da rubrica Latinitas Lusitana et Brasiliana. Não é unânime, todavia, a aceitação da denominação de neo-latim para a produção literária dos séculos 14-16 até o presente. Cito Hans Hellander:

What is Neo-Latin? Que é o Neo-latim?.

When we talk about Neo-Latin literature we are usually referring to texts written in Latin from the dawn of the Renaissance, and subsequently during the following centuries. On the whole, scholars agree on the use of the term. Jozef IJsewijn, who was one of the leading experts in the field, gave the following definition in his monumental Companion to Neo-Latin Studies: By “Neo-Latin“ I mean all writings in Latin since the dawn of humanism in Italy from about 1300 A.D., viz. the age of Dante and Petrarch, down to our time (IJsewijn 1990, Preface V). Walther Ludwig defines the area in a similar way: Die neuzeitliche lateinische Literatur wird im allgemeinen und auch im folgenden als neulateinische Literatur bezeichnet. Es ist die Literatur, die von Italien ausgehend die mittellateinische Literatur in allen durch sie geprägten Ländern Europas vom 14. bis zum 16. Jahrhundert durch ihre bewusste Distanzierung von der mittellateinischen Sprachtradition und ihre Neuorientierung am klassischen Latein der Antike abgelöst hat und die sich in beschränktem Umfang bis in die Gegenwart erstreckt. Die ihrerseits vielfältig gegliederte Hauptepoche der neulateinischen Literatur reicht bis etwa 1800 .(Ludwig 1997, 324). Ludwig completes this with the following description: Neulateinische Literatur beginnt mit der Orientierung der verwendeten lateinischen Sprache an der klassischen Antike und mit dem Bestreben, spezifisch mittelalterliche Orthographien, Worte und Konstruktionen ebenso wie mittelalterliche literarische Formen auszumerzen. Dieses Bestreben beginnt in den verschiedenen Ländern verschieden früh (im 14. bis 16. Jahrhundert), und zwischen Vorsatz und Durchführung liegen immer mehrere, manchmal viele Jahrzehnte (ibid. 334).

These are good definitions and descriptions that have the advantage of being short and of giving the essentials of the matter. There are some complications in the concepts, however, that need a more detailed exegesis and further restrictions. I shall dwell for a while on some difficulties of this kind. What I shall say will hardly be controversial and should not be seen as a correction of the scholars quoted, but as an introductory statement of the distinctions that must be made in the enormous field of Neo-Latin studies:1 We must realize that it encompasses all kinds of literature, “belletristic”, educational, philosophical, theological, historiographical, and scientific of all disciplines (the list could be specified and more complete), written in Europe (and other continents) from the Renaissance and onwards, during the four hundred centuries when Latin was still the most important learned language.

As explicitly stated, we are indeed dealing, in the first place, with new stylistic and literary ideals, viz. those of the Renaissance and of Humanism. This is absolutely fundamental: the Renaissance meant a transition to a new code, which in reality was an old one, viz. that of ancient Latin. The code that was abandoned was often labelled as barbaric and corrupt.2 This movement is clearly discernible in the texts; it is also programmatic, it embodies the ideals and efforts and the pride of the age, and the classical preferences are most expressively stated by leading scholars. But, even if the orientation towards ancient Latin is the most conspicuous feature, we must be aware of the fact that this is a tendency that is triumphant in the literary, belletristic genres, whereas conditions are significantly different in factual prose. […]. Finis citationis.

Lingua Latina instituere ut idioma totius Europae, id est, recuperare idioma Latinum ut sermo internationalis, uso cotidiano, in relationibus internationalibus, quamquam sit propositum audacissimum non est tamen impossibilis realizandi. Nam, verbi gratia, si cogitamos de instituendo linguam Latinam in tota Communitate Europaea, ut sermo internationalis auxiliaris, de immediato invenimus quod lingua Latina necessaria ad hoc obietivum certe non est ea difficillima Horatiana, Liviana, Virgiliana, Erasmiana, Ciceroniana, Pliniana, Orbergiana, sed ea simplicissima quam postulavit Hieronimus, et Augustinus, ea ipsa quam legimus in Vulgata Latina, vel ea cultior quam invenimus in paginis Blasii Amatae, nominatis Latinitas Christiana, vel in Nuntiis Latinis Finnis, vel in plurimis scriptoribus officialibus, philosophis, poetis, historiatoribus et in operis didacticis saeculorum praeteritorum medii aevi, et postea, maximi in iis Latine loquentibus qui vixerunt ab saeculo XIII usque ad saeculum XVIII cuius operis diuturne emergunt on-line nostra aetate. Ut bene utere operis antiquis, cum proposito reimplantationis linguae Latinae ut idioma moderno, primum problema solvendum est id de pronuntiatione e de orthographia.[ DARCIUS CARVALIUS]

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19 de dez de 2018 13:20
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16 de jul de 2019 06:58
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14 de dez de 2018 17:23
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5 de out de 2019 15:58
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5 de out de 2019 16:21
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19 de dez de 2018 13:14
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19 de dez de 2018 13:48
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5 de out de 2019 15:48
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19 de dez de 2018 13:16
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Darcy Carvalho,
20 de dez de 2018 05:37
Ċ
Darcy Carvalho,
15 de dez de 2018 12:06
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